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Arimatéa Souza

quarta-feira, 03/10/2018

O último confronto

Mais do mesmo

O leque de problemas e de desafios que circunda o cargo de governador da Paraíba parece inversamente proporcional ao arco restrito de temas que tem marcado a série de debates com os postulantes ao ´Palácio da Redenção´ nas eleições deste ano.

É o que se recolhe dos 11 debates já travados pelos candidatos, coroado com o que foi realizado ontem pela TV Cabo Branco, com as regras estáticas que se reproduzem a incontáveis pleitos.

Reativação

No bloco inicial, José Maranhão (MDB) anunciou que pretende retomar os programas Cooperar e ´Pão e Leite´.

Abrir a porta

João Azevedo (PSB) destacou a sua proposta de criação do programa ´Primeira Chance´, destinado aos alunos que saem das escolas técnicas, para que possam ter a chance do emprego inicial.

Trava

Sobre o ´Cooperar´, o candidato do PSB disse que Michel Temer (MDB), “o seu presidente”, bloqueou os recursos desse programa.

E pediu a intervenção de JM para essa liberação.

Esvaziado

“O programa ´Pão e Leite´ sumiu, está resumido a quase nada”, assinalou Zé na tréplica.

Retaguarda

Tárcio Teixeira (PSOL) indagou Lucélio Cartaxo (PV) acerca de seus apoiadores, citando o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP).

Farpas

Lucélio acusou o governo estadual de não realizar, há 10 anos, concurso público para a Procuradoria Geral do Estado.

“Não existe transparência pública no governo estadual”, atacou noutra vertente.

Vínculo

“Eu queria lembrar ao candidato Lucélio que o seu irmão (prefeito Luciano Cartaxo) foi vice de Maranhão, e também é responsável pelo que foi feito ou deixou de ser feito nesse Estado”, rememorou Tárcio.

O que fazes?

Zé Maranhão – que chamou Lucélio de Luciano em algumas ocasiões do debate – ponderou que a posição de seu concorrente “é de sócio” da administração pessoense, “porque você não tem um emprego formal, garantido”.

Nulidade

Lucélio retrucou Maranhão informando que “a produção do senador “em 2017 foi zero” no Congresso Nacional.

“Não teve nenhum projeto em benefício do povo da Paraíba”, reforçou.

No ar

Ao agudizar a confrontação com o senador do MDB, Lucélio disse que JM teve que como principal atividade no ano passado o comparecimento a “uma feira de aviação nos Estados Unidos, pago com dinheiro público”.

Leviano

“O que ele (Lucélio) está falando é uma leviandade. Fui designado pelo Senado, porque sou relator do Código Brasileiro de Aeronáutica”, rebateu JM, que usou um tablado no estúdio para elevar a sua altura perante os telespectadores.

Cobrança

O postulante do MDB também cobrou de Lucélio explicações sobre as denúncias de malversação de recursos públicos no caso da obra de revitalização do Parque Arruda Câmara (lagoa), na Capital, de responsabilidade da PMJP.

Cabide

Ao contestar a declaração de João Azevedo, segundo a qual a atual gestão estadual reduziu substancialmente as nomeações para cargos comissionados, Zé disse que “arranjaram um jeito de colocar, de qualquer forma, 18 mil codificados. Isso significa mais do que o dobro do efetivo da Polícia Militar”.

“É uma excrescência”, exclamou.

Premiação

O socialista rechaçou a fala do senador citando que o governo da Paraíba foi indicado pelo jornal Folha de São Paulo “como o 6º mais eficiente em termos de gestão pública”.

Artilharia

Noutra ofensiva direcionada ao candidato do MDB, João afirmou que “o senhor não comprou uma arma no seu governo”.

E questionou: “Quanto o senhor mandou de emendas para a área da segurança pública da Paraíba? Nada! O que se conclui que o senhor não acha importante”.

Ressarcimento

Maranhão declarou que “eleito, uma de minhas primeiras medidas será pagar integralmente o que o governo está deixando de pagar à UEPB”.

“Tenho uma relação amistosa com a universidade”, salientou.

Até tu?

Até o mediador do debate, jornalista Ernesto Paglia, chamou Lucélio de Luciano Cartaxo.

Nivelados

Do debate global não se pode apontar um ganhador, até porque a recorrência de temas – como segurança pública e saúde – levou os concorrentes a repisar restrições à conduta dos oponentes e a verbalizar ideias genéricas já anteriormente propagadas.

Desinteresse

É fato (atípico) que a eleição para o chefe do Executivo estadual não está atraindo majoritariamente as atenções do eleitorado, cuja obsessão (irracional) é a polarização que ocorre no plano nacional entre as candidaturas de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSTL) para a presidência da República.

Vale tudo imperceptível

Mais apáticas ainda são as disputas para o Senado (duas vagas) e para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal, o que acaba sendo, no caso das disputas proporcionais, um terreno fértil para a ´captação não republicana´ de votos.

Como será a abstenção no domingo que vem?...
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