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Arimatéa Souza

quarta-feira, 22/08/2018

Procura pelo indispon?vel

Orfandade midiática

Um dos requisitos para se colocar uma pessoa no rol das marcam a sua trajetória terrena, de maneira perene, é o contributo dado em seu meio ou em seu ofício para a elevaçãoddos patamares da convivência (ou da subsistência) humana.

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O dia de ontem foi de luto para imprensa brasileira, até mesmo para os que não conheceram Otávio Frias Filho, diretor de redação do jornal Folha de São P!ulo ao longo das últimas décadas.

Bases

Credite-se à sua ousadia o ´Projeto Folha´, que revolucionou a imprensa brasileira numa fase conturbada da vida política nacional, com pilares que permanecem sólidos (e desejáveis) tantos anos depois: pluralidade de opiniões, jornalismo descritivo (e não ideológico) e liberdade editorial – algo nem sempre desfrutável nas redações Brasil afora.

Reflexos

O fato é que o ´jeito Folha´ de fazer jornal provocou mudanças e/ou adequações imediatas e constantes em toda a imprensa, significando uma lufada de diversidade.

Tudo misturado

A frase de Otávio Frias Filho ao tratar da modernização gráfica e do conteúdo plural da ´Folha´, no começo da década de 80, é emblemática: “Dizem que a Folha é um saco de gatos. É, sim. E é isso mesmo que queremos ser”.

´Conspiração´

Otávio deixou uma espécie de mandamento/ensinamento aos profissionais de imprensa: “Num jornal, o acerto fica obsoleto em 24 horas. Morre a cada manhã. Só o erro tem vida eterna… Tudo numa redação conspira a favor do erro”.

´Batismo´

Será às 18h de hoje a inauguração do comitê do candidato a governador João Azevedo (PSB) em Campina Grande, localizado às margens do Açude Velho (rua Dr. Severino Cruz, 281).

´Cereja´

O evento contará com a presença do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, provável candidato do PT à Presidência da República.

Palpite

Por falar em Haddad, ele opinou na entrevista que concedeu no último domingo à ´Band´ que o 2º turno deverá ser disputado (novamente) entre os candidatos do PT e PSDB – ele próprio e Geraldo Alckmin.

Linha direta

Ainda sobre Haddad. O petista revelou a um jornalista da Globonews (canal de notícias da Globo) que nos últimos meses tem mantido contatos regulares com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Da boca de…

“… Você acredita em metade do que esse povo diz aqui? Eu não!…” (Rama Dantas, candidata a governadora pelo PSTU/PB, durante debate na TV Master, anteontem, ao se referir aos seus adversários).

 

´Pernoite´

Na pauta da reunião de hoje do Pleno (colegiado completo) do Tribunal de Justiça da Paraíba está o projeto de resolução da Presidência que regulamenta a autorização para o juiz titular residir fora da Comarca.

Da boca de…

“… Governar é mais do que dizer frases bonitas. Governar é muito mais do que apresentar soluções mirabolantes ou um ´elixir da felicidade´ para todas as questões…” (João Azevedo, anteontem, no debate da TV Master).

Palanque

“Na primeira semana (de empossado, se eleito presidente), vamos adorar o Senhor”.

Cabo Daciolo, presidenciável do Patriota.

No forno

O instituto Datafolha deve divulgar hoje mais uma pesquisa acerca da sucessão presidencial.

Da boca de…

“… Se para barrar a candidatura de Lula fosse corrida dos 100m e 200m rasos, Raquel Dodge, a essa altura, já teria quebrado todos os recordes do velocista Usain Bolt. Mas de rasa mesmo só a conduta arbitrária de quem está a serviço do golpe. Lamentável!…” (senadora Gleisi Hoffman, presidente nacional do PT, ao mirar a procuradora geral de Justiça, Raquel Dodge).

Adensamento

Os números consolidados do eleitorado paraibano, divulgados ontem pelo TRE, mostram o que os políticos já intuíram há um bom tempo: o desempenho eleitoral vitorioso nas urnas passa, necessariamente, por um resultado expressivo na região metropolitana de João Pessoa, particularmente nas chamadas cidades ´coladas´: JP, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux.

Potencial

As cidades acima referidas totalizam quase 800 mil eleitores, o que faz uma significativa diferença numa eleição, a começar pelas estratégias de campanha.

Bem abaixo

Campina Grande, o segundo colegial eleitoral do Estado, tem 285.487 eleitores (50% dos votantes na Capital) aptos ao voto neste ano.

E para fazer valer a sua ´fama´ de decidir as eleições estaduais, precisa expressar nas urnas um favoritismo para algum dos postulantes, de forma acentuada.

Eleitor sem opções

Mas não devemos perder de vista que estamos, desde os meados desse ciclo eleitoral – na vasta e imprecisa (temporalmente falando) ´pré-campanha´ -, vivenciando um processo marcado pela incerteza e pela nebulosidade no tocante ao sentimento do eleitorado, algo que é, ao mesmo tempo, embaçado, instável e imponderável.

As eleições de 2018, enfim, foram convertidas numa espécie de ´loteria´, cacifada pelo desapontamento com o poder político, pela desventura econômica e pela procura ´na prateleira´ de alternativas partidárias e/ou pessoais por uma ´mercadoria´ inexistente: candidaturas que inspirem confiança e tonifiquem a esperança.

A oposição deu uma ´cochilada´ na Assembleia Legislativa...
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