Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quarta-feira, 19/10/2016

“Prisioneiros das mentiras”

Paraibano presta depoimento

O deputado federal Hugo Motta (PMDB-PB) foi ouvido ontem como testemunha de defesa da mulher do ex-deputado e ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cláudia Cruz.

Trata-se de uma ação penal decorrente da Operação Lava Jato, presidida pelo juiz Sérgio Moro.

Tangência

“Desenvolvi depois da convivência no parlamento uma relação de amizade (com Eduardo Cunha), mas nunca tratei especificamente desses temas de processos, até porque não tenho nada a ver com essa situação. Eu fazia meu trabalho na CPI independente dessas citações ao deputado Eduardo Cunha”, disse Motta em seu depoimento.

Da boca de…

“… Não foi uma aventura política, não cai de para-quedas…” (Renan Maracajá, do PSDC, vereador eleito e mais votado de Campina Grande, com quase 5 mil votos).

Quem decide

Renan declarou ontem à Rádio Caturité que “o partido vai coordenar” a sua eventual participação na nova mesa diretora do Legislativo e a esperada participação da legenda no segundo mandato do prefeito Romero Rodrigues (PSDB).

Penduradas

O presidente da Associação Comercial de Campina Grande, empresário Álvaro Barros, que participou no Rio de Janeiro de um evento promovido pela Confederação das Associações Comerciais do Brasil, disse ontem que informações da presidência do BNDES revelaram que existem 668 mil empresas com pendências junto ao Simples Nacional (modalidade tributária destinada aos micro e pequenos empresários).

Alongamento

O Governo Temer sinaliza que ainda este mês deverá autorizar mais uma versão do Refis (refinanciamento de dívidas federais) com prazo de até 120 meses.

Emergente

Candidato a vereador que chamou a atenção nas eleições deste ano em Campina Grande: ´Tião da Kombi´, do PSDC.

Ele teve 1.220 votos em apenas três bairros: José Pinheiro, Monte Castelo e Nova Brasília.

De volta

Ato publicado no Diário Oficial do Estado reconduz para o cargo de delegado da Junta Comercial do Estado em Campina Grande o ex-candidato a vereador Valmir Guimarães Queiroz.

Garimpo

Em longo artigo publicado na edição de ontem do jornal Folha de São Paulo, o ex-presidente Lula aborda o ´inferno astral´ que enfrenta ao longo dos últimos meses,  por força da Operação Lava Jato e outras ações que o levaram à condição de réu.

Abaixo, alguns trechos desse texto.

Advérbio

“Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada (…) Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Alcance

“Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história (…) As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Devassa

“Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Abuso

“Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política.

Chefia

“Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização (…) Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”.

Régua pessoal

“Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo.

Zerado

“Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Palestrante

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras?”

O risco da desmoralização

Ainda Lula: “Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública”.

Cartaxo e Romero vão afinar o discurso?...
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