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Arimatéa Souza

sábado, 10/09/2016

Prefeito na ofensiva

Doadores despossuídos

Conforme o jornal Folha de São Paulo, o Tribunal Superior Eleitoral identificou 21.072 pessoas que, mesmo em situação de pobreza, transferiram juntas mais de R$ 168 milhões a campanhas municipais.

Uma delas, cuja última renda conhecida é de 2010, doou R$ 93 mil. Outras dez desembolsaram mais de R$ 1 milhão, mas não têm renda compatível com tamanha generosidade.

Na tela

Esta semana, a TV Itararé (canal 18.1, digital, e 19, analógico) iniciou uma série de entrevistas com candidatos a prefeito de Campina, no horário do programa ´Ideia Livre Política & Economia´.

Pela ordem de sorteio, o primeiro entrevistado foi Romero Rodrigues (PSDB). Seguem algumas de suas declarações.

Criticas à…

(área da Saúde) “Vejo como natural, porque, de fato, é um problema recorrente no Brasil. E com a consciência tranquila, porque o que foi possível fazer nós fizemos ou estamos fazendo (…) Tem problemas? Tem! Mas está muito melhor do que era antes.

Gestão fiscal

“Não vamos usar o modelo que o governo do Estado usa, do arrocho fiscal e aumento da carga tributária (…) A opção é criar ambientes de desenvolvimento.

Passivo

“Fomos punidos com os recursos de um empréstimo em dólar, cujos serviços, na realidade, não foram entregues à prefeitura (…) A gestão anterior era para pagar (o empréstimo) a partir de 2009 e não pagou nada (…) Nós pagamos (referente a esse empréstimo) 450 mil dólares, a cada seis meses, de um serviço que não recebemos.

Óbices

“Sinceramente, não sei como se conseguiu retirar esse empréstimo, porque a prefeitura campinense estava totalmente inadimplente. Existiam, quando assumi a prefeitura, 17 inadimplências, que é o teto máximo.

Influência

“Mas, mesmo assim, com o prestígio que tinham – mãe deputada e irmão senador – conseguiram (Governo Veneziano) fazer de tudo. E o mais grave: empréstimo em dólar.

A conta

“Aí vem uma crise econômica, o dólar subiu vertiginosamente e o prejuízo é muito grande (…) Você faz isso (empréstimo em dólar) como uma coisa totalmente impensada ou para criar problemas para as próximas gestões.

UPA

“O (então) ministro da Saúde (Alexandre Padilha) esteve lançando aquela UPA (Dinamérica) do 1º para o 2º turno da eleição de 2012. As pessoas pensam que as outras têm memória curta. E tive que destravar esse projeto na Justiça, porque não existia o documento do terreno. E como é que a obra estava inconclusa em 2012? Nós é que a fizemos.

Entrave

“Agora, existe uma portaria do Ministério da Saúde para não credenciar nenhuma UPA, por enquanto, devido a dificuldades financeiras. É preciso credenciar para recebermos recursos para a manutenção da Unidade.

Legado

“Essa questão de ficar dizendo que deixou recursos (para o sucessor) não existe. Você faz a obra (com recurso federal), a Caixa Econômica faz a medição e fiscaliza, e aí você encaminha para o ministério e depois é que o dinheiro é liberado. O mais é falácia, é peça de ficção para confundir a cabeça das pessoas.

Paralisada

(Argemiro de Figueiredo, próximo ao Spazzio) “Nós fizemos 85% da obra. Quando assumi era uma obra parada há mais de doze meses, com projeto errado e equivocado, faltando as vias laterais.

Falácia

“O que (ele) tem muito é conversa. O cara (Veneziano) teve oito anos para administrar Campina e agora vem com a conversa de que não fez, mas deixou recursos. Ora, se teve o recurso e teve tempo, por que não fez? Ou é incompetente ou muito ´generoso´. É preciso pouca inteligência para acreditar nisso!

Alça Leste

“Há cerca de quatro meses, a Caixa Econômica entendeu de mudar a planilha de cálculo da obra. E a empresa (contratada) entendeu de recolher os equipamentos (…) Na semana passada, a Caixa resolveu a questão. Já tem quase R$ 5 milhões de obra executada sem medição. A Caixa liberou uma medição e a empresa vai retomar (o serviço).

Localização

“Temos que dialogar com a população inteira sobre uma mudança do local do Maior São João do Mundo. Com qual finalidade? Primeiro, para construir uma estrutura fixa. Um dos maiores custos da festa é todo ano montar aquela estrutura. E essa estrutura (no novo local) serviria para vários outros eventos e funcionaria o ano inteiro.

Destino

“A ideia inicial seria vizinho ao ginásio ´O Meninão (Santa Rosa), uma área cinco vezes maior que a do Parque do Povo. O projeto está preparado, mas é necessário discutir um pouco mais.

Horizonte

“O futuro de Campina Grande está no Complexo Aluízio Campos (…) Estamos construindo uma nova cidade: três creches, 4.100 casas, 66 ruas, nove avenidas, duas escolas, dois postos de saúde, duas praças com academia. Já nasce maior do que 180 cidades paraibanas. São mais de R$ 23 milhões de contrapartida da PMCG.

Aprendizado

“Nós aprendemos com a pior receita que tem que é a da crise: fazer mais, com menos recursos (…) Subimos de 13% para 15% a participação de Campina na divisão do ICMS (parte que cabe às prefeituras paraibanas).

VLT

(transporte leve sobre trilhos) “Estamos solicitando primeiramente a linha férrea, que não pertence à PMCG. A linha pertence a uma empresa privada – a CFN. E além da linha férrea, estamos pedindo a Estação Nova, porque pretendemos implantar um parque no local”.

“Oportunismo”

Ainda Romero: “Não fui aquele oportunista, que era aliado do governo federal, usou de tudo, se beneficiou; elegeu a mãe deputada e o irmão senador; colocou a mãe como suplente de senador; conseguiu um cargo vitalício no Tribunal de Contas da União. Mas na hora em que a presidente (Dilma) precisou, deu as costas. Usou de traição e de oportunismo”.

Dois líderes se encontraram ontem às margens da estrada de Catolé de Boa Vista...
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