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Arimatéa Souza

sábado, 23/03/2019

Outro rebuliço à vista

Nem o caos abaixa o tacape

Esta Coluna aguarda a retomada plena do abastecimento d´água de Campina Grande para compartilhar com os eleitores uma reflexão sobre esse episódio do colapso hídrico, sem o clima de impaciência e até de desespero que toma da conta da cidade (justificadamente) desde o começo desta semana.

No dia de ontem, o governador João Azevedo (PSB) veio à cidade para prestar contas das providências administrativas tomadas, mas igualmente cogitou a hipótese de ação criminosa por inspiração político-partidária.

Prontamente, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) reagiu às insinuações, como também será possível ler mais adiante.

A água quase vira um detalhe.

Garimpo

Inicialmente o governador.

“Esse acidente, por enquanto assim considerado, porque nós instauramos um processo de investigação para identificar o que efetivamente aconteceu com aquela subestação. Esse é um caso único no Brasil.

Nunca antes

“Em nenhum outro local, uma subestação com o tamanho que ela tem (a de Gravatá) e com as proteções que ela tem, já ocorreu uma acidente como esse. E vamos buscar apurar com muita responsabilidade e tranquilidade o que aconteceu.

Regularização

“Dentro de 72 horas eu tenho a certeza de que Campina voltará à sua normalidade em termos de abastecimento d´água. É um esforço muito grande, são mais de 50 pessoas trabalhando 24 horas desde o fato detectado.

Entrelinhas

“Eu digo sempre que torço para que a gente constate que tenha sido um acidente único no mundo. Eu torço porque eu não quero crer que alguém ou algum grupo tenha tido, nem de longe, imaginado provocar um dano tão grande, um prejuízo tão grande à população.

Indireta

“Ao invés de se politizar, de estabelecer decretos, teria sido muito bom que outros parceiros tivessem entrado para colocar carros pipa à disposição da população (…) Dando as mãos os esforços teriam sido menores para cada um.

Apelação

“Infelizmente, ao invés disso, alguns setores, sempre politizando a questão, preferiram a espetacularização na imprensa.

Custo

“O prejuízo, só para a reconstrução dessa estação, a Cagepa está estimando em aproximadamente R$ 4 milhões.

Apurar

“Houve um esforço gigantesco. Foi determinada a contratação de uma auditoria externa para também auxiliar (na apuração do fato), para que cheguemos uma conclusão sobre o acidente.

Mobilização

“Há um esforço, em nível nacional, na tentativa de aprovar medidas provisórias que facilitam a privatização e a cessão, por parte das prefeituras, desse serviço (abastecimento d´água).

Janela

“A prefeitura de Campina aprovou na Câmara (de vereadores) uma lei que permite PPP (parceria público privada) nessa área.

Resolutividade

“É isso que nos preocupa, porque os investimentos que são feitos, eu duvido muito que alguém tivesse a capacidade de dar uma resposta tão rápida (ao colapso d´água), em sete dias, com a reconstrução de uma subestação inteira.

Sofisma

“É isso que nos preocupa: agentes políticos, que ao invés de colocarem carros pipa à disposição do povo, simplesmente trabalharam com uma folha de papel decretando calamidade.

Preservada

“A privatização da Cagepa significaria, para muitos municípios, a inviabilidade de seus sistemas (…) A Cagepa atualmente tem saúde financeira, capacitação técnica e determinação de governo para fazer. Essa é a diferença. Então, longe desse governo a pretensão de privatizar a companhia.

Engajamento

“Não preciso me justificar com relação a isso (só ter vindo a Campina nesta 6ª feira). No instante em que ocorreu o acidente, todos os órgãos do Estado estavam presentes. A presença do governador não acontece apenas de forma física. Estou nesse assunto desde que recebi a primeira informação, com todas as determinações e providências que precisavam ser tomadas.

Ações

“Eu não estive aqui durante esses dias, porque tive que fazer o lançamento do Orçamento Democrático do Estado; tive que lançar o Programa Cooperar, com um empréstimo que estamos fazendo (80 milhões de dólares) para injetar recursos na base da economia, que precisa tanto; porque estive em Brasília conseguindo aprovar a escavação da drenagem do porto de Cabedelo; estava em Brasília recebendo a possibilidade de implantar o VLT (veículo leve sobre trilhos) de Campina.

Agindo

“Talvez as pessoas pensem que é a presença do governador que vai resolver. Eu não estive aqui, mas a subestação está construída. É assim que se age, e não com demagogia (…) Isso não me preocupa, eu não tenho a mínima intenção de capitalizar esse tipo de coisa. O esforço que nós fizemos esta semana em Campina valeu a pena.

Conservação

“A Cagepa mantém uma rotina de manutenção, principalmente em subestações desse porte.

Litigar

“Nós vamos continuar defendo os interesses da não privatização do sistema. E Santa Rita, Campina e qualquer outra cidade que for nessa direção vai ter do governo uma posição contrária. Vamos sim pra justiça buscar os direitos que essa Companhia tem.

Devolução

Afinal de contas, a privatização de um sistema como esse de Campina, que nem a produção da água ocorre na cidade, como seria feito o ressarcimento à Cagepa de todos os investimentos feitos ao longo desses anos com relação a esse sistema?

Ou seja, há uma série de questões que vão ser discutidas. E a posição (do governo) será a mesma.

Máxima

“Se existisse a nota 11, nós daríamos nota 11 para toda a equipe da Cagepa e de vários outros parceiros, que tiveram a compreensão clara de que nesse momento era a hora de dar as mãos e resolver o problema”.

Outro lado

Segue topicamente a resposta do prefeito campinense e do governo municipal às declarações do socialista.

Nada a ver

“Sinceramente, o governador, ao insinuar nas entrelinhas suposta sabotagem no sistema de distribuição de água para a cidade, fala sobre um tema que não faz parte de nossa cultura política.

Ofensiva

“Esse tipo de prática que ele insinua fica bem a cargo de organizações criminosas (OSs), que não aplicam limites para seus maus feitos, como vem demonstrando no momento o Ministério Público e a Justiça em relação às atividades delituosas no alto escalão do Estado nesses últimos governos.

Histórico

“Esse debate sobre a concessão da Cagepa para exploração dos serviços em Campina Grande teve início a partir de uma ação judicial movida pelo ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo, atual senador pelo PSB, partido do governador, em 2006.

Apuração

“A Prefeitura de Campina Grande tem interesse direto em saber os reais motivos do incidente em Gravatá e estranha, por sinal, que a própria Cagepa só tenha decidido registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil seis dias após a explosão que danificou os equipamentos.

Aprofundamento

“O prefeito já orientou o procurador geral do município, José Fernandes Mariz, a ingressar com um pedido de investigação junto ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB).

Abandono

“Há mais de uma década, aquela estrutura tinha sido deixada ao Deus-dará”, registrou Romero.

A devassa ronda o Supremo

E se você considera que a semana já foi agitada demais e que o final de semana será de calmaria, ao que se informa a nova edição da revista Veja revela que o empresário do setor de transportes Jacob Barata, conhecido como ´rei do ônibus´ no Rio de Janeiro, afirmou em uma proposta de delação premiada, batizada de “anexo zero”, que um ex-assessor do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, teria recebido dinheiro em troca de decisões judiciais favoráveis ao setor na Corte, em 2011.

“Não se pode sujar o nome de um ministro assim. O Supremo precisa se unir e tomar uma posição incisiva contra esse tipo de ataque. A Corte e os ministros não podem ser desrespeitados dessa maneira”, respondeu Fux à revista.

Como na música de Chico Buarque, o País está “pelas tabelas”...
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