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Arimatéa Souza

quarta-feira, 05/07/2017

O sonho virou pesadelo

Líder aclamado

Sem a necessidade de eleição na bancada, o paraibano Raimundo Lira foi indicado na noite de ontem como o novo líder do PMDB no Senado, a maior bancada da Casa, sucedendo ao desgastado Renan Calheiros (AL).

“Temos a convicção de que não vamos liderar uma bancada com pensamento único. São 22 senadores, cada um tem o seu pensamento, o seu direcionamento, e o meu objetivo é harmonizar a bancada”, verbalizou Lira, ao ser aclamado por seus pares.

Retorno

O desmoralizado senador Aécio Neves (PSDB-MG) regressou ontem ao plenário do Senado, por obra e graça de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio de Mello, cujo teor melhor será que os acadêmicos do curso de Direito não o referenciem em seu aprendizado.

Cara de pau

O mineiro malandro disse ter sido vítima de “uma armadilha engendrada por um criminoso confesso”.

A certa altura – sem ficar corado -, Aécio afirmou que pauta a sua atuação política por “boas causas dos que mais precisam”. Adiante, enfatizou que “sempre respeitei a ética e honrei os votos que recebidos” dos eleitores.

Engodo

O presidente licenciado do PSDB externou sua “indignação contra a injustiça”.

Ele alegou que os R$ 2 milhões recebidos do empresário Joesley Batista (Grupo JBS/Friboi) foram um “negócio entre particulares”.

Coitadinho

“Fui vítima de uma armação, de um bandido confesso”, bradou Aécio, sem explicar a razão para um senador negociar uma transação financeira milionária como “um bandido”.

Semeadura

O senador mineiro elogiou o Governo Temer e evitou qualquer crítica ao PT ou ao ex-presidente Lula, dando a entender que protagonizava um ´gesto concreto´ na perspectiva de um futuro ´acordão´ que poupe esse punhado de políticos envolvidos suprapartidariamente em falcatruas.

Sirene

Aécio subiu à tribuna e avisou que não concederia ´apartes´ (rápidas participações de outros senadores em sua fala).

´Pega…´

A sessão era presidida pelo senador Cássio. Ao acionar a campainha da mesa diretora, o equipamento ficou ligado ininterruptamente durante cerca de 5 minutos.

Cenário a…

O deputado Renato Gadelha (PSC) disse ontem, na ´Campina FM´, que a sua família deverá ter dois postulantes à Assembleia Legislativa nas eleições do ano que vem: ele, disputando a reeleição, e o ex-prefeito de Sousa, André Gadelha.

… Ser definido

Renato explicou que existem variáveis que podem modificar essa perspectiva, a exemplo do afastamento do mandato do prefeito sousense, Fábio Tyrone (PSB), ou a indicação de André para um cargo na administração federal.

Ocaso

Tudo indica que o Maior São João do Mundo se despediu este ano de sua localização atual, próximo ao Parque do Açude Novo.

A toque de caixa

O presidente Michel Temer concedeu ontem audiências em profusão a congressistas de sua base aliada.

Entre eles, os paraibanos José Maranhão (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP) e Wilson Santiago (PTB).

Estigma

Os adversários de Ricardo Coutinho costumam apregoar que, politicamente, ele não dá nem sombra nem encosto.

Essa máxima teve um reforço com a entrevista que ele concedeu à TV Master, de João Pessoa.

´Daqui não saio´

O governador revelou na ocasião a intenção de cumprir integralmente o seu mandato, o que significa não concorrer ao Senado no ano que vem.

Trava

Representa, igualmente, trancar as portas para a possibilidade de sua vice, Lígia Feliciano, desfrutar da cadeira principal do Palácio da Redenção por oito meses e, eventualmente, disputar a reeleição no exercício pleno do cargo.

Rédeas

Ao fundamentar a sua decisão, Ricardo foi de uma sinceridade extrema: “Eu me dava o direito de poder achar que deveria coordenar, controlar eleitoral e administrativamente esse processo até o dia 31 dezembro. E só sairia se tivesse esse controle”.

Dupla renúncia

No linguajar mais acessível ao frequentador do ´Ponto de Cem Reis´, na Capital, ou do ´Calçadão´ de Campina Grande, o socialista disse que só se desincompatibilizaria do cargo se esse gesto fosse conjugado com similar iniciativa de sua companheira de governo.

Hesitante

Mas é possível avançar na tradução: Ricardo não admite ou não confia deixar o governo e transcorrer o processo eleitoral sem o controle da máquina estatal, mesmo que esse controle esteja com a sua vice.

“Não dependo de cargo para sobreviver”, sublinhou.

Antecipação

Mas não se acuse o governador de deslealdade em termos de publicização de sua decisão.

Há cerca de 10 dias, RC teve um encontro com Lígia, o seu esposo e deputado Damião Feliciano e um filho do casal, para colocá-los a par de sua posição.

Ainda sem nome

Indagado sobre quem deverá ser o candidato ao governo, nesse cenário de sua permanência no Executivo, RC respondeu que “vai sair gente que vai ter capacidade de fazer mais do que eu”.

Figurino

Com o diferencial de quem mantem uma convivência próxima e regular com o governador, o seu líder da na ALPB, deputado Hervázio Bezerra (PSB), interpretou que “todas as direções apontam” para João Azevedo (secretário de Infraestrutura do Estado) como o candidato socialista a governador”.

´Preposto´

Caso Hervázio avançasse que João também é a alternativa mais vigorosa para exercer o ´mandato-tampão´ que Ricardo cobra dos ´Feliciano´ para disputar as eleições de 2018, certamente até a oposição daria eco ao seu palpite.

Efeitos distintos

Ao anunciar tão precocemente ´à cidade e ao mundo´ – como se diz em Roma – que fez a opção de ficar no governo, Ricardo Coutinho semeia a desconfiança na oposição quanto a uma estratégia ainda não perceptível, mas igualmente joga a vice-governadora contra a parede, objeto daqui por diante de constante e crescente pressão da base aliada.

Processando

Passados alguns dias da conversa com RC, a reação da vice e de seu esposo é de silêncio, devido à surpresa do comunicado ou à falta de convicção na posição a ser tomada ou na mudança de curso a ser empreendida.

Daqui pra frente

O fato é que, inevitavelmente, a convivência entre o governador e sua vice mudará de tom, de intensidade e de perspectiva.

No máximo, se permitirão o indigesto exercício de manter as aparências.

A recidiva de 2014

O lendário ex-senador baiano Antonio Carlos Magalhães dizia que “a ocasião faz o aliado”.

E isso ficou latente (e agora patente) na escolha de Lígia em 2014 para a vaga de vice.

Sérgio Moro sumiu. Sentenças à vista...

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