Fechar

Fechar

Arimatéa Souza

sexta-feira, 04/05/2018

Outro ´tiro no pé´

Nada será como antes

A deputada Daniella Ribeiro (PP) admitiu ontem que restaram “chateação e um estremecimento” nas relações políticas do seu partido com os irmãos Cartaxo (Lucélio e Luciano), diante da forma como foi lançado o nome do primeiro como pré-candidato a governador.

“Nunca gostei de subestimar ou superestimar ninguém”, frisou.

Ela observou que “quem mudou o cenário eleitoral do Estado não foi o Progressistas (seu partido)”.

´Tô fora´

Daniella descartou, por antecipação, a possibilidade de vir a disputar o cargo de vice-governadora: “Já dei a minha cota de sacrifício”, enfatizou, remontando ao ano de 2004, quando disputou a prefeitura campinense na chapa encabeçada pelo deputado Rômulo Gouveia”.

“Não tenho perfil para ser vice. Na chapa de ninguém”, reforçou.

Descontrole

Na palestra que proferiu para empresários e demais convidados, quarta-feira à noite, no auditório da Associação Comercial de Campina Grande, o senador e presidenciável Álvaro Dias (Podemos-PR) acentuou que tamanha é a desordem econômica, que “se o Brasil fosse uma empresa privada, a falência já teria sido decretada”.

Sem eficácia

Ele lamentou a cultura reinante no País: “Fazemos leis para serem desrespeitadas”.

Resgate

Leia outros trechos do pronunciamento do pré-candidato.

Cartoriais

“Não temos partidos políticos no Brasil. Temos siglas para o registro de candidaturas.

Cabide

“A usina de Itaipu (a 2ª maior hidrelétrica do mundo na atualidade) é dividida (seus cargos de direção) com seis partidos. Como é possível eficiência?

Outra rima

“Eu não concordo que promiscuidade rima com governabilidade. Quero rimar governabilidade com responsabilidade.

Perfil

“O Brasil precisa de um presidente honesto, corajoso e capaz de fazer mudanças.

Avassalador

“Quem resistir a esse sentimento de mudança existente no Brasil será atropelado.

Despenhadeiro

“Nós chegamos ao fundo do poço em matéria de segurança pública.

Prioridade

“A reforma tributária será a força motora do desenvolvimento econômico (…) Os governadores não possuem visão estratégica de futuro (sobre essa reforma). São imediatistas e temem perder recursos (…) A atual carga tributária esmaga o setor produtivo do País.

Incidência

“É preciso cobrar mais impostos sobre a renda e menos no consumo (…) A redução da carga tributária implicaria arrecadar ainda mais.

Compromisso

“Só assumimos propostas que depois possa executar”.

Tripé

Álvaro Dias disse que a sua proposta é de simplificar os tributos em três bases: IVA (imposto de valor agregado – nacional e depois subnacional. Nesse último item, suprimindo o ICMS e o ISS (cobrado pelas prefeituras).

Mais imposto de renda e tributos sobre os maiores ganhos.

 

Aperto para…

Recente decisão do Superior Tribunal de Justiça autorizou a suspensão da carteira de motorista de pessoas que não pagam as suas dívidas, como medida para forçar a quitação.

… A quitação

O novo Código de Processo Civil contém a medida acima citada e ainda prevê outras duas: suspensão do cartão de crédito e do passaporte.

Pressão

Ao conceder entrevista, ontem, à ´Arapuan FM´, o senador Raimundo Lira (PSD) relatou que quando Vital do Rêgo Filho foi eleito senador e assumiu o mandato, o senador José Maranhão (presidente do MDB/PB) “exigiu” que o ex-senador (hoje ministro do TCU) “colocasse” no seu gabinete a filha de Zé.

48 meses

A contratada ficou vinculada ao Senado por quatro anos (2011/2014) “sem dar 1 hora de expediente”.

Desligamento

“Quando eu assumi (o mandato), chamei Maranhão para conversar e acertamos a saída” de sua filha.

Créditos

“Ela recebeu (sem a correção dos valores) cerca de R$ 700 mil (do Senado). Ela tinha um salário superior a R$ 14 mil”, adendou Lira.

Pela metade

Na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Fux avisou que a proposta de reforma da Loman (Lei Orgânica da Magistratura) conterá a redução das férias dos magistrados de 60 para 30 dias anuais.

Misterioso

O governador Ricardo Coutinho derivou, ontem, ao ser perguntado acerca da troca de comando na Secretaria de Administração Penitenciária: saiu o delegado da Polícia Civil Wagner Dorta e entrou o tenente-coronel Sérgio Fonseca.

Estigma

O jornalista Bastos Farias, chefe de jornalismo da TV Borborema e um amigo de longas datas, costuma dizer que sou o ´homem que acumulo causas perdidas´ (e sonhos mutilados, adendo meu).

Ocupação das ruas

Uma dessas causas é a insistência, ao longo das últimas eleições, no alerta dos efeitos para Campina Grande da precipitada (e em muitos casos) injustificada requisição de tropas federais para a garantia dos pleitos.

Consequências

O efeito que essa iniciativa da justiça eleitoral provocou na imagem da cidade foi perverso, sem contar os desdobramentos de natureza econômica.

Sem exorbitância

É inegável que Campina, como de resto todo o País, enfrenta uma fase preocupante no item segurança pública.

Mas nada que seja potencializado incontrolavelmente nos dias que antecedem a eleição e no dia do ´reencontro com as urnas´.

Precipitação recorrente

Faço as ponderações acima porque, faltando mais de cinco meses para as eleições deste ano, a justiça eleitoral local já formalizou junto ao TRE/PB um pedido de tropas federais para a eleição 2018, algo – com todas as devidas vênias – descabido no tempo e desastroso na sua repercussão.

Campina não deve aceitar passivamente essa ´lenda urbana´ de que na contagem regressiva para uma eleição a cidade é convertida numa ´terra sem lei´.

Albert Einstein, o genial físico e humanista alemão, ensinou que “o irracional respeito à autoridade é o maior inimigo da verdade”.

Tem vereador campinense que desaprendeu o caminho do plenário da Câmara...
Simple Share Buttons

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube