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Arimatéa Souza

segunda-feira, 09/04/2018

“Operação abafa”

Outro ´fico´

No começo da tarde de sábado último a dúvida foi diluída de vez, mediante um texto publicado em uma de suas redes sociais: o prefeito campinense Romero Rodrigues (PSDB) comunicava a decisão de permanecer à frente da PMCG.

Na verdade, o desenlace ocorreu no final da noite anterior, quando Romero se reuniu com os senadores Cássio e Maranhão, entre outros interlocutores.

Conjunção

A ´equação´ que daria conforto a Romero para encarar o desafio eleitoral passaria por uma harmonização entre os objetivos e interesses do PSDB, na figura do senador Cássio; do MDB, com José Maranhão; do prefeito pessoense Luciano Cartaxo (PV); do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), entre outros.

Manifesto

A seguir, trechos do ´pronunciamento´ de Romero aos campinenses: “Ao longo de quase 30 anos de vida pública, os grandes desafios sempre fizeram parte de minha história (…) ​No atual cenário da política paraibana, os últimos dias têm-me imposto profundas reflexões sobre toda essa carga de valores e responsabilidades.

Exiguidade

“Num curto espaço de tempo, uma confluência de fatores favoráveis se formou em torno de meu nome como o candidato das oposições. Mais do que uma honra, o reconhecimento público das principais forças oposicionistas do Estado às minhas qualidades de gestor, o respeito à minha biografia e a confiança em meu potencial eleitoral no pleito deste ano já se traduzem, em si, um prêmio que muito me orgulha.

Basilar

“No meu íntimo, porém, existe uma convicção inarredável: por mais sedutoras que sejam as possibilidades, por mais envaidecido que me sinta na atual conjuntura pelas condições oferecidas de concorrer a um cargo extremamente honroso para qualquer homem público da Paraíba, meu dever e compromisso com Campina Grande não me permitem, pela força do ultimato das horas, assumir projetos ao sabor de qualquer ambição pessoal ou pelo estímulo cativante dos aliados.

Prazo

“Nesse sentido, diante da dinâmica dos fatos recentes nessa reta final do prazo oficial para desincompatibilização do cargo, sem poder dispor de um tempo suficiente para dialogar com a cidade e seus segmentos sobre um passo tão delicado e complexo, comunico minha decisão de permanecer na Prefeitura.

Coerência

“​Nossa história de vida é construída a partir das nossas decisões. Não tenho dúvidas de que esta minha opção por Campina Grande, embora frustre expectativas de aliados a quem prezo por demais, se coaduna com minha trajetória de homem público, que sempre teve na cidade seu porto seguro, seu ponto de partida e chegada, sua própria razão de ser”.

O que fica

Ao se passar a régua nesse capítulo da 1ª rodada de definições relativas à sucessão estadual, no âmbito das oposições, emerge o aumento do ´fosso´ entre Romero e a cúpula ´tucana´, a começar pelo senador Cássio.

A sua saída da legenda talvez até seja abreviada.

 

Da boca de …

“… Agora, nós sabemos quem é quem. Ética não é para ser usada como bandeira, é obrigação…” (Marina Silva, ao ser lançada como pré-candidata a presidente, no final de semana, pelo Rede de Sustentabilidade).

Quase simultâneos

Enquanto no Brasil se desenrolava o enredo do recolhimento à carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, do ex-presidente Lula, duas autoridades brasileiras participaram de um concorrido debate acadêmico promovido nos Estados Unidos.

Remanescentes

A procuradora Geral da República, Raquel Dodge – que vem surpreendendo no desempenho de suas funções – afirmou que muitos autores de crimes de colarinho branco ainda estão soltos no Brasil.

“Temos que atuar para que ninguém esteja acima ou abaixo da lei”, bradou.

Mudança

Para a titular da PGR, “a Justiça atinge, quando atinge, lentamente quem tem recursos financeiros. Os ricos não têm sido responsabilizados, porém a Lava Jato tem mudado esse quadro.”

Recomeço

Em sua participação, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, falou acerca da conjuntura atual brasileira: “Não fui colhido pela onda de negatividade. Estamos às vésperas de um novo começo que se inicia pela destruição criativa da velha ordem (…) Estamos num deserto que estamos momentaneamente atravessando. Mas vamos escapar com vida e vamos ter um país melhor.”

Enfrentamento
“A corrupção fez parte de esquema profissional de arrecadação de dinheiro de modo inacreditável. Ocorreu um pacto oligárquico de saque do Estado. É impossível não sentir vergonha pelo que aconteceu no Brasil. Mas devemos nos orgulhar de ter a coragem de enfrentar este problema pela sociedade”, enfatizou Barroso.

Limite

O ministro do STF disse à plateia que “tem espaço para todo mundo na democracia, só não tem para quem tem projetos desonestos”.

´Saldo´

“Criamos um País com modo de fazer político e negócios onde há metas de desvio de dinheiro. O grande problema é de onde o dinheiro vem, de cultura de desonestidade, pois todo o negócio público tem que gerar excedente de dinheiro para fazer distribuição”, acentuou Barroso.

Desafio
O ministro observou que “já vencemos a ditadura, a hiperinflação e a pobreza extrema. Reduzir a corrupção a patamares mínimos talvez seja a última missão da nossa geração.”

Conta que não fecha

Luís Roberto alertou que existe uma “operação abafa” em curso contra o combate à impunidade no Brasil.

“Sem reforma política não há salvação. A campanha para deputado custa de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões, mas salários do parlamentar chegarão a R$ 1,2 milhão no mandato”, exemplificou.

Na ´peneira´ ficaram Lucélio Cartaxo e Pedro...
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