Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quarta-feira, 27/12/2017

O risco da debandada

A celeridade é bem vinda

Em recente entrevista à rede inglesa (rádio e TV) BBC, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, comentou temas ´espinhosos´ para o STF nesse ano que chega ao fim.

No tocante à indefinição relacionada à candidatura do ex-presidente Lula (PT), diante de recursos que tramitam (e tramitarão) na esfera judicial, ele respondeu que “não sou comentarista político. Portanto, não cabe a mim analisar as implicações da candidatura de A ou de B. Mas, se há uma indefinição jurídica, eu acho que quanto mais célere puder ser o esclarecimento dessa situação, melhor”.

Gargalo

Para Barroso, o Supremo desempenha mal um papel que não lhe cabe: funcionar como tribunal criminal de 1º grau “para julgar políticos encrencados”.

No precipício

Questionado acerca da baixa confiança que a população brasileira tem atualmente no tribunal que integra, Barroso atacou a decisão da maioria dos ministros de autorizar que o Senado derrubasse o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Ele batizou o fato de “semissuicídio institucional”.

Etapa por…

O ministro falou em tese, com destino certo: “Se tem um processo em que eu tenho o áudio de um parlamentar, seja quem for, pedindo dinheiro. Está gravado. Depois, eu tenho o áudio do parlamentar dizendo quem é que ele vai mandar buscar o dinheiro, com o complemento de que tem que ser alguém que a gente mate antes de ele fazer delação.

… Etapa

“E ai, em operação controlada, a pessoa que se disse que iria buscar o dinheiro, de fato vai buscar o dinheiro. E recebe o dinheiro vivo, coloca em mochilas e transporta por via terrestre para outro Estado da federação, onde esse dinheiro que supostamente seria um empréstimo para o parlamentar, não é depositado na conta do parlamentar, mas na conta do assessor de um senador correligionário, que indagado pelo banco presta informação falsa sobre a origem do dinheiro.

Conclusão

“Há 650 mil presos no sistema penitenciário brasileiro. Poucas pessoas estão presas com tanto prova quanto havia nesse caso. Poucas”, atestou o ministro do STF.

No balcão

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), disseque o governo federal está negociando a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal aos estados em troca de apoio à reforma da Previdência.

Eufemismo

Segundo ele, “não é chantagem, mas ação de governo”.

Sem prolongar

A deputada Daniella Ribeiro (PP) declarou, ontem, que para a oposição “seria mais interessante” que a escolha do candidato a governador ocorresse ainda em fevereiro.

“Eu acredito que depois do carnaval os partidos devam se reunir e definir essa questão”, opinou.

Vai às urnas

O suplente de vereador e sindicalista campinense Napoleão Maracajá (PCdoB) deverá tentar um mandato de deputado estadual no ano que vem.

Dúvida

O fato novo poderá ser o partido pelo qual concorrerá: cinco legendas já o convidaram para a peleja eleitoral de 2018.

 

Pegou

Os ´aulões´ virtuais estão chegando pra ficar.

Dias atrás, o Sesi/Paraíba promoveu um deles e conseguiu reunir ´online´ mais de 7 mil estudantes.

Injeção na veia

Conforme o jornal O Globo, o ex-ministro Antonio Palocci (PT) revelou na delação premiada que o volume de dólares que veio do exterior para a eleição de Lula em 2002 chegou perto de 40 milhões de dólares.

´Última ceia´

A direção estadual do PMDB está convidando os seus dirigentes para uma confraternização nesta quinta-feira, em João Pessoa.

´Sobremesa´

Quem sabe o senador José Maranhão não faz na ocasião ´previsões´ sobre o ano eleitoral de 2017.

Pensando bem…

O deputado federal Hugo Motta (PMDB) disse durante o feriadão de Natal que poderá se posicionar de forma diferente, no próximo ano, e votar favoravelmente à reforma previdenciária.

… Tudo é fugaz

“Muitos temas, como a aposentadoria rural, foram retirados. Essas pessoas que estão nesse regime não sofrerão nenhuma mudança para conseguirem se aposentar”, argumentou o peemedebista.

Tirar a…

De todo modo, Hugo observou que pretende aproveitar o recesso parlamentar para conversar “com as suas bases” no Estado sobre o assunto.

… A Pulsação

“Eu defendo uma Previdência viável e nós precisamos ter uma preocupação para com as gerações futuras, mas sem sermos injustos”, acrescentou o deputado.

Preservadas

O deputado Veneziano (PMDB) disse ontem na ´Campina FM´ que marcha para a campanha da reeleição em 2018 com “80%” de suas bases políticas estaduais mantidas.

´Pupilos´

O ex-prefeito revelou que dois vereadores campinenses de seu agrupamento político deverão tentar cadeiras na Assembleia Legislativa no ano que vem: Olímpio Oliveira (PMDB) e Galego do Leite (Podemos).

Silêncio

O ´V´ comentou que até o presente não houve qualquer comunicação sobre o calendário de definições do partido no Estado acerca da sucessão, e o prazo para definições vai gradualmente se esgotando.

Limite

O calendário eleitoral limita ao início de abril uma eventual troca de legenda para quem deseja disputar as próximas eleições.

Instinto de sobrevivência

O deputado avaliou na ´Campina FM´ que se o PMDB decidir não ter candidatura própria a governador, existe o risco de perder os três deputados federais que tencionam concorrer à reeleição: ele próprio, Hugo Motta e André Amaral – esse último que já controla indiretamente, através de seu pai, o Pros no Estado.

 

Maranhão vai ouvir Temer sobre 2018 na Paraíba...
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