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Arimatéa Souza

sexta-feira, 16/03/2018

Rebuliço nas oposições

No Cariri

A supersérie ´Onde nascem os fortes´, da Rede Globo de Televisão, tem como uma das locações na Paraíba a fazenda do ex-deputado Álvaro Gaudêncio Neto, na cidade de São João do Cariri.

Derivação

O bloco de lideranças políticas que pertencia ao PSDC de Campina Grande e rompeu com a direção estadual do partido acabou a ´paquera´ com o Solidariedade, legenda presidida no Estado pelo deputado federal Benjamin Maranhão.

´Clima´

O ´flerte´ agora é com o PPL – Partido da Pátria Livre.

O detalhe

O presidente nacional do PPL é João Vicente Goulart, filho do ex-presidente da República João Goulart, que estará no começo da próxima semana em João Pessoa.

Migração

Irmão do prefeito campinense Romero Rodrigues, Moacir Rodrigues está em vias de deixar o PSD e se filiar ao PSL para tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Defecções

Apeado do comando do PRB na Paraíba – mas compelido a permanecer na legenda -, o deputado estadual Jutay Meneses comentou ontem que a chegada ao comando do partido do deputado federal Hugo Motta (ex-MDB) provocará várias desfiliações, devido a conflitos nas bases políticas.

Sob a lua

Nem as madrugadas têm sido poupadas ultimamente na política paraibana.

Por volta de 1h30 de ontem, o prefeito Romero Rodrigues anunciou, através das redes sociais, que “manifestei a minha decisão de dar preferência à candidatura do prefeito Luciano Cartaxo (PSD-JP) ao Governo da Paraíba, caso ele reavalie a sua recente manifestação”.

Parceiros

Adicionalmente, RR revelou que “em conversa com Cartaxo, em Brasília, decidimos marchar juntos nas eleições deste ano”.

Tradução

A interpretação ficou capenga e/ou dúbia, mas o fato contém no seu âmago uma informação valiosa para a oposição na Paraíba: Cartaxo ficará no segmento.

Como assim?

À primeira vista, uma contradição: como Romero dá preferência a quem já havia anunciado publicamente estar fora da sucessão estadual?

Ambientação

É preciso, para melhor compreensão das declarações acima, contextualizar o que a precedeu: uma reunião entre Romero, o senador Cássio, e os deputados Rômulo Gouveia, Manoel Ludgério e Tovar Correia Lima, em Brasília.

 

Contra a parede

Revelados os interlocutores do prefeito no encontro, salta à discussão uma segunda linha de pensamento: teria o gesto, de oferecer a vaga a Cartaxo, a intenção de jogar nele toda a responsabilidade do futuro das oposições nas urnas este ano?

Ausência

Igualmente vem à tona uma indagação: por que o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) não estava presente e/ou não foi convidado?

Não agendado

“Foi um encontro de improviso”, ensaiou explicar, ontem, na ´Campina FM´, Pedro Cunha Lima.

Despencar

No clima predominantemente ameno de Campina Grande, o vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP) ´soltou os cachorros´ acerca da reaproximação entre os senadores Maranhão e Cássio: “Quando vemos Cássio e Maranhão juntos, tem mais o que dizer? Cássio e Maranhão são ´gato e rato´. Tem que mais dizer o que da política?”

Exaltação

Participante da conversa brasiliense com Romero, Rômulo Gouveia (presidente do PSD/PB) divulgou nota do partido enaltecendo “a decisão” de Romero, que “reflete um gesto de grandeza de quem abdica de uma postulação natural, de uma oportunidade que tem um gestor bem avaliado como ele, com espírito público de decência e compromisso”.

Chamamento

“As oposições se unem e conclamam o retorno de Luciano (Cartaxo), para que assuma essa responsabilidade de representar um projeto que não é individual mas coletivo, de todos que querem uma Paraíba mais segura, com um governo humano, transparente e de efetivo trabalho”, enfatiza outro trecho da nota do PSD.

Nova casa

No começo da tarde, de forma surpreendente, foi divulgada a notícia da filiação de Cartaxo ao Partido Verde, apesar de ele já possuir o controle indireto de uma ´legenda auxiliar´ (PMN), para a hipótese (agora confirmada) de deixar o PSD.

Explicação

“Este é mais um passo decisivo para aprofundar o conjunto de transformações que iniciamos em João Pessoa, somando esforços para a ampliação deste novo modelo de gestão por resultados que vem mudando a cidade”, disse Cartaxo acerca de sua troca de partido.

Aceno

O prefeito pessoense declarou que “no que depender de nós, o PSD segue como grande parceiro, fazendo parte da nossa gestão”.

Competitividade

“A intenção, agora, é fazer chapas competitivas, sob a liderança do prefeito, para as eleições 2018”, acentuou o ex-deputado Sargento Dennis, um dos dirigentes do PV no Estado.

O detalhe

Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito de JP que presidia o PSD na cidade, também foi para o PV.

Desfiliação conhecida

Nesse encadeamento de fatos e de atitudes, emana uma variável instigante.

A reunião com Romero acima referida e as notas que ele e a direção do PSD no Estado divulgaram ontem vieram à tona com os seus protagonistas (provavelmente) já sabendo que Cartaxo abandonaria o PSD.

E aí amplia-se o mistério sobre as reais motivações dessas iniciativas.

Os políticos paraibanos estão desconfiando até da própria sombra...

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