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Arimatéa Souza

sábado, 04/03/2017

O submundo das campanhas

Conversa milagrosa

Foi frutífera a conversa (muito retardada, por sinal) entre o ´desgarrado´ vereador campinense Bruno Faustino e a direção municipal do PSB, na pessoa do professor Thompson Mariz.

Ao final dela, o parlamentar anunciou a sua integral reinserção nas orientações da legenda, que participa da oposição ao prefeito Romero Rodrigues (PSDB).

Precoce

Bruno emitiu sinais de distanciamento da oposição poucos dias após o processo eleitoral de 2016, já nas conversas preliminares acerca da formação da nova mesa diretora da Câmara, que por sinal ele integra.

Faixa própria

Após renovadas declarações públicas de independência com relação ao comando partidário, Faustino articulou o cognominado ´bloco independente´ na Câmara campinense – composto ainda pelos vereadores Jandui Ferreira (PSL) e Sargento Neto (PRTB) -, do qual se tornou líder.

Sem ´prato feito´

“Achamos por bem ter uma postura firme, não apenas aceitando posições já prontas”, comentou Bruno ao ´fundar´ o bloco independente´.

Reconciliação

Ontem, Bruno Faustino ensaiou uma explicação para a ´marcha à ré´, em entrevista na ´Correio FM´: “Achei por bem seguir a orientação do presidente do partido, para que eu traga o discurso pelo PSB”.

Panos quentes

O empresário (alagoano) Antonio Ferreira, membro da Executiva Nacional do Pros, vai presidir a comissão estadual provisória do partido, como forma de pacificar a disputa pelo controle do partido entre os deputados Lindolfo Pires e Trocolli Júnior.

É um arranjo, que poderá não ter vida longa.

O detalhe

Os dois deputados dividirão os demais cargos da comissão.

Encontro marcado

No começo de maio, o juiz Sérgio Moro vai interrogar o ex-presidente Lula sobre as denúncias de corrupção que embalam a Operação Lava Jato.

Rigidez

Pesquisa do Instituto DataSenado mostrou que três em cada quatro entrevistados defendem a fixação de um teto salarial pra valer no serviço público.

Errata

Foi publicada uma informação equivocada na edição de ontem, originária da fonte.

A notícia correta é que o racionamento d´água em Campina Grande começará a ser suavizado quando o açude de Boqueirão chegar a 30 milhões de m3 de água – foi publicado 30% de sua cota máxima.

Errata 2

A cooperativa Sicoob passa a ter quatro agências em Campina – e não três como foi digitado erroneamente na edição de ontem.

Sem demora

O vereador Pimentel Filho (PSD) cobrou ontem esclarecimentos da PMCG sobre a nova modalidade do Maior São João do Mundo: “O povo quer saber como vai se proceder. A nossa preocupação é que se esclareça isso o mais rápido possível”.

Sábado é dia de poesia

“Acabou nosso carnaval/ Ninguém ouve cantar canções/ Ninguém passa mais/ Brincando feliz/ E nos corações/ Saudades e cinzas/ Foi o que restou…” (Toquinho e Vinícius de Moraes).

Apenas uma…

Os depoimentos tomados anteontem pelo ministro do TSE Herman Benjamin (paraibano) sobre a campanha eleitoral de 2014 sacudiram a República.

 

… Preliminar

E olha que ele apenas tratou do processo eleitoral e, mais precisamente, da chapa Dilma/Temer.

Autodefinição

Quem prestou depoimento foram ex-executivos do Grupo Odebrecht e o herdeiro desse grupo, Marcelo Odebrecht, que se encontra preso e que disse ao ministro sentir a sensação de ser “o bobo da corte”.

Escândalo…

Foram poucos depoimentos e com pauta específica. Dito de outro jeito: um ´aperitivo´ do conteúdo das delações (ainda em segredo de justiça) dos 77 ex-executivos da referida empreiteira.

… Ruidoso

Não por outra razão que esses depoimentos estão sendo chamados de ´delações do fim do mundo´.

Jogo pesado

Marcelo admitiu doações para as campanhas presidenciais do PT, do PSDB e do PSB (Eduardo Campos, já falecido, e a sua substituta Marina Silva).

Bolada

Sobre a campanha de Dilma, o empresário declarou que doou ao seu partido, entre 2008 e 2014, cerca de R$ 300 milhões.

Uma fatia

O PT só declarou R$ 9 milhões de doações oficiais para Dilma (da Odebrecht) na campanha da reeleição.

Interlocutores

Conforme seu relato, as negociações acerca dos repasses ocorreram com ex-ministros da Fazenda (Antonio Palocci e depois Guido Mantega), por orientação de Lula e Dilma.

´Pedágio´

Marcelo se deteve num repasse volumoso de R$ 50 milhões. Teria sido, segundo ele, para Lula editar a MP (medida provisória) 470 que criou uma nova versão do Refis (o programa de parcelamento de débitos federais, com concessão de descontos nos juros, multas e correção monetária).

Apoio milionário

O herdeiro do grupo Odebrecht igualmente contou ao ministro do TSE que mandou repassar R$ 4 milhões para a direção nacional do PDT, em 2014, para assegurar o apoio à reeleição de Dilma.

Pedido ´tucano´

Marcelo relatou que entre o 1º e o 2º turno de 2014 foi procurado pelo então presidenciável Aécio Neves (PSDB), que lhe pediu R$ 15 milhões.

Ele informou que pessoalmente não tinha como conseguir imediatamente esse dinheiro.

Para o ´ninho´

Benedito Júnior, ex-diretor de Infraestrutura da Odebrecht, informou ao ministro Benjamin que da dotação que possuía para irrigar campanhas políticas, repassou R$ 9 milhões ao PSDB, em 2014, sendo que R$ 3 milhões foram para o marqueteiro de Aécio e R$ 6 milhões para as campanhas de Antonio Anastasia (PSDB/MG, a senador), Pimenta da Veiga (PSDB-MG, a governador) e ao deputado Fabiano Toledo Júnior (PP-MG).

Perigoso hiato

O fato é que o País contempla desolado uma elite política carcomida, cada vez mais se distanciando da opinião pública, sem se dar conta de que pode estar sendo gradualmente assada na banha de sua insensibilidade de aferir a insatisfação popular, e em razão da despudorada detonação da fronteira entre o público e o privado.

´Nem para fazer chá´

Volto ao depoimento de Marcelo Odebrecht, para transcrever uma frase impactante e de alcance amplo: “Não existe um político eleito neste País sem o uso de caixa 2”.

Campina novamente dependendo somente das chuvas no curto prazo...
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