Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quarta-feira, 03/05/2017

Palavras que sobrevivem

Fogo de monturo

Há poucos dias, APARTE antecipou que um grupo de deputados dentro da bancada do PMDB na Câmara Federal estava articulando um processo de ´debandada´ da legenda.

Por aqui, em solo tabajarino, são renovadas as demonstrações de insatisfação com a condução do partido por parte do deputado Veneziano.

Pista

Pois bem, ontem, na Assembleia Legislativa, o deputado Janduhy Carneiro, presidente do Podemos na Paraíba (antigo PTN), lançou mais luzes sobre essas conjecturas.

Revoada

“A informação que eu tenho é que os deputados que não estão satisfeitos com o comando do PMDB estariam rumando para a legenda Podemos, mediante um acordo com o governador do Estado”, revelou Janduhy, citando Veneziano como um dos articuladores.

Cair fora

Carneiro antecipou que se essa intervenção se confirmar nos próximos dias, ele deixará a legenda.

“Eu tenho uma linha de independência clara e não irei me compor com o governo. Já mandei dizer aos emissários que jamais vão comprar a minha honra e a minha dignidade”, enfatizou Janduhy.

 Deixou o bloco

O Podemos (PTN) é uma legenda que se afastou da base governista por discordar da tramitação e conteúdo das reformas trabalhista e previdenciária na Câmara Federal.

A bancada é formada por 13 deputados.

Contra a parede

Na semana passada, contrariando a orientação partidária, Veneziano votou contra a reforma trabalhista.

E está sendo pressionado para definir se fica ou não na base situacionista.

Dois desligamentos

Como o PTN (Podemos) está fora da base, as conversações dele com o partido indicam que o ´V´ está propenso a deixar o governo e o PMDB, nesse último item algo que já é esperado pela direção estadual peemedebista.

O detalhe

Quando integrava a base do Governo Temer, o PTN (Podemos) indicou 16 superintendentes regionais da Funasa.

Rebatizado

No feriadão, outro partido decidiu se ´repaginar´ e mudar de nome.

O PTdoB fez um encontro nacional e passou a se chapa Avante.

Motivações

“Não é apenas uma mudança de nome, é uma mudança de conceito, propósitos, ideologias, meta e foco. Com certeza, essa mudança, necessária, é importante para acompanhar a evolução da sociedade. O partido, através de pesquisas e levantamentos, resolveu mudar de nome”, assinalou o deputado Genival Matias, que preside o partido no Estado.

Avançar

Ainda conforme Genival, “estamos presentes em 167 municípios e iremos trabalhar para que o Avante se instale em todos os municípios paraibanos”.

´Sem medo de…

Um grupo de governadores, entre os quais estaria Ricardo Coutinho (PSB), articula lançar uma “carta pública” em apoio à candidatura de Lula à Presidência em 2018.

… Ser feliz´

A ideia, conforme o jornal Folha de São Paulo, é fazer um apelo para que o ex-presidente saia em caravana pelos Estados para debater o que seria apresentado como um programa de governo.

Holofotes

Por falar em Lula, ele comentou com aliados petistas que deseja que seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, marcado para o próximo dia 10, seja transmitido ao vivo.

E o Supremo, hein?

Parece não estar à altura do momento político e histórico que o País atravessa.

Mas fica para outra edição.

Outro…

A bancada paraibana no Congresso Nacional deverá se reunir hoje, em Brasília, para tentar solucionar o impasse relacionado à nova coordenação do grupo.

 

… Capítulo

“Existe a unidade em favor da Paraíba. O que não existe ainda é a unidade em torno de um coordenador”, comentou ontem o deputado Wilson Filho (PTB), que tem a assinatura de nove dos 15 membros da bancada para o cargo.

Esperando

O petebista disse que “ainda não me intitulei como coordenador porque vou buscar um consenso”.

“Ficou um clima muito chato”, acentuou.

De volta…

Wilson admitiu a hipótese de a bancada voltar a ter dois coordenadores – um dos deputados e outro para os três senadores, como já ocorreu há alguns anos.

… Ao passado

“Seria uma honra ter o senador José Maranhão (PMDB) na coordenação”, acrescentou Santiago.

Sem escolha

Wilson Filho disse na ´Campina FM´que foi “obrigado a apresentar uma lista” de subscrições ao seu nome para o cargo.

“Não é do meu perfil, mas regimentalmente é possível”, argumentou.

Acelerador

Na condição de presidente em exercício do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB) decidiu ontem que a tramitação da reforma trabalhista não terá como porta de entrada no Senado a Comissão de Constituição e Justiça, mas será apreciada simultaneamente pelas comissões de Assuntos Econômicos e Assuntos Sociais.

Tese

“Acredito que teríamos uma redundância do trabalho. A Câmara dos Deputados, no nosso sistema bicameral, já fez uma análise, com toda acuidade, da constitucionalidade da matéria”, alegou CCL.

O que marcou

Para o mundo político, o ex-ministro da Educação (Governo Figueiredo) Eduardo Portela ficou marcado por uma frase: “Eu não sou ministro, estou ministro”.

Na essência

Mas Portela, que faleceu ontem aos 84 anos, era, essencialmente, um professor e intelectual, reverenciado na Academia Brasileira de Letras, da qual era membro.

Um docente que ainda dava aulas, apesar dos 84 anos de idade.

Garimpo

Seu último texto na mídia (“A morte do homem cordial”) foi publicado no começo de janeiro último, no jornal O Globo.

Resgate

Alguns trechos devem ser resgatados, até como homenagem a quem fez do mundo das letras o seu habitat preferido, mas também como um instante de reflexão em meio à aridez dos chamados ´tempos modernos´.

Moedora

“A máquina de trituração da metrópole avançou sem pedir nem aceitar licença de ninguém (…) Assim sendo, o homem cordial brasileiro levantou voo sem gasolina no tanque, e deu no que deu. Alguma coisa parecida com o trajeto da Chapecoense.

´Pódio´

“As taxas de homicídio, praticados dentro e fora dos presídios, nos conferem medalha de ouro (falso) na olimpíada da criminalidade (…) A junção de violência social e violência política denuncia o quadro de calamidade, que começa a ser institucionalizado em todo o país.

Excluídas

“Grande parte do que vem acontecendo se deve ao fato de que a educação e a cultura não foram chamadas a participar do encaminhamento dessas questões.

Carências

“Tem faltado cultura à educação e educação à cultura. E, na falta de ambas, facilita-se ou contribui-se para a proliferação da violência e da criminalidade”.

Perversa gangorra

Ainda Eduardo Portela: “O homem cordial já se encontrava respirando por aparelhos. Ultimamente, ao que tudo indica, esses aparelhos foram desligados (…) É claro que tudo tem a ver com a prática da justiça social. Quando aumenta a desigualdade, diminui a cordialidade”.

 

Qual o tamanho da ´dissidência´ no PMDB/PB?...
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