Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

terça-feira, 28/06/2016

O recado prévio de Lira

Além das aparências

Nesse período junino você contempla à queima roupa uma fogueira junina, vislumbra um amontoado de cinzas e sente a sensação de que o calor se diluiu com o tempo.

Mas a aproximação ou um simples sopro externo serve para demonstrar que as brasas estão vivas e quentes, prontas para provocar graves queimaduras.

Simbologia

A imagem figurada serve para traduzir a situação do PSB em Campina Grande, uma legenda com uma conflagração incontornável, até aqui imune até mesmo ao estilo direto e vertical do governador Ricardo Coutinho, o dono da bola do partido no Estado.

Fonte

O litígio socialista, nunca é demais lembrar, teve origem na não assimilação, por parte do professor Fábio Maia, do lançamento de candidatura própria a prefeito este ano.

Bandeira

Ele é um ardoroso defensor da aliança com o ex-prefeito Veneziano (PMDB), até porque inicialmente contemplava nessa aliança uma chance de integrar a chapa como candidato a vice-prefeito.

Primeiro sinal

A união entre as duas legendas não sensibilizou a cúpula do PSB e o primeiro inequívoco recado a Maia foi a sua destituição da presidência do partido na cidade, com a substituição pelo também professor Thompson Mariz, uma escolha pessoal de Ricardo.

A quilômetros

Apesar de defenestrado da presidência e de ocupar um cargo que guarda permanente proximidade com o governador (chefia de gabinete), Fábio permanece distante do projeto partidário encarnado por Adriano.

Ausentes

As plenárias socialistas, idealizadas para massificar o nome de Adriano perante a população campinense e aproximá-lo do eleitorado, não têm contado com a participação de Fábio nem do seu sobrinho e vereador Anderson Maia (PSB).

Limite

“Vejo companheiros do PSB que tiveram a oportunidade de divergir. É natural que alguém pense diferente de mim. Mas, na hora que o partido escolhe, tem que seguir. Quando o governador bate o martelo, temos que seguir”, enfatizou o prefeitável.

Canetada

O deputado foi instado a se aprofundar acerca desse conflito interno, na Rádio Correio FM, e manteve-se coerente ao seu estilo: “Se dependesse de mim, já tinha sido (publicada) no Diário Oficial (a exoneração de Fábio)”.

Aviso público

Adriano foi além e tratou do que efetivamente depende dele: “Se ele (Anderson) continuar sem comparecer às plenárias; sem estar conosco na campanha, nem legenda vai ter para ser candidato a vereador. Isso pode ter certeza, quem está dizendo sou eu”.

“Não vou aceitar esse jogo de empurra, esse chove e não molha”, reforçou.

Da boca de…

“… O PMDB terá candidatura própria a prefeito de João Pessoa, mesmo diante do poderio econômico e político do Estado e do município…” (deputado Manoel Júnior, prefeitável peemedebista).

Na tela

O advogado e professor Aécio Melo é o entrevistado de hoje no programa ´Ideia Livre Política & Economia´, que começa às 22h na TV Itararé – canal 18.1 (digital) e 19 (analógico).

Em pauta, o delicado ambiente político e institucional que precede as eleições deste ano no País.

 

Ruído

O ex-vereador Fernando Carvalho, presidente da comissão municipal provisória do PTB, e que atuou na Coordenação Política do prefeito Romero Rodrigues, fez soar ontem o alarme sobre a – aparentemente – pacificada coligação com o PSDB em Campina com vistas às próximas eleições.

Macro

“Há um projeto estadual do partido e não vamos poder estar dissociados desse projeto”, proclamou Carvalho, para emendar que a consumação da coligação com o PSDB/CG, em prol da reeleição de Romero, “precisa passar por uma construção estadual”.

Linha de…

O ex-vereador, na verdade, não é o autor dessa tese abrangente, agora verbalizada pelo PTB.

… Transmissão

No dia anterior (domingo), ainda com a cidade sob os efeitos da festa junina e degustando as iguarias próprias do período, Carvalho sentou à mesa com o deputado federal Wilson Santiago Filho, que dá as cartas na legenda petebista no Estado.

Avalista

Na transposição do que escutou do deputado na véspera, Carvalho avisou que a coligação com os ´tucanos´ em Campina “precisava passar seguramente por uma conversa com o senador Cássio”, a estrela de primeira grandeza no ninho partidário tabajarino.

Etapas

Fernando Carvalho se permitiu dar uma ´senha´ adicional na conversa com este colunista pelos microfones da Rádio Caturité: “O PTB entende que um projeto começado em 2014 precisará chegar a 2018. Portanto, ele não deve ter rupturas em 2016”.

Longevidade

“O PTB acha prudente poder estabelecer uma relação que ela não tenha que ser refeita a cada dois anos, a cada processo eleitoral”, acrescentou o petebista.

Fala Dilma!

“Farei basicamente um governo de transição. Porque é um governo que vai ter dois anos, e o que nós temos de garantir neste momento é a qualidade da democracia no Brasil”,

Ontem, em entrevista, sobre a hipótese de reassumir o cargo.

Desejado

O que APARTE antecipou há vários dias, o senador Raimundo Lira (PMDB) verbalizou ontem, de viva voz, numa emissora de rádio de João Pessoa: “O meu projeto, o meu desejo, minha vontade é de pleitear a reeleição ao Senado com apoio do meu partido”.

Demarcação

Lira, com a sutileza das palavras e a visão empreendedora de quem enxerga lá na frente, delimitou o campo de batalha internamente no PMDB, talvez escaldado com o noticiário de possíveis acertos eleitorais este ano em Campina Grande, já com os olhos voltados para o ainda distante 2018.

Carta branca

“Toda a condução do PMDB na Paraíba está sob o comando do senador José Maranhão. O PMDB, como um todo, tem delegado a José Maranhão essa competência para que não haja negociações diversas. Da forma que Maranhão decidir, ele vai informar o partido e nós o apoiaremos sempre, porque temos a certeza de que é um homem experiente e conduzirá muito bem o nosso partido”.

Ei Temer, lá vem o Ibope...
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