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Arimatéa Souza

segunda-feira, 04/05/2020

Para onde estamos indo?

Batalha campinense

Na última semana, a Câmara Municipal de Campina Grande, por sugestão do vereador Olímpio Oliveira (PSL), realizou na sessão virtual uma espécie de audiência pública com o secretário municipal de Saúde, Felipe Reul.

Muitos temas vinculados ao combate local ao coronavírus foram esclarecidos, ao longo de quase duas horas.

Dada a relevância da sessão, segue um resumo do que foi discutido.

Situação

Conforme o titular da SMS, Campina contava com 67 leitos de UTI para eventual uso por pacientes graves do coronavírus – atualmente 14 estão ocupados, todos no Hospital Pedro I.

Por hospital

A disponibilidade de UTIs para pacientes do vírus é a seguinte: Pedro I – 30 leitos; ISEA (Instituto de Saúde Elpídio de Almeida) – seis; Hospital da Criança – seis (infantis); Hospital Universitário Alcides Carneiro – 12 (de retaguarda); Hospital da FAP – dois; Hospital João XXIII – seis; Clínica Santa Clara – seis; Hospital Antonio Targino – três.

Reforço

No chamado ´hospital de campanha´ que está sendo construído na área do Hospital Pedro I, vão ser disponibilizados – a partir desta semana – mais 42 leitos para pacientes da Covid-19.

No futuro

Após a pandemia, esse novo hospital será convertido na central de hemodiálise.

O detalhe

Em termos gerais, Campina Grande dispõe no presente de 126 leitos de UTI.

Parceria

O vereador Renan Maracajá (Republicanos) sugeriu que fosse estabelecido um entendimento com a direção local da Caixa Econômica Federal “para melhorar o fluxo” das pessoas que estão comparecendo ao banco receber o auxílio emergencial.

Concretização

Já a partir de hoje essa medida será colocada em prática, inclusive com a interdição do trânsito no local e a colocação de toldos e cadeiras para as pessoas mais idosas.

Interlocução

O vereador Alexandre do Sindicato (PSD) sugeriu a realização diária de entrevistas por parte do secretário, como forma de manter a população informada por fonte credenciada.

Aquisição

Filipe informou que a PMCG, “num gesto de sensibilidade” do prefeito Romero Rodrigues, contratou a fabricação de 500 mil máscaras junto a duas empresas campinenses que iriam encerrar as atividades, o que preservou empregos e a geração de rendas.

Sob controle

O secretário avaliou que, dentro das circunstâncias, Campina “tem uma situação confortável” em termos de leitos.

“Só o ´Pedro I´ tem mais leitos do que João Pessoa, em termos de SUS”, frisou.

Avançar

Filipe, pessoalmente, avaliou que estão sendo criadas as condições para “a abertura gradual e sistemática” das atividades produtivas, com o cuidado de saber que a contaminação pelo coronavírus só se manifesta após o 14º dia da infecção.

Sob condições

“Há possibilidade, sim. Mas gradual, na área central, mediante um rodízio e com zoneamento, e com o controle do acesso pelas empresas”, enfatizou Reul.

Fluxo…

O que está sendo esboçado é a colocação de portais nas ruas que estiverem com o funcionamento facultado, em forma de rodízio.

… Previsto

Para o acesso à artéria – que ficaria sem circulação de veículos – seria preciso passar por uma cabine de desinfecção e obrigatoriamente estar com máscara.

Lá atrás

O titular da SMS recordou aos edis que desde o dia 4 de março que reúne a sua equipe, colocando em prática “ações objetivas e concretas, explicando e relatando o que é e os efeitos do coronavírus”.

Solicitação

O vereador Marinaldo Cardoso solicitou que seja fixado “um horário especial” no comércio, quando da reabertura, para o atendimento de pessoas que integram os grupos de risco.

Aceitação

Filipe respondeu que isso será colocado em prática, começando pelos supermercados.

Hospedagem

Foi informado que a PMCG está assumindo 100% do pagamento das diárias em hotéis para profissionais da área de saúde que têm pessoas integrantes do grupo de risco em suas residências.

Extensão

E que os prestadores de serviço da SMS que estão atuando no enfrentamento ao coronavírus também terão direito ao acréscimo salarial anunciado há poucos dias.

Sem volume

O vereador Galego do Leite (Podemos) lamentou o número de testes rápidos enviado até o momento pelo governo estadual: “Um número lastimável, infelizmente”.

Trégua

O edil oposicionista grifou que “temos que esquecer as cores partidárias e pensar na população de Campina Grande”.

Exitoso

Na parte final da audiência, Olímpio Oliveira registrou que “foi um debate qualificado”, exaltando a “postura republicana” de Filipe “à frente da SMS, sempre muito solícito”.

