Arimatéa Souza

sexta-feira, 01/02/2019

O ´sete vidas´ do MDB

´Nunca antes´

O desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos chega à presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (a posse será às 16h de hoje no auditório do TCE-PB, bairro Jaguaribe, João Pessoa) inegavelmente quebrando paradigmas internos.

Antes mesmo de pegar a ´caneta´ do cargo, ele já anunciou cortes em cargos comissionados, na própria estrutura do 2º grau (Tribunal), da ordem de R$ 7 milhões.

Vertentes

A medida expõe, simultaneamente, o arrojo que marca os seus passos iniciais; a limitação orçamentária do TJ; assim como as ´gorduras´ que existem no chamado ´andar de cima´ da Justiça Comum na Paraíba há muito tempo.

Em derredor

Especificamente no gabinete da presidência, será reduzida em 64% a quantidade de cargos existentes, o que ensejará uma economia anual de R$ 1,268 milhão.

´Foiçada´

“Só dos assessores que a Presidência pode dispor livremente, enxugaremos 50%. São 40 assessores, excluindo os gabinetes dos desembargadores e os cargos da Esma (Escola da Magistratura), Corregedoria, Ouvidoria e da Vice-Presidência. Ficarão só 20 assessores, isto é, serão reduzidos em 50%, representando uma diminuição de gastos em R$ 2.817.819,00 anual”, enfatizou Márcio.

Contexto

É importante registrar que o grau de esgarçamento entre os desembargadores ao longo dos últimos anos não permitiu um ambiente propício aos enxugamentos agora anunciados, por parte do presidente que deixa o cargo, Joás de Brito Pereira.

Prioridade

“Temos vários desafios. E um deles é economizar”, reforçou Márcio Murilo à APARTE, citando também a sua preocupação com a necessidade de investimentos urgentes em tecnologia.

“Vamos tentar incrementar o lado da informação. A informática será a minha meta”, adendou.

Destino

O novo presidente do TJ reafirmou que “toda economia obtida” com os cortes que está anunciando será canalizada para a justiça de 1º grau (juízes, serventuários e comarcas).

Atenção especial

“Vou destinar com critérios objetivos. Queremos que o 1º grau realmente faça melhor a sua função, porque para mim é a parte mais essencial do Judiciário. É onde está o povo e onde são julgados quase todos os processos aqui na Paraíba”, verbalizou.

Pacificação

Sobre o clima de confrontação interna verificado nos últimos anos no TJ, Márcio Murilo comentou que “a unidade está bem, em grande evolução. Estamos pacificados. Estou tendo diálogo com todos os desembargadores, que são cogestores. O TJ não tem um mandatário maior. O presidente é uma espécie de primeiro-ministro. Irei ouvir a opinião de todos os colegas e respeitar as divergências”.

Adversidades

“Foi um saldo bastante positivo. Fiz muito com pouco. Você sabe que enfrentei muitas dificuldades”, avaliou o desembargador Joás a sua gestão, em conversa com APARTE.

Sementes…

O presidente que deixa o cargo hoje considera que entrega a presidência com um colegiado mais harmonizado: “Isso eu não tenho nenhuma dúvida. Quando iniciei, foi uma gestão muito turbulenta, a começar pela legitimidade da eleição”.

… Da coesão

“Com certeza, o desembargador Márcio vai desenvolver isso e vai terminar havendo uma união dentro desse Tribunal”.

´Dieta´

O novo presidente do TJ-PB determinou que não haja coquetel ao final da solenidade de posse.

´Petição´

Um abaixo assinado de conselheiros do Sebrae na Paraíba, com base em Campina Grande, propiciou o retorno de João Alberto ao cargo de gerente na cidade, sucedendo a João Jardelino.

Braços abertos

O vereador Humberto Pontes migrou ontem para a base de sustentação do prefeito Luciano Cartaxo (PV) na Câmara pessoense.

De volta

Semana de retorno de titulares no Legislativo campinense. Lucas Ribeiro (PP), Álvaro Farias (PSC) e Saulo Germano (DC) estão reassumindo as suas cadeiras.

 Ansiedade

“Estou muito ansioso”. A expressão foi verbalizada ontem pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) sobre a sua posse que acontece hoje.

Comedimento

O ´V´ disse aos ouvintes da Rádio Caturité que fará “uma oposição efetiva, mas equilibrada”.

“Precisamos ter equilíbrio nos posicionamentos acerca do governo (Bolsonaro). Não podemos ser uma oposição que sabote e crie dificuldades. Não farei uma oposição histérica nem exibicionista”, acrescentou.

Operou

A ´mão invisível´ citada há vários dias por APARTE movimentou-se no sentido de congregar a base governista na Assembleia Legislativa para a consolidação dos nomes de Adriano Galdino (PSB) e Hervázio Bezerra (PSB) – nesse último caso com bem maior articulação -, para presidirem a ALPB na legislatura que hoje começa.

Tempo

Só o desenrolar do mandato demonstrará se ficaram sequelas pelo caminho.

Duro na queda

A sensação à distância é de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem ´sete vidas´ na política brasileira, tamanha é a intensidade da artilharia em sua direção, as ´trapalhadas´ que se envolveu ao longo dos mandatos que exerce há anos em Brasília, bem como o ´rosário´ de denúncia que colecionas, dignas de macular qualquer biografia.

Resistência

A sua reeleição no passado foi meritória, na perspectiva do desgaste exponencial de sua imagem perante a opinião pública nacional.

Atilado

Com desmedida ousadia e obstinação, Renan busca hoje voltar à presidência do Senado. Se triunfar, estabelecerá um contraponto significativo de poder ao governo Bolsonaro numa quadra política marcada pela renovação (pelo menos) de nomes e sobrenomes no painel do Senado.

Espólio

Igualmente, Renan poderá assumir na plenitude as rédeas do que restou do MDB, uma legenda que nos dias atuais sobrevive por força de ´caciques´ regionais e à sombra do peso que já ostentou no cenário nacional.

1ª batalha

Com uma maioria acanhada – 7 votos a 5 -, Renan ganhou ontem a prévia na bancada para ser o candidato oficial a presidente do Senado e tentar o 5º mandato para o cargo.

Sem folga

A votação teve que ser secreta e houve a ausência de um voto declarado para a concorrente interna de Renan, senadora Simone Tebet (MS): Jarbas Vasconcelos (PE) não compareceu.

Missão cumprida

A passagem de José Maranhão pela liderança do MDB no Senado foi efêmera.

Resolvido o impasse interno sobre a candidatura, a bancada elegeu Eduardo Braga (AM) como novo líder.

Fevereiro de ´Lava Jato´ em alta...
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