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Arimatéa Souza

quinta-feira, 14/02/2019

Rápido no ´gatilho´

Vagas ocupadas

Com até surpreendente calmaria, a Câmara Municipal de Campina Grande elegeu, na sessão ordinária de ontem, os ocupantes de dois cargos que estavam vagos na mesa diretora no segundo biênio, em decorrência das renúncias dos vereadores Saulo Germano (DC) e Sargento Neto (PRTB), das 2ª e 3ª secretarias, respectivamente.

Os eleitos foram João Dantas (PSD) e Renan Maracajá – ainda vinculado ao antigo PSDC (atual DC), mas já controlando (indiretamente) o PRB na cidade.

17 a 2

Dos 19 vereadores presentes ao plenário, ninguém votou contra e dois se abstiveram: Galego do Leite (Podemos) e Pamela Vital do Rêgo (ainda no MDB).

Ausentes

Ivan Batista (PSDB), Alcindor Villarim (ainda PRB), Pimentel Filho (PSD) e Saulo Germano (DC).

Sumário

Chamou a atenção o voto do Sargento Neto, autor da proposta que muda as atribuições dos membros da mesa diretora, e que fez na semana passada um discurso inflamado.

“Sigo os demais”, limitou-se a proclamar no seu voto, ontem.

Resgate

Duas frases ilustram e resumem o discurso do vereador do PRTB na semana passada: “Cada um tem que ter o seu posicionamento e honrar as calças que veste (…) Soldado que vai para a guerra e tem medo de levar um tiro é um covarde”.

Ponto final

Proclamado o resultado, a vereadora-presidente Ivonete Ludgério (PSD) afirmou que “espero que essas questões (desencontros na base governista) sejam dirimidas de uma vez, para que a gente possa trabalhar. Porque o que Campina espera de nós são as discussões realmente importantes”.

No paralelo

Mas, pelo sim pelo não, a presidente colocou para tramitar um projeto de sua iniciativa que remodela as atribuições da mesa diretora.

Tem uma diferença básica: a vigência ficaria para a próxima legislatura.

Bola rolando

“Não faz sentido mudar as regras no meio do jogo”, justificou Ivonete.

Em tempo

O leitor haverá de permitir (e compreender) a repetição (que segue) de um trecho desta Coluna na semana passada: “É bom pontificar que o pano de fundo de toda essa querela não são causas coletivas, mas interesses pontuais e pessoais, o que não significa incondicionalmente serem ilegítimos.

Fecho

“A crônica da nossa política sugere que, mais dias menos dias, as arestas se dissipem como uma nuvem. E tal como ela, indecifrável sem a luz do sol. E, nesses instantes, quase sempre o interesse público não triunfa”.

Ultimato

Se pegarmos pelo valor de face o que disse ontem o deputado Raniery Paulino (MDB), líder do bloco oposicionista na Assembleia Legislativa, o deputado Manoel Ludgério (PSD) está em vias de ser ´expurgado´.

Fronteira

“O dossiê (que embasa o pedido da CPI da Cruz Vermelha) é um divisor de águas. Quem não for protocolar o dossiê não está na bancada de oposição”, avisou o emedebista.

Individualidade

Conforme o líder, “cada um tem a responsabilidade do seu mandato. Tenho uma relação respeitosa com Manoel (Ludgério) e respeito a posição de quem assina e de quem não assina”.

Juízo próprio

“Eu sou líder da oposição e vou tentar convencer, mas a decisão final é de cada um. Cabe também ele dialogar isso com o seu eleitorado. Se o público dele compreende bem isso, então perfeito. Mas, o meu público, por exemplo, não compreenderia bem se eu deixasse de assinar”, acrescentou Paulino.

Situando

Ludgério declarou que não apoiaria a instalação da CPI porque o relatório final da comissão teria como destino o Ministério Público, que já está à frente das investigações atinentes à Cruz Vermelha.

´Filho prodígio´

O PSL tem se mostrado pródigo em criar problemas para o Governo Bolsonaro, que já coleciona uma série de ´trapalhadas´ – para utilizar uma palavra suave.

´Fanta´

A história que tomou conta da semana em curso remonta ao período eleitoral passado.

Domingo último, o jornal Folha de São Paulo divulgou que ​o grupo do atual presidente do partido, deputado federal Luciano Bivar (atual 2º vice-presidente da Câmara Federal), “criou uma candidata laranja em Pernambuco” que recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público.

Pingou

Maria de Lourdes Paixão, 68 anos, teve apenas 274 votos para a deputação federal, apesar de ter sido a terceira maior beneficiária com verbas do PSL em todo Brasil.

Reta final

A prestação de contas da ex-candidata à Justiça Eleitoral mostra que ela gastou 95% do dinheiro (R$ 400 mil) em uma gráfica, mesmo tendo recebido o dinheiro dia 3 de outubro (a eleição ocorreu no dia 7).

Impressos

Foram 9 milhões de santinhos e cerca de 1,7 milhão de adesivos. Ela informou que contratou quatro pessoas para essa distribuição.

A jato

A ´missão´ do quarteto teria sido distribuir, só de santinhos, 750 mil unidades por dia -​ mais especificamente, sete panfletos por segundo, no caso de trabalharem 24 horas ininterruptas – relata o jornal.

´Fantasma´

A gráfica documentada junto ao TSE não foi localizada nos endereços mencionados na nota fiscal anexada e na Receita Federal.

Tilintar

Mesmo assim, teve receitas advindas do Fundo Eleitoral de R$ 1,5 milhão no pleito do ano passado.

Dono do cofre

Adicione-se a essa (eufemismo) história mal contada o fato de o PSL ter sido comandado, no pleito do ano passado, pelo advogado Gustavo Bebianno (vice-presidente do partido), atual secretário-geral da Presidência da República.

Coube a ele liberar os recursos de destino obscuro.

´Pilatos´

“O presidente pertence ao PSL, mas isso não tem nada a ver com a campanha dele. Então é problema do partido. O partido que se explique”, comentou o vice-presidente da República general Hamilton Morão.

Formalidade

“A minha parte está feita com perfeição. As contas foram aprovadas pelo TSE”, argumentou Bebianno.

Na origem

Ainda segundo ele, “a escolha dos candidatos, a disponibilização das legendas para candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e governador é de responsabilidade de cada estado”.

Precedente

No começo deste mês, a ´Folha´ havia noticiado que o ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), deputado federal mais votado em Minas Gerais, patrocinou um esquema de quatro candidaturas laranjas no estado, abastecidas com verba pública do PSL.

Demissão à vista

Bolsonaro demonstrou ontem, outra vez, que tem consciência de que a sua popularidade (e governabilidade) dependem diretamente do humor das ruas. E agiu rápido.

“Se estiver (Bebianno) envolvido e, logicamente, responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens”​, afirmou, em entrevista à Rede Record.

Ele acrescentou: “Conforme o compromisso assumido com Sergio Moro (ministro da Justiça) logo depois da minha eleição, ele tem carta branca para apurar qualquer tipo de crime sobre corrupção e lavagem de dinheiro”.

É urgente um debate sobre a profissionalização da gestão de Treze e Campinense...
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