Aval

“É um jovem brilhante, que tem desempenhado uma função importantíssima”, adendou Alexandre do Sindicato.

Reconhecimento

A vereadora-presidente Ivonete Ludgério (PSD) disse que o titular da SMS “está fazendo a sua tarefa com excelência. Parabenizo Romero pela escolha. Filipe é um rapaz inteligente e competente. A gente tem acesso direto a ele. E temos andamento rápido das demandas. Sou uma admiradora dele. Você merece os aplausos de Campina”.

Objetividade

“Ele respondeu com simplicidade e sem enrolação”, assinalou Pimentel Filho (PSD).

Acima dos partidos

No encerramento de sua participação, Filipe Reul acentuou que essa mobilização contra o coronavírus deve ser suprapartidária, “porque politizar o tema não leva a nada e só faz levantar os ânimos. Sou um técnico”.

Disponibilidade

“Sei que é difícil e que comando uma pasta complicada. Mas tenho saúde e vontade de trabalhar. Estou à disposição, sempre. Foi muito importante esse contato, para informar o que estamos fazendo, tendo à frente o prefeito Romero, que nos tem dado suporte diário. Aceito sugestões de todos, para que possamos vencer essa pandemia e estarmos no futuro todos bem”, finalizou o titular da SMS.

Garimpo

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso vai assumir, dia 25 próximo, a presidência do Supremo Tribunal Federal.

Nesse fim de semana, ele concedeu uma longa entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. É oportuno reproduzir algumas de suas declarações. É o que segue.

Faz parte

“Numa democracia, sempre existem fricções e tensões entre os Poderes. Isso não significa crise institucional.

Impecáveis

“Se tem algum lugar de onde não veio notícia ruim no Brasil nos últimos 30 anos foi das Forças Armadas.

Essência

“A democracia, numa frase boa de um autor americano (Stephen Holmes), é feita de promessas, decepções e administração da decepção. Essa frase é boa e vale para todas as democracias, porque sempre existirá algum grau de frustração ou insatisfação.

Último…

“Impeachment não é a maneira ordinária de se administrar a decepção nas democracias. A maneira ordinária de se administrar a decepção numa democracia é com eleições.

… ´Remédio´

“Para que haja um impeachment, é preciso que os fatos sejam graves, demonstrados. Eu, de novo, estou falando em tese. Impeachment não é a primeira opção. É a última opção.

Personificação

“Não quero dar uma conotação política imediata à minha visão sobre corrupção, que é de um problema estrutural e sistêmico, mas, como disse, o ex-ministro Sérgio Moro simbolizou para muita gente essa superação da velha ordem.

´Fatura´

“Acho que, quando ele aceitou ir para o governo, pagou um preço pessoal e a própria Lava Jato pagou um preço. Mas as pessoas têm o direito de fazer suas escolhas.

Sem ideologia

“O combate à corrupção não é a única pauta relevante de um País. Nós precisamos de um pacto pela integridade. A corrupção causou esse mal para o País, das decisões erradas e a cultura em que todo mundo se achava no direito de levar vantagem indevida. E aí, sob esse aspecto, não tem corrupção de esquerda ou de direita.

Convergências

“Como qualquer País do mundo, nós precisamos que as pessoas em posição de liderança superem as suas limitações cognitivas, superem discursos divisionistas e ajudem a construir uma agenda comum. Uma agenda agregadora. Estamos precisando de um choque de inteligência emocional.

Eleições 2020

“Meu desejo é não adiar, mas é inegável que, neste momento, há uma possibilidade real disso ser necessário. O ministro da Saúde já afirmou que não é capaz de prever quando será o pico da doença.

Voto impresso

“Fraude havia antes da adoção das urnas eletrônicas. É preciso desmistificar essa ideia do voto impresso (…) É um retrocesso. É como cancelar a assinatura da Netflix, comprar videocassete e subsidiar as locadoras para elas voltarem a vender fitas VHS”.

Tensão no ar

Enigmática declaração do presidente Bolsonaro, ao novamente participar, ontem, de um ato público em favor da retomada da ditadura militar: “O que nós queremos é o melhor para o nosso País, a independência verdadeira dos três Poderes, não apenas uma letra da Constituição. Chega de interferência, não vamos mais admitir interferência, acabou a paciência”.

É preciso recitar

“São as crianças, que sem falar,
nos ensinam as razões para viver.
Elas não têm saberes a transmitir.
No entanto, elas sabem o essencial da vida”.

(Rubem Alves, professor e escritor, já falecido)

Segue a ´marcha da insensatez´...
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