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Arimatéa Souza

quinta-feira, 03/05/2018

Reforma é inevitável

Quarteto

É contundente a denúncia formulada ontem pela procuradora geral de Justiça, Raquel Dodge, contra o ex-prefeito campinense Veneziano, o ex-vice-prefeito José Luiz Júnior, e mais dois ocupantes de cargos comissionados na PMCG na gestão anterior: Rennan Trajano Farias (ex-tesoureiro da Secretaria de Finanças) e Valdemir de Medeiros Cavalcanti (ex-diretor municipal de Finanças).

Histórico

A denúncia tem por base uma auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) e diz respeito a fraudes em R$ 75 mil remetidos pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à fome (em 2006) para a compra de equipamentos e material de consumo.

Em série

Conforme a Procuradoria Geral da República, o esquema incluiu a dispensa indevida de licitação, a apresentação de notas fiscais falsas e o saque do valor do convênio na ´boca do caixa´ do Banco do Brasil.

“É uma série de irregularidades na execução do convênio”, grifou.

Inabilitada

Suposta ganhadora da licitação, num pregão eletrônico simulado, a empresa ´contratada´ – Importec – Importação e Distribuição LTDA. – declarou nos autos do processo que não possuía capacidade técnica para fornecer os materiais que deveriam ser comprados.

Desconhecimento

Mais: os sócios da empresa afirmaram à CGU que jamais participaram de procedimento licitatório vinculado à Prefeitura de Campina Grande e que sequer conheciam alguém do Executivo local.

Não tem a mercadoria

Ainda a Procuradoria: os sócios disseram que a empresa nunca trabalhou com produtos de cozinha industrial, mas sim com o comércio varejista em geral, miudezas, presentes, brinquedos, decoração, plantas domésticas”.

Confissão

“Os envolvidos confirmaram as irregularidades tanto na contratação quanto no processo para o saque do dinheiro público”, frisa o texto divulgado pela PGR.

Falsificadas

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enfatiza na denúncia que “um exame grafotécnico revelou que as assinaturas que constam do contrato não foram feitas pelos respectivos sócios da empresa, e que também foi comprovada fraude no momento em que o cheque foi descontado. Embora o documento estivesse em nome da empresa, os dados (nome e RG) apresentados para o saque não estão vinculados à empresa”.

Quem assinou

Dodge sublinha que “foram realizadas diligências para aferir quem foi o responsável pela assinatura do cheque e o Banco do Brasil S/A informou que tal cheque havia sido assinado pelo deputado federal Veneziano Vital do Rego Segundo Neto”.

Penalidade…

A PGR pede ao Judiciário que o ex-prefeito e os demais envolvidos sejam enquadrados no artigo 1º do Decreto 201/67, que prevê pena de dois a 12 anos de reclusão.

… Proposta

Além da condenação penal, a ação requer a perda da função pública, a reparação do dano com a atualização do montante desviado e o pagamento de indenização por dano moral coletivo, em valor equivalente ao dobro do desvio.

Afinação

A direção estadual do PTB vai reunir os seus filiados nesta sexta-feira (10h, avenida Epitácio Pessoa), na sede regional da legenda, em João Pessoa.

Haja ´não´

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou habeas corpus ao ex-presidente da Câmara Federal Henrique Alves (PMDB-RN); ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; e ao doleiro Enivaldo Quadrado.

Outros indeferimentos

Segundo o jornal O Globo, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pedia a paralisação de um processo que está com Sérgio Moro, e Humberto Costa (PT-PE), que tentou impedir um inquérito contra ele, também ouviram ‘não’.

´Acervo´

Levantamento feito por um ministro do Supremo Tribunal Federal, divulgado no jornal ´Folha de São Paulo´, indica que há na corte 399 investigações e 86 ações penais contra deputados e senadores.

 

No café

A deputada Renata Abreu (SP), presidente nacional do Podemos, reúne hoje, em João Pessoa, dirigentes partidários na Paraíba e pré-candidatos da legenda às próximas eleições.

Insubordinação

Apesar do ´recado´ recente do deputado federal Luiz Couto, segundo o qual a própria direção nacional do PT já recomendou a coligação com o PSB de Ricardo Coutinho, os diretórios municipais de Campina Grande, João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Cabedelo estão propagando uma carta aberta defendendo a tese de candidatura própria ao governo do Estado.

Intragável

“Não podemos concordar com uma chapa composta por partidos que lideraram e contribuíram para o ´golpe´ (afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff) e a prisão política de Lula”, enfatizou o professor Márcio Caniello, presidente do PT em Campina.

Algoz

Adicionalmente, o dirigente petista mencionou que “o PSB vai lançar a candidatura do ex-ministro (do Supremo) Joaquim Barbosa, que foi quem iniciou o golpe e foi o primeiro a rasgar a Constituição criminalizando o PT sem provas”.

Intensivão

O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) participou ontem de uma maratona de contatos e de entrevistas em Campina Grande.

Hoje ele se encontra com a mídia pessoense e profere palestra na Câmara Municipal da Capital.

Garimpo

Ele concedeu uma entrevista a este colunista. Seguem trechos de suas declarações.

Postulação

“Não é nada pessoal, não poderia ser. A Presidência da República não pode ser uma postulação pessoal. Houve a convocação de um movimento que se organiza há menos de 1 ano, e se chama Podemos. É um movimento que quer fazer a leitura correta do que se passa no País. Quais as prioridades eleitas pelo povo nesse momento. E o nosso dever é interpretar essas prioridades eleitas.

Fracasso

“Nosso sistema de governança fracassou e jogou o País no chão. Abriu esse enorme buraco nas finanças públicas e plantou esse caos administrativo e tragédia política.

Fundo do poço

“A proposta de rompimento com tudo isso é o que chamo de ´refundação da República´ (…) Acho que estamos vivendo um momento que exige essa reação do País. Nós temos uma República que mais parece com um império, onde os governantes assaltam o poder, exploram o esforço coletivo de trabalhadores e empresários, e preservam os seus privilégios, muitas vezes à custa de corrupção, como se vê no País.

Avançar

“Eu encaro (a candidatura) como uma missão. Eu sei que é difícil acreditar nos políticos, que estão tremendamente desgastados, não há confiança nas suas palavras. Mas eu preciso dizer com absoluta sinceridade: eu estou nisso cumprindo uma missão, que á a tentativa de mudar o Brasil para melhor, e substituir esse sistema corrupto por um sistema no qual a população seja respeitada pelos governantes.

Adversidade

“Conhecendo mais de perto os números de nossa realidade econômica e social, que são números dramáticos, nós já podemos imaginar o tamanho do sofrimento se chegarmos à Presidência. É pedir para sofrer. Pedir o voto é pedir sofrimento.

Apartar

“O Brasil tem um governo desarrumado. Temos que descolar a iniciativa privada do setor público.

Cuidado ao votar

“O Brasil não pode ser alvo de uma aventura. O Brasil não é um brinquedo para se colocar na mão de qualquer aventureiro.

Enxugamento

“Vamos reduzir o número de ministérios a 15”.

Não tem como evitar

Ainda Álvaro Dias na ´Campina FM´: “A reforma da Previdência é inevitável. Não há como substituir essa providência por outra”.

 

O que o ´mago´ acha da pré-candidatura de Lígia Feliciano a governadora?

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