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Arimatéa Souza

sexta-feira, 08/03/2019

O polido João

Fio condutor

A bem da verdade, deve ser relativizada, para a maioria da população brasileira – que sufragou nas urnas, ano passado, majoritariamente, o nome de Jair Bolsonaro – os seus rompantes retóricos, que oscilam entre a estultice e a inconsequência.

A trajetória do hoje presidente depõe na direção de que não há surpresas. Aliás, realisticamente, ele se mostra coerente com a sua história política.

Coerente

Entre os méritos que eventualmente se queira atribuir ao presidente da República, credite-se que ele não enganou ninguém, nesse aspecto, no recém-findo processo eleitoral.

Transbordou

Mas, ontem, o ´capitão´ extrapolou da razoabilidade durante um discurso: “A democracia e a liberdade só existem quando as forças armadas assim o querem”.

Rio caudaloso

A incontinência verbal do presidente – ou seja, a sua compulsão em falar idiotices – parece não ter limites.

Pântano

Mas preocupa quando as palavras enveredam pelo delicado campo de sublimar os tentáculos do poder público encarregados de manter a segurança e a ordem – e por conseguinte exercer o poder de controlar os armamentos nacionais.

Intuitivo

Qualquer criança do ensino fundamental que está sendo apresentada e/ou estimulada à interpretação de textos – em escolas ´com´ ou ´sem´ partido´ – há de deduzir da fala presidencial, no mínimo, um sutil aceno ao protagonismo das forças armadas, que também atende pelo nome de ditadura.

Sanativo

“Nós somos o bastião da democracia e da liberdade”, buscou atenuar, posteriormente, o ministro e general Augusto Heleno.

Pronta…

Uma das primeiras vozes a contestar publicamente o (no mínimo) inconveniente de Bolsonaro foi o professor da Unicamp (Campinas – SP) e filósofo Roberto Romano.

.. Reação

“A fala do presidente pode ser entendida como uma imprudência que põe em situação delicada a instituição do regime democrático, o governo e, sobretudo, as Forças Armadas. Ele sugere para as Forças Armadas o papel de tutoras do País, quando se trata de garantir a democracia. Se existe democracia, ou seja, regime em que o povo é soberano, não é suportável qualquer tutela que significa usurpação de soberania.

Estímulo

“A imprudência da fala chega a ser um convite à subversão da ordem. O Brasil tem tudo a ganhar se o presidente se abstiver de mensagens e discursos que firam a ordem estabelecida”, adendou Romano.

Resgate

Para fechar (por hoje) sobre o assunto, recorra-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tinha a dimensão do que é – no regime presidencialista – a instituição chamada Presidência da República: “Nem o presidente nem os ministros são acrobatas de circo para fazer piruetas”.

Na Serra

João Azevedo inspecionou ontem, em Campina, a 1ª etapa da rodovia chamada ´Eixo das Nações´, que liga o Alto Branco (final da avenida Dr. Vasconcelos) ao bairro Jardim Continental (lateral do prédio da TV Paraíba).

 

Ah sim

A obra está sendo executada pela onipresente Construtora Rocha Cavalcanti.

Astro rei

Azevedo conversou com os jornalistas sob o sol inclemente do meio dia, ao cabo de um atraso superior a 1h40min.

Confira trechos a seguir.

Avançando

Sobre a construção do centro de convenções de Campina Grande, disse que “provavelmente no próximo ano lançaremos a licitação”.

Segundo ele, o projeto arquitetônico foi concluído e estão sendo feitos os projetos complementares (elétrico, hidráulico, estrutural, entre outros).

Uma centena

João anunciou para abril um processo licitatório para construção de 100 ginásios de esportes para escolas estaduais.

Acanhada

Acerca da proposta divulgada pelo governo federal para a rolagem das dívidas dos estados – que deverá envolver preferencialmente bancos estrangeiros -, o governador observou inicialmente que “o valor que está sendo estabelecido para resolver o problema de todos os estados é insuficiente – R$ 10 bilhões. Esse valor não resolve efetivamente a questão”.

Equívoco

Para ele, “não incluir bancos brasileiros nesse financiamento, acho que dificulta, até porque a experiência que têm a Caixa Econômica e BNDES, com relações com os governos, facilitaria muito e agilizaria os processos”.

´Plano B´

“Tratar com bancos sem relação, principalmente em termos de infraestrutura, isso vai gerar uma dificuldade enorme. Eu tenho a impressão que teremos que buscar outras alternativas”, acrescentou o socialista.

Renovação

João disse que os contratos com as OS´s (organizações sociais) que administram hospitais do Estado vão terminar em junho próximo e que pretende “iniciar o processo de seleção” de novas OS´s a partir deste mês.

Curto prazo

Ao tratar da reforma previdenciária, o governador disse que a proposta ideal para os estados “é aquela que tente resolver o problema do déficit atual. A reforma que está sendo proposta terá impacto somente nos próximos 10, 15 anos. E atualmente todos os estados têm um déficit com relação à previdência que é muito grande e precisa ser enfrentado”.

Umbigo

No caso específico da Paraíba – situou João – existe um déficit de R$ 110 milhões a R$ 120 milhões (mensal) com aposentados e pensionistas.

“Esse valor é muito grande”, frisou.

“Agressão à população”

João Azevedo comentou ainda que “a proposta que foi apresentada estabelece e altera algumas relações que para nós são inegociáveis: a garantia de a previdência continuar constando da Constituição, porque qualquer mudança dependeria do governo do momento (se as mudanças pudessem ser feitas através de lei complementar). E estando na Constituição é uma segurança maior para a população”.

– Além disso, (a questão dos) benefícios continuados (BPC). São inaceitáveis as alterações que estão pretendendo fazer. Isso na nossa cabeça não cabe. É uma agressão à nossa população, principalmente a quem mais precisa – finalizou.

“A mulher é um efeito deslumbrante da natureza” (Arthur Schopenhauer, filósofo alemão)...
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