Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

sexta-feira, 26/01/2018

Outro ´Messias´

O ´porta-voz´ do MPF

Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da República e um dos coordenadores da Operação Lava Jato no âmbito do Ministério Público Federal, escreveu um artigo (jornal Folha de São Paulo) acerca do julgamento do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Vale a pena reproduzir alguns trechos.

 

Baixando a poeira 

“Agora que o julgamento sobre a existência dos crimes contra Luiz Inácio Lula da Silva está encerrado, pois não cabe mais qualquer recurso — salvo embargos de declaração, que não têm o condão de mudar a condenação —, sinto-me mais tranquilo para poder falar das tentativas de politizar um julgamento que é, e sempre foi, apenas e unicamente criminal.

Politização

“Politizar processos criminais sempre foi uma técnica de defesa usada por políticos. Assim foi com o ex-premiê da Itália Bettino Craxi (1934-2000) na operação Mani Pulite, assim foi com o também ex-premiê italiano Silvio Berlusconi; bem como com o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy com as acusações de corrupção e tráfico de influência.

Faz parte do jogo

“Sem adentrar em controvérsias sobre a ética de imputar falsamente ao Ministério Público e ao Judiciário motivações políticas em seus atos, vamos aceitar isso como uma estratégia de defesa que um sistema judicial democrático, tapando o nariz, deve tolerar.

Lógica…

“Entretanto vi muitas manifestações de outra espécie nos jornais, inclusive de jornalistas e articulistas respeitáveis, clamando por um julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva pelas urnas, e não pela Justiça, quanto às acusações de corrupção e de lavagem de dinheiro agora confirmadas.

… Deturpada

“Estranhamente usaram o argumento democrático para embasar suas conclusões, não percebendo que é justamente a defesa da democracia e da República, dois conceitos fundamentais de nossa Constituição, que força a conclusão em sentido oposto.

Privilegiamento

“Ao usarem esses argumentos, aproximaram-se daqueles que dão aos atores políticos o privilégio de serem julgados diferentemente dos demais brasileiros.

Tudo legal

“Luiz Inácio foi julgado conforme a lei, e sua defesa teve acesso a todo o arsenal jurídico imaginável – segundo um jornal, chegou a manejar um recurso a cada três dias de processo, e é isso que se espera da Justiça.

Ênfase

“Não se julgou a figura histórica de Luiz Inácio Lula da Silva ou a sua possibilidade de se candidatar à Presidência da República nas próximas eleições. Apesar de todas as tentativas de colar a etiqueta de politização ao processo, ao final prevaleceram os fatos”.

Simples assim

O deputado estadual Raniery Paulino externou ontem que “quero que Veneziano fique no MDB. Agora, se ele sair, temos que encontrar alternativas e temos que nos recompor. Não podemos ficar lamentando a perda”.

Não abre

Raniery antecipou um posicionamento, que já era presumível: “Eu estou com Zé Maranhão sob qualquer circunstância”.

 

Coesão

Sociólogo, professor da UFCG e militante do PT, Hermano Nepomuceno defendeu que “se conseguirmos articular um bloco político-partidário na Paraíba que unifique o PT, PSB, PCdoB e PDT, teremos um bloco importante para manter um projeto democrático, popular e progressista no comando do governo do estado”.

´Advogado´

“É essa posição que vou defender no interior do PT”, antecipou.

´Mediador´

Romero Rodrigues intensifica os contatos acerca da sucessão estadual, tendo em mente que se amplia o fosso entre o senador José Maranhão (MDB) e o prefeito pessoense Luciano Cartaxo (PSD).

Intensificação

“Vou procurar ambos (Zé e Cartaxo) para conversar e tentar uma conciliação para as eleições deste ano. Temos que estar conversando sempre. Seria ideal conversarmos uma vez por semana até o prazo (para a decisão), porque sem diálogo a coisa fica mais difícil. O ideal será conversar individualmente”, assinalou o prefeito.

Até logo

Sobrinha de José Maranhão e suplente de deputado estadual pelo MDB, Olenka Maranhão entregou ontem o cargo de secretária de Trabalho da prefeitura da Capital.

Brasil real

O professor José Guilherme Baêta, da Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolveu com a sua equipe um motor movido a etanol com eficiência igual à do óleo diesel e consumo inferior ou da gasolina.

Será iniciada a fase testes de campo.

Nada a celebrar

Para o senador Cássio (PSDB), a confirmação da sentença condenatória contra o ex-presidente Lula, “ainda mais em se tratando de um réu com a sua popularidade, não é fato que deva ser celebrado ou comemorado. Ao contrário. Há de se lamentar as causas que levaram à sua condenação”.

Premente

CCL declarou ainda que o julgamento “nos indica, mais uma vez, o quanto é urgente corrigir as distorções do nosso sistema político-partidário, sobretudo no que diz respeito ao financiamento eleitoral e ao exercício do Poder no País, muitas vezes usado para as práticas de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro com o intuito de formar patrimônio pessoal”.

Combinação

Lula – lançado outra vez, ontem, pré-candidato a presidente pelo PT – abriu uma frente de combate ao Judiciário: “Desembargadores construíram cartel para dar decisão unânime. Somente ontem (4ª) eu compreendi o que era um cartel. Podia mandar para o Cade (Conselho de Defesa do Direito Econômico)”.

Intenções

“A votação foi mais para valorizar categoria dos juízes”, emendou.

Irresignado
O petista foi além: “Esse ser humano simpático que está falando com vocês não tem nenhuma razão para respeitar a decisão de ontem (4ª).

´Militantes´

“Quando as pessoas se comportam como juízes, sempre respeitei. Mas quando se comportam como dirigentes de partido político, contando inverdades, realmente não posso respeitar”, acrescentou o ex-presidente.

´Menos presidente´

Lula é de descomunal generosidade ao escolher a régua para medi-lo enquanto liderança: “Jesus Cristo foi condenado à morte sem dizer uma palavra e não tinha Lava Jato”.

A candidatura de Lula virou uma ´nota de 30´...
Simple Share Buttons