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Arimatéa Souza

segunda-feira, 17/06/2019

O que o Brasil ´pariu´, segundo Lula

Um olhar equidistante

A crise política e institucional que o País atravessa foi o tema principal da entrevista que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Veloso, concedeu neste domingo ao jornal Correio Braziliense.

Um resumo de suas declarações é o que segue.

Passando…

“A operação Lava-Jato esclareceu a ocorrência de monumental corrupção na administração pública, especialmente na Petrobras. Agentes públicos e do poder econômico em conluio se apropriaram de bilhões de reais de dinheiro público.

… A limpo

“Homens poderosos do poder econômico e do poder público estão presos ou estão sendo processados. Há acordos de delação premiada que escancaram essa corrupção. Muito dinheiro público roubado está sendo recuperado.

Ocultos

“Quem estaria por trás dessa articulação contra Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava-Jato? É fácil responder. Sem dúvida existe campanha para desacreditar a operação Lava-Jato, mediante meios ilegais, ilícitos, como ocorreu.

Respaldo

“A opinião pública está do lado do combate a esse mal que degrada a República, que é a corrupção. Esse trabalho está dando certo. E dando certo, porque ele está sendo feito vigorosamente, mas com respeito às garantias constitucionais. Os tribunais estão atentos a isso.

Relativizar

“Esse tipo de troca de impressões a que você se refere entre juízes e promotores (entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da República) pode ser inadequado, mas não tem a gravidade que alguns desejam lhe imputar.

Respeito à lei

“Moro um juiz severo, mas um juiz que cumpre as garantias constitucionais. Prestou grandes serviços à Justiça.

Sincronização

O que houve foi um trabalho harmônico, entre juiz, Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal e órgãos administrativos. Mas união não ocorreu.

Interrogação

“A quem interessa que Moro deixe o ministério? Os homens de bem não devem pensar assim. Moro foi um bom juiz. Um juiz severo, mas garantidor das garantias individuais. É meu modo de ver”.

Degelo

Foi longa e descontraída a recente conversa entre o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino (PSB), e um antecessor, ex-deputado Ricardo Marcelo (MDB).

Ocorreu em um restaurante às margens da BR 230, entre Campina Grande e João Pessoa.

Até lá

Brasília, considerada a cidade de padrão de vida mais elevado do Brasil, já tem gasolina com o litro custando menos de 4 reais.

Ao vivo

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, empolgou-se com a apresentação de quadrilhas juninas, no final de semana, em Campina grande, e prometeu apoio cultural no ano que vem.

Instabilidade

Só na última semana, foram botados pra fora os seguintes ocupantes do governo Bolsonaro: Juarez Aparecido (Correios), general Santos Cruz (Secretaria de Governo), Franklimberg de Freitas (Funai) e Joaquim Levy (BNDES).

 

2ª feira filosófica

“Saudade, flor angélica, floresces nos jardins encantados da tristeza”.

Ivan Sodré, ex-membro da Academia de Letras de Campina Grande.

Sem trégua

No ano passado houve 9.900 tentativas de médio ou grande porte de invasão aos computadores de órgãos do governo federal.

Outro tesouro

A Petrobras está divulgando a descoberta, em Sergipe, de seis grandes campos para a produção de gás natural, com potencial para extração DIÁRIA de 20 milhões de metros cúbicos.

Resgate

Quinta-feira última foi ao ar a entrevista dada pelo ex-presidente Lula aos jornalistas José Trajano e Juca Kfouri, através de um veículo de comunicação vinculado ao movimento sindical.

Confira trechos de suas declarações.

Estranheza

“Eu, sinceramente…aquela facada (em Bolsonaro) tem uma coisa muito estranha, uma facada que não aparece sangue, que o cara é protegido pelos seguranças do Bolsonaro.

Outra opção

“Alguém que se sentiu traído pelo PT não poderia ter votado no Bolsonaro. Se o cara se sentiu traído, poderia ter votado em coisa melhor, o (Guilherme) Boulos (Psol) foi candidato, o Ciro (Gomes, PDT), embora não mereça porque é muito grosseiro, foi candidato.

Sinuosidade

“A sociedade, com medo, se aproximou do ´monstro para pegar proteção´ e elegeu o pior dos coronéis.

(parafraseando o escritor moçambicano Mia Couto).

Aparência

“Ele (Bolsonaro) conseguiu se vender para a sociedade enraivecida como antissistema. E a tendência é não dar certo.

Que ser presidente

“Para rever e refazer coisas que eu não tinha consciência de que era preciso fazer.

Desconcentrar

“Esse país não pode ter os meios dominados por nove famílias. É preciso regular. A última regulação é de 1962, quando não se tinha nem telefone celular.

Revelações

(sobre o ex-juiz Sérgio Moro) “Estou ficando feliz com o fato de que o país finalmente vai conhecer a verdade.

Procurador

“Ele (Deltan Dallagnol) deveria ter sido preso.

A ´montanha´

“O País pariu essa coisa chamada Bolsonaro”.

“O suco”

Ainda Lula: “Pode pegar a turma da força-tarefa, o Moro, enfiar num liquidificador, e quando for tomar o suco, não dá a honestidade do Lula”.

Luciano Cartaxo e Romero ainda se falam?...
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