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Arimatéa Souza

segunda-feira, 22/04/2019

Páscoa: sobrenome esperança

A reboque do timoneiro

O governo Bolsonaro é singular, em muitos aspectos. E isso faz a Nação inteira dependente de suas crendices, desafios, equívocos, trapalhadas e acertos, em escala bem superior à média de tempos recentes em termos de governança nacional.

 

Para azedar…

Eis que, já diante de um ambiente conturbado do ponto de vista político-partidário, com a economia caprichosamente ´patinando´ num desempenho pífio, um dos vice-líderes do governo na Câmara Federal, deputado Marco Feliciano (Pode-SP), decide protocolar um pedido de impeachment do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão.

… Ainda mais

Durante o feriadão da Semana Santa, Feliciano decidiu explicar à revista Época a razão de seu pedido: “Quando ele desdiz o presidente, isso o transforma em um traidor, um Judas”.

Por falar…

… Na Época. A revista da Rede Globo publicou que nas conversas que vem tendo com Onyx Lorenzoni, articulador político do Governo Bolsonaro, “a direção nacional do PP foi direta no pedido para votar pela reforma da Previdência”.

Rasteira

“O PP – segue a publicação – deseja destronar o Major Vitor Hugo (PSL-GO), atual líder do governo na Câmara Federal, e colocar em seu lugar Aguinaldo Ribeiro, do PP da Paraíba”.

Ficou de fora

O vereador Alcindor Villarim (PRB) confirmou, em entrevista à TV Itararé, que a direção do PRB/CG passou ao largo das conversações com o prefeito Romero Rodrigues que culminaram com a indicação do vereador pastor Josemar Henrique (PSB) para a presidência da Urbema.

Interlocutores

“Na verdade, (a negociação) passou por um grupo formado no período da eleição (vereadores Alcindor, Marinaldo Cardoso, Pastor Josemar e Lula Cabral – esse último já falecido). Esse grupo é quem vinha nas tratativas com Romero”, esclareceu.

Deixar como está

O edil revelou, inclusive, que os membros remanescentes desse grupo – que estavam de malas prontas para deixar o PRB – já cogitam permanecer na legenda.

Resgate

Católico ou não, se você – no exercício do livre arbítrio – optou por transformar a Semana Santa num feriadão convencional, sem espaço para a oração e/ou reflexão, aproveite os tópicos que seguem para conhecer alguns momentos das celebrações presididas pelo papa Francisco.

Mas a leitura merece ser lida e compartilhada por todos.

5ª feira

(Missa dos Santos Óleos) “O Senhor nunca perdeu este contato direto com o povo, sempre manteve a graça da proximidade, com o povo no seu conjunto e com cada pessoa no meio daquelas multidões.

Transformação

“O termo ´multidões´ não é depreciativo. Talvez para alguém poderia soar como uma massa anônima, indiferenciada. Mas no Evangelho, quando as multidões interagem com o Senhor, que se coloca no meio delas como um pastor no rebanho, vemos que as multidões se transformam: no espírito do povo, desperta o desejo de seguir Jesus, brota a admiração, toma forma o discernimento.

Aos…

“Queridos irmãos sacerdotes, não devemos esquecer que os nossos modelos evangélicos são este ´povo´, esta multidão com estes rostos concretos, que a unção do Senhor levanta e vivifica.

… Padres e…

“Não somos distribuidores de azeite em garrafa. Somos ungidos para ungir. Ungimos distribuindo-nos a nós mesmos, distribuindo a nossa vocação e o nosso coração. Enquanto ungimos, somos de novo ungidos pela fé e pela afeição do nosso povo.”

… Bispos

“Ungimos, sujando as nossas mãos ao tocar as feridas, os pecados, as amarguras do povo; ungimos perfumando as nossas mãos ao tocar a sua fé, as suas esperanças, a sua fidelidade e a generosidade sem reservas da sua doação que muitos ilustrados qualificam como superstição”.

´Ceia do Senhor´

“E Jesus faz este gesto: lavar os pés. Ele faz o gesto do escravo: Ele que havia todo o poder, que era o Senhor, faz o gesto do escravo e depois aconselha todos a fazerem este gesto: sirvam uns aos outros, sejam irmãos no serviço, não na ambição de quem domina o outro ou espezinha o outro. Não. Serviço.

“Sempre”

“Esta é a fraternidade. A fraternidade é humilde sempre, está a serviço.

A regra

“O bispo não é o mais importante, é o mais servidor e cada um de nós deve ser servidor do outro: é a regra de Jesus e do Evangelho: a regra do serviço, não do dominar, machucar, humilhar os outros.

Exemplo

“Quando os apóstolos discutiam entre si sobre quem era o mais importante, Jesus respondeu apresentando uma criança e dizendo que é preciso ter o coração humilde, mas servidor. Jesus adverte que os chefes das nações dominam, mas entre os apóstolos não pode ser assim.

Contributo

“O maior deve servir o menor, quem se sente maior deve ser servidor. Todos devemos ser. Na vida há problemas, brigamos entre nós, mas isso é passageiro, porque no nosso coração deve ter este amor de servir o outro, estar a serviço dos outros. Este gesto de hoje seja para todos nós, que nos ajude a sermos mais servidores uns dos outros, mais irmãos no serviço.”

