Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

sexta-feira, 30/06/2017

Os resmungos do líder

Governo mira ´o seu bolso´

Em sua edição de ontem, o jornal Valor Econômico (SP) informou que o governo federal já admite elevar os impostos para atingir a meta fiscal fixada para este ano e 2018.

Entre as alternativas preliminarmente cogitadas estariam o aumento da CIDE (contribuição que incide sobre o preço da gasolina) ou do PIS e da Confins (também sobre a gasolina).

Na ponta do lápis

O governo estimou o déficit nas contas públicas este ano em R$ 139 bilhões, mas teme superar esse teto previsto.

Furdunço

As nove centrais sindicais existentes no País não se entenderam na organização da anunciada paralisação, prevista para esta sexta-feira.

Aparentemente, o movimento está fadado ao esvaziamento.

Moeda de troca

Junto a algumas centrais, o Governo Temer ´operou´ para que a greve não prospere. E utilizou para tanto a promessa de ´dar um jeito´ no caixa dessas entidades, que corre o risco de ´desidratação´ devido ao iminente fim do imposto sindical.

Situando

A contribuição sindical arrecada anualmente o equivalente a 1 dia de trabalho de quem tem carteira assinada, o que se transforma numa receita bilionária.

Adiamento

Ficou para a próxima terça-feira a reunião destinada à escolha do novo líder do PMDB no Senado Federal.

Pausa

Desde a última terça-feira, o reitor da UEPB, professor Rangel Júnior, está em período de férias, apesar da crise aguda que vive a instituição de ensino.

Em tempo

Salvo problemas decorrentes da saúde, é uma opção questionável, para não dizer temerária.

Foco

Em nova assembleia geral realizada ontem, os docentes da UEPB decidiram pela continuidade da grave e enfatizaram que a prioridade nas negociações “é tentar contemplar reajuste salarial”.

Tudo azul

Vice-líder do Governo na Câmara campinense, o vereador Alexandre do Sindicato (PHS) declarou ontem que os 19 vereadores da base governista estão numa espécie de ´céu de brigadeiro´ com relação ao Poder Executivo e à mesa diretora do Legislativo.

Sem limite

Segundo ele, o atendimento aos pleitos tem ocorrido de forma gradual, até porque, em função das demandas populares, “o vereador pede ao chefe do Executivo como quem pede a Deus”.

Aval

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, afirmou ontem durante sessão do STF que “o instituto da delação premiada se mantém em pleno vigor”, e que “é essencial, é muito bem-vindo”.

Hígidas

Ao cabo de quatro sessões, o Supremo decidiu ontem que as delações firmadas pelo Ministério Público Federal só podem ser revistas se houver descumprimento por parte dos delatores.

Mais sal

Por falar em delação, o procurador da República Ângelo Goulart Villela, preso após acusação de ter vendido informações aos donos da JBS/Friboi, quer ser chamado pelas autoridades para dar a sua versão, segundo o jornal Folha de São Paulo.

´Rodo´

O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) teve encontros ontem com quatro vereadores de João Pessoa (Marcos Vinícius, PSDB, presidente; Dinho, PMN; Bosquinho, PSC; e Damásio Neto, PP) e 13 prefeitos.

Parcial

Das 28 emissoras de rádio AM na Paraíba que se mobilizaram sobre a migração para FM, 17 já estão com os seus processos concluídos e 11 em fase de tramitação no Ministério das Comunicações.

Ele voltou

Após uma longa quarentena, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), líder do Governo na Câmara Federal, reapareceu ontem em Campina Grande, durante o encontro do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, com agropecuaristas do Estado.

O que vem por aí

Em suas declarações à imprensa, Ribeiro disse que o ano de 2018 “vai ser um ano desafiador para a política”.

Urgência

Ele entende que até outubro o Congresso Nacional “tem a obrigação” de promover uma reforma política e “aperfeiçoar o sistema político”.

Toque de caixa

O deputado do PP atacou a profusão de legendas atualmente existentes no País: “Não precisamos ter a quantidade de partidos que se tem no País. São 35 registrados e mais de 60 pedindo registro no TSE”.

Varejo

Aguinaldo exemplificou a “dificuldade de se governar” com tantas siglas: “Imagine um presidente da República que tem que tratar com 21 partidos de sua base, partidos que têm representação na Câmara Federal. Isso não é racional, não cabe a uma democracia madura”.

Açodamento

O parlamentar lamentou os efeitos da Operação Lava Jato sobre os agentes públicos brasileiros: “Quem é agente público, quem é político, e que vive da imagem, num primeiro instante está condenado. Essa é a regra que está sendo praticada no Brasil. Isso não é o que regra (recomenda) a Carta Magna do País, que é a Constituição”.

Ônus

Para Ribeiro, os políticos estão pagando caro e a “culpa” é do próprio Congresso Nacional, “que formula leis”.

“Brasil de ocasião”

Aguinaldo Ribeiro – que descartou qualquer possibilidade de se afastar da liderança governista – afirmou que “nós estamos vivendo um Brasil de ocasião, onde se fazem leis de ocasião, como também se interpreta leis de ocasião. Isso revela insegurança jurídica e falta de credibilidade do País”.

Em nenhum instante, ele fez qualquer ´mea culpa´ acerca da elite política que nos governa.

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