Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

sábado, 02/07/2016

OAB ataca festival de partidos

Bloqueio surpreendente

O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) informou ontem que no dia anterior foi novamente surpreendido com o bloqueio de R$ 1 milhão e 500 mil nas contas bancárias da PMCG, dinheiro correspondente à última cota do mês do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Romero disse que a origem desse sequestro de valores foi uma operação de crédito, em dólar, firmado no Governo Veneziano.

Sem pressa

Diante do aperto financeiro adicional, Romero disse que não vai nomear imediatamente os substitutos para todos os ex-auxiliares que deixaram os cargos públicos para disputar as próximas eleições.

Caso a caso

“Por mim, não substituiria ninguém imediatamente, para economizar”, assinalou o prefeito.

Mas ele ponderou que a designação para alguns cargos é inadiável.

Réplica

O juiz Horácio Ferreira de Melo Júnior, reagiu enfaticamente à ilação que foi propagada no dia anterior pelo sindicalista Nazito Pereira, presidente do Sintab, segundo qual haveria um conluio entre prefeito e ex-prefeitos campinenses com juízes para a decretação da ilegalidade de greves no funcionalismo municipal.

Desconhecimento

“Eu avalio como uma declaração extremamente infeliz, feita por quem não tem conhecimento da grandeza, da decência que tem a magistratura da Paraíba”, bradou o magistrado pelos microfones da ´Campina FM´.

Vinculação

Conforme o presidente da AMPB, “os juízes não se vinculam a amizades ou a pessoas. Eles se vinculam ao processo e aos fatos que estão postos para apreciação e julgamento”.

Deplorável

“É lamentável que um dirigente sindical utilize meios de comunicação para fazer esse tipo de acusação e de comentário. Mostra a pobreza de preparo intelectual e preparo de espírito”, acentuou Horácio.

Despreparo

Para o dirigente da AMPB, “pessoas desse nível não têm a menor condição de representar uma categoria. É lamentável”.

Nada a ver

O juiz ressaltou que “o Judiciário é um poder da República e tem que ter uma relação de respeito e de convivência democrática, no estado de direito, com qualquer membro de outro poder. Nada impede sobre isso. E isso nada influi no julgamento de um magistrado. O fato de o prefeito conhecer um juiz não dá a ele nenhuma garantia de seu direito”.

Processo

Por fim, Horácio Ferreira antecipou que “nós iremos, como entidade associativa, tomar todas as medidas judiciais cabíveis, porque pessoas desse nível, que não têm capacidade de se manifestar publicamente, e utilizam os meios de comunicação para afrontar o Poder Judiciário e a dignidade de juízes e juízas, merecem responder processualmente na justiça pelos seus atos”.

Leviandade

Ainda sobre o mesmo tema, José Fernandes Mariz, procurador geral da PMCG, comentou que “eu não sei nem se merece resposta essa leviana declaração desse sindicalista, porque é de uma estupidez tão grande, e de falta de conhecimento da legislação e dos fatos”.

Sem regulamentar

Mariz sublinhou que “a lei de greve no Brasil não está regulamentada. E por isso todas as greves são ilegais, por ausência de regulamentação. Em Campina, o movimento paredista é muito mais político do que propriamente reivindicando algum direito”.

Hilariante

O procurador avaliou que “a acusação é tão absurda, que beira ao hilário. Algum operador de direito que entenda um pouquinho de legislação vai observar que isso é uma grande piada. Nazito caiu no ridículo”.

Desespero

“Juízes honrados foram vítimas dessa atrocidade. A gente percebe a pobreza de informação que ele (Nazito) possui, e parte para o desespero, fazendo uma acusação dessa magnitude”, finalizou José Mariz.

Resgate

Fiquei devendo a menção à passagem esta semana por Campina Grande do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o gaúcho Cláudio Lamachia.

Segue um resumo de suas principais declarações à imprensa.

Fonte

“Por tudo que nós estamos vendo nos últimos tempos, de fato a participação empresarial nas campanhas eleitorais é a raiz de toda a corrupção que nós estamos vendo no Brasil.

Desejo

“Queremos campanhas limpas e transparentes. Queremos que o Brasil tenha um novo padrão ético na política.

Novo rumo

“Vivemos hoje uma crise ética e moral sem precedentes no Brasil. Nós precisamos ter um novo encaminhamento do que diz respeito à política.

Governo Temer

“A sociedade brasileira esperava um ministério acima de qualquer suspeita, porque nós precisamos avançar e que o Brasil possa, de alguma maneira, corrigir essa crise.

Parâmetros

“Nós temos defendido, há muitos anos, um combate permanente à corrupção e à impunidade. Agora também defendemos, enquanto instituição, que esse combate seja feito, sempre, de acordo com a lei e a Constituição, no mais estrito respeito às garantias individuais.

Lições

(da Operação Lava Jato) “Com tudo o que nós temos acompanhado nos últimos tempos, seguramente há uma reflexão por parte das pessoas que praticam o mal ou que pretendem se colocar como descumpridoras dos preceitos éticos e morais.

Sinal dos tempos

“Essa sensação de impunidade que se fala muito, ela parece que tende a reduzir bastante a partir desses movimentos (Lava Jato) e condenações. Hoje vemos pessoas poderosas que estão presas e sendo condenadas com o devido processo legal. Isso dentro de uma sociedade que respeita as leis é positivo. Estamos sim caminhando para uma depuração absolutamente necessária no País neste momento.

Farra de partidos

Ainda Lamachia: “Não é crível que nós possamos ter um processo político com o número de partidos que temos hoje, notadamente com essa ideia de coalizão, que vai mais na linha de negociatas do que buscar o que é melhor para o Brasil. Precisamos de uma reforma política imediatamente”.

– O próprio Fundo Partidário é algo que tem que ser discutido por todos nós. Vemos os partidos com recursos públicos em abundância – acrescentou o dirigente da OAB.

O PSB ainda não desistiu do tempo de TV do PT no guia eleitoral em JP...
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