Vigília…

“As mulheres vão ao túmulo levando os aromas, mas temem que a viagem seja inútil, porque uma grande pedra bloqueia a entrada do sepulcro. O caminho daquelas mulheres é também o nosso caminho.

… Pascal

“Nele, parece que tudo se vai estilhaçar contra uma pedra: a beleza da criação contra o drama do pecado; a libertação da escravatura contra a infidelidade à Aliança; as promessas dos profetas contra a triste indiferença do povo.

Ontem e hoje

“O mesmo se passa na história da Igreja e na história de cada um de nós: parece que os passos dados nunca levem à meta. E assim pode insinuar-se a ideia de que a frustração da esperança seja a obscura lei da vida.

Frase marcante

“Uma frase incita as mulheres e muda a história: ´Por que buscais o Vivente entre os mortos?´ (Lc 24, 5); porque pensais que tudo seja inútil, que ninguém possa remover as vossas pedras? Porque cedeis à resignação e ao fracasso?

Remoção

“A Páscoa é a festa da remoção das pedras. Deus remove as pedras mais duras, contra as quais vão se bater esperanças e expectativas: a morte, o pecado, o medo, o mundanismo. A história humana não acaba frente a uma pedra sepulcral.

Interrogação

“Perguntemo-nos, antes de mais nada: qual é a minha pedra a ser removida, como se chama? Muitas vezes, a esperança é obstruída pela pedra da falta de confiança.

Sensação de…

“Quando se dá espaço à ideia de que tudo corre mal e que sempre vai de mal a pior, resignados, chegamos a crer que a morte seja mais forte que a vida e tornamo-nos cínicos e sarcásticos, portadores dum desânimo doentio.

… Finitude

“Pedra sobre pedra, construímos dentro de nós um monumento à insatisfação, o sepulcro da esperança. Lamentando-nos da vida, tornamos a vida dependente das lamentações e espiritualmente doente. Insinua-se, assim, uma espécie de psicologia do sepulcro: tudo termina ali, sem esperança de sair vivo.

Deus vivo

“O Senhor não habita na resignação. Ressuscitou, não está lá; não O procures, onde nunca O encontrarás: não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Não sepultes a esperança!

Outra pedra

“Há uma segunda pedra que, muitas vezes, fecha o coração: a pedra do pecado. O pecado seduz, promete coisas fáceis e prontas, bem-estar e sucesso, mas, depois, dentro deixa solidão e morte. O pecado é procurar a vida entre os mortos, o sentido da vida nas coisas que passam.

Recuo

“Preferimos ficar encolhidos nos nossos limites, escondidos nos nossos medos. É estranho! Porque o fazemos? Muitas vezes porque, no fechamento e na tristeza, somos nós os protagonistas, porque é mais fácil ficarmos sozinhos nas celas escuras do coração do que abrir-nos ao Senhor.

Citação

“Uma poetisa (a americana Emilly Elizabeth Dickinson) escreveu: ´Só conhecemos a nossa altura, quando somos chamados a levantar-nos´. O Senhor chama-nos para nos levantarmos, ressuscitarmos à sua Palavra, olharmos para o alto e crermos que estamos feitos para o Céu, não para a terra; para as alturas da vida, não para as torpezas da morte.

Amor incondicional

“O Senhor ama esta tua vida, mesmo quando tens medo de a olhar de frente e tomar a sério. Na Páscoa, mostra-te quanto a ama. Ama-a a ponto de a atravessar toda, experimentar a angústia, o abandono, a morte e a mansão dos mortos para de lá sair vitorioso.

Conversão

“Jesus é especialista em transformar as nossas mortes em vida, os nossos lamentos em dança. Com Ele, podemos realizar também nós a Páscoa, isto é, a passagem: passagem do fechamento à comunhão, da desolação ao conforto, do medo à confiança.

´Fé de museu´

“Voltar a um amor vivo para com o Senhor é essencial; caso contrário, tem-se uma fé de museu, não a fé pascal. Jesus não é um personagem do passado, é uma Pessoa vivente hoje; não Se conhece nos livros de história, encontra-Se na vida.

Recorrente

“Sucede às vezes que o nosso pensamento se dirija continua e exclusivamente para os nossos problemas, que nunca faltam, e vamos ter com o Senhor apenas para nos ajudar. Mas, deste modo, são as nossas necessidades que nos orientam, não Jesus. E continuamos a buscar o Vivente entre os mortos.

Recaída

“E quantas vezes, mesmo depois de ter encontrado o Senhor, voltamos entre os mortos, repassando intimamente saudades, remorsos, feridas e insatisfações, sem deixar que o Ressuscitado nos transforme!”

O dom de ressuscitar

Ainda o papa Francisco: “Peçamos a graça de não nos deixarmos levar pela corrente, pelo mar dos problemas; a graça de não nos estilhaçarmos contra as pedras do pecado e os rochedos da desconfiança e do medo. Procuremo-Lo a Ele, em tudo e antes de tudo. Com Ele, ressuscitaremos”.

Feliz Páscoa hoje e ao longo dos próximos 50 dias!...
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