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Arimatéa Souza

sexta-feira, 02/09/2016

Porteira aberta

Choro em plenário

O jornal O Estado de São Paulo registrou que ao fim da votação do impeachment de Dilma Rousseff, anteontem, “com ânimos exaltados”, senadores do PSDB falaram em deixar a base.

Inicialmente, o atual líder tucano, Cássio Cunha Lima, chegou a dizer que estava “fora do governo”.

A mesma publicação noticiou que “pego de surpresa” com a decisão de Renan Calheiros (presidente do Senado) de mudar o ordenamento jurídico, Cássio “chegou a chorar”, enquanto Magno Malta (PR-ES) “esmurrou a mesa”.

Contestação

Coube a Cássio, ontem, comunicar que o partido voltou atrás e decidiu ingressar com um mandado de segurança coletivo no Supremo Tribunal Federal contra a divisão da votação do impeachment.

O recurso será subscrito também pelo DEM e pelo PPS.

Reação

CCL explicou que os senadores ´tucanos´ mudaram  de posição depois que o PT acionou o Supremo questionando todo o julgamento.

Revisão

“Ontem (anteontem), no calor, na emoção, a sensação primeira que foi predominante no partido foi de termos uma postura de serenidade, não transformar uma vitória em uma derrota e dar uma contribuição para uma estabilidade maior no país. Mas, diante dessa ação do PT, acreditamos que seja o caminho correto entrar com a ação para que essa parte da decisão, que está equivocada, possa ser revista”, discorreu o líder.

Mal estar

Cássio admitiu o desconforto do PSDB com o protagonismo de Renan Calheiros (PMDB-AL), no movimento para livrar Dilma da sanção de perda da função pública.

Traição

Para ele, “ficou claro” que um acordo foi feito “às escondidas”, sem que os senadores tucanos tivessem conhecimento, conforme declarações à Agência Brasil.

Relativizar

“O que aconteceu é algo que nós vamos superar, mas não é algo que nos agrade. É óbvio que com maturidade, experiência e, sobretudo, com a gravidade da crise que o Brasil vive, nós não vamos colocar mais lenha na fogueira”, assinalou CCL.

Pelas costas

Ele informou que “após a volta de Renan da China, nós teremos uma conversa com ele. Não se faz política com bola nas costas; não se faz política com atitudes como a que aconteceu no julgamento do impeachment”, enfatizou o senador paraibano.

Mentor

Ainda conforme Cássio, “nós não podemos atribuir ao governo esta ação, mas sim ao próprio presidente Renan”.

O detalhe

O PMDB anunciou que também vai assinar o mandado de segurança do PSDB no STF.

Cadê Zé?

A Coluna andou vasculhando o paradeiro do senador José Maranhão (PMDB) nessa reta final do processo de impeachment.

Ele foi o 62º senador a ocupar a tribuna, na madrugada de 4ª feira, quando do ocaso dos debates em plenário.

Deferência

Zé usou o seu discurso para elogiar uma das autoras do processo: a advogada e professora Janaína Paschoal.

Para JM, ela atuou de maneira inteligente e zelosa com o processo.

Piora

Sobre o mérito, Zé afirmou que “a crise, muitas vezes, é o início da solução”.

E acrescentou: “O Brasil não poderia continuar vivendo com uma doença que já estava se tornando crônica”.

Da boca de…

“… Michel Temer é uma caixa-preta. Pouco, quase nada, se sabe sobre qual é o seu projeto de país…” (jornalista Clovis Rossi, do jornal Folha de São Paulo).

Sem zelo

Ao comentar o ´atropelamento´ da Constituição diante do testemunho (e concordância) do presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, o jornalista Reinaldo Azevedo (Rádio Jovem Pan/SP) foi implacável: “O homem deveria ter mais amor à Constituição, que lhe cumpre respeitar”.

Fraude

Ainda Reinaldo: “Uma das funções do Supremo é zelar justamente pelo cumprimento da Constituição. Não consta que qualquer um de seus membros tenha licença fraudá-la”.

Desculpa

Presidente da Comissão Especial do Impeachment do Senado, o paraibano Raimundo Lira (PMDB) deu a sua justificativa para mudar a Constituição e suavizar a situação de Dilma: “Me senti a vontade para votar assim porque, por princípio, na condição de juiz, não deveria condenar a mesma pessoa duas vezes”.

Moral da…

Ao que parece, o forte de Raimundo Lira não é o mundo do direito, mas foi vender carros no passado. No presente, é investir no setor imobiliário do Distrito Federal.

… História

Senador no século passado e agora na atual legislatura, bem que ele poderia ter desfrutado na renomada assessoria do Senado para propor a mudança na legislação que só renegou na tarde de quarta-feira.

Suprema…

O ministro Gilmar Mendes, do STF, foi duro, ontem, acerca da decisão do Senado de separar a votação sobre a perda do cargo de Dilma e sua inabilitação a cargo público.

… Crítica

A decisão – qualificada por ele como “bizarra” – “não passa na prova dos nove” e nem “no jardim de infância do direito constitucional”.

Precedente

Para Gilmar, foi aberto “um precedente que preocupa e pode repercutir nas relações que temos dos governadores, prefeitos, e talvez até negativamente nas cassações de mandatos de deputados, senadores, deputados estaduais e vereadores. Em suma, não é bom precedente. Se há um texto que parece transparente, seguro é esse. Nunca houve dúvida em relação a essa questão”.

Lewandowski tem história...
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