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Arimatéa Souza

sexta-feira, 06/11/2020

O ´submundo´ das pesquisas

Em pauta

O Tribunal Superior Eleitoral retomará na sessão do dia 10 de novembro o julgamento das ações que envolvem o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB-PB).

Inflamável

É pesado – bota pesado nisso! – o clima entre os vereadores campinenses Alexandre Pereira e Márcio Melo, ambos filiados ao PSD.

´Minando´

Na origem, a disputa por apoios políticos na base governista.

Alexandre acusa o colega de procedimento desleal.

Holofote

Olímpio Rocha, candidato a prefeito de Campina Grande pelo PSOL, foi o entrevistado na noite de quarta-feira no telejornal Itararé Notícias da TV Itararé (canal 18.1 – às 18h20, de 2ª a 6ª feira).

Leia algumas de suas declarações.

Reforço no bolso

“Queremos viabilizar um projeto de renda mínima para os que trabalham no setor de transporte público individual e ganham menos de um salário mínimo por mês.

Transporte público

“É importante uma empresa estatal que possa gerir a mobilidade urbana.

Sem jeito

(sobre sugestão de sua vice, Sheylla, de ter a participação do socialista no guia eleitoral) “O candidato Ricardo Coutinho deve estar muito mais preocupado com a campanha dele lá na capital. E o nosso guia já está com todos os programas filmados.

Direcionada

“O ex-governador (RC) está sendo alvo de uma operação muito mais midiática do que baseada em provas.

Sem somar

“Eu reconheço os avanços sociais do governo dele (RC), mas não acho interessante que ele participe aqui do nosso guia, porque a gente não teria maiores ganhos no momento.

Orçamento

(da campanha) “Nós recebemos 30 mil reais do PSOL. E o PSB recebeu 20 mil reais. E temos em torno de 10 mil a 15 mil reais de pessoas físicas.

Sem coldre

“Não aceitaremos a Guarda Civil Municipal armada. Arma de fogo só traz morte.

2º turno

“Não vamos colocar o carro na frente dos bois.

Se não avançar

“Vamos exigir de quem estiver (no 2º turno), que diga claramente que representa uma candidatura pro-democracia e antibolsonarista.

Nova estatal

“Nosso programa contempla a criação de uma empresa municipal de saneamento básico para auxiliar a Cagepa onde eventualmente ela não chegar”.

Resgate

Fiquei devendo o resumo da entrevista do candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Ana Cláudia Vital do Rêgo (Podemos-CG), que é o sargento PM Wellington Silva (DEM), à TV Itararé.

É o que segue

O ´novo´

“Eu tenho um histórico. Há quatro anos o meu nome passou a ser cogitado por várias pessoas. Recebi convites de vários partidos para ser candidato a vereador (…) Eu chego como uma novidade na política.

Por que o DEM?

(filiação ao Democratas, no último dia do prazo) “Eu tenho identidade com o agrupamento político, não só com o Democratas. Esse agrupamento abraçou esse novo olhar para Campina Grande.

Dissidência interna

(muitos candidatos a vereador pelo DEM anunciaram apoio a outras chapas) “Uma decisão de cada um. Nós vivemos numa democracia e temos que aceitar o resultado dessa divisão.

Decomposta

“Hoje nós nem podemos dizer que temos uma Guarda Municipal, porque não tem viatura, ela não é armada. Não tem treinamento, não tem equipamento, não tem sequer uma sede própria. Seria o mínimo que ela deveria ter.

´Piso´

“Na minha concepção deveríamos ter, pelo menos, 200 homens. Seria o mínimo para cumprirmos o papel essencial (…) A gestão de Romero abandonou a Guarda.

O que preocupa

“As pessoas não estão preocupadas com as pautas de esquerda, de direita ou de militância. As pessoas estão preocupadas com a falta de medicamentos, com os restaurantes que foram fechados; estão preocupadas com obras inacabadas e com os desvios.

Apoio do…

(governador atrapalha dentro da PM?) “Não, de forma alguma. Além de termos um alinhamento com o governo do estado, também temos um alinhamento com o governo federal, o que é de fundamental importância para o município, porque precisamos dessa parceria para buscar recursos para Campina”.

Fator…

Nos últimos anos, as pesquisas eleitorais foram crescentemente convertidas numa variável relevante e, em muitos casos, decisivas em processos eleitorais pelo país, notadamente em pleitos com a disputa mais equilibrada.

… Desestabilizador

É inegável que persiste, para uma fatia ponderável do eleitorado, a ´cultura´ do ´voto útil´.

Sensação…

Ou seja, o eleitor que não quer ´perder o seu voto´ escolhendo um candidato com aparentes chances limitadas de triunfar nas urnas.

… De ganhar

Dito de outra maneira. A intenção praticada por alguns institutos é indiscutível: influenciar no resultado eleitoral e adubar a desinformação.

Fazem ´escala´

Entre nós, acumulam-se os exemplos de empresas de pesquisa cíclicas ou de existência finita, que aparecem em anos eleitorais e literalmente somem antes mesmo do Natal do mesmo ano.

Contraponto

De outra parte, igualmente existem empresas sérias e qualificadas, que estão atuando regularmente há muitos anos e esmerando a cada dia o serviço executado.

´De Norte a Sul´

Dias atrás, o jornal O Globo publicou uma reportagem sobre o assunto, oferecendo a dimensão nacionalizada do problema, que está a carecer da redobrada atenção e monitoramento da justiça eleitoral, mas precisa principalmente de uma legislação ainda mais rigorosa sobre o seu funcionamento e as atividades no setor.

Pulo

A publicação informa que o número de pesquisas custeadas pela própria empresa que realiza o levantamento praticamente triplicou este ano.

Milhares

Até o começo de novembro já tinham sido protocoladas 3.500 pesquisas – 174% a mais na comparação com o mesmo período em 2016 (1.279).

Simplificação

“Ao informar que realizaram as pesquisas com verba própria, sem contratante externo, os institutos não precisam prestar contas sobre a origem do dinheiro”, registra o jornal.

Contratantes

Há casos de levantamentos feitos por empresas que declararam à Receita Federal ter como atividade o transporte com uso de vans e a filmagem de casamentos”, relata o jornal.

´Carimbo´

O caso exemplar citado é o da empresa Ipop Cidades & Negócios.

Em oito meses, ela investiu R$ 650 mil em 350 pesquisas, em 192 cidades – todas praticamente com o mesmo custo, de R$ 2 mil, independentemente do tamanho da amostra e do local.

Uma centena

Só na última semana de outubro, a Ipop – que tem um capital social de R$ 150 mil (três vezes menor que o dinheiro investido em pesquisas autofinanciáveis) – registrou 114 pesquisas no TSE.

Condenação e processos na fila

Ainda segundo o jornal, o dono da empresa, Márcio Rogério Pereira, foi condenado recentemente a sete anos de prisão, em regime aberto, e ao pagamento de R$ 213 mil por divulgação de pesquisas fraudulentas.

Já da campanha deste ano, existem apenas no estado de Goiás mais de 30 processos (na justiça eleitoral) em andamento contra a Ipop.

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