Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

sexta-feira, 20/04/2018

O ´pitaco´ das casernas

Parece um parto

A incensada pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa à Presidência da República pelo PSB vai se transformando uma capítulo à parte nessa conturbada e imprevisível campanha eleitoral.

No dia de ontem ocorreu o seu ´batismo´ partidário formal, em Brasília, com a presença da cúpula partidária e dos governadores da legenda.

Hesitante

“Há dificuldades dos dois lados. O partido tem sua história e eu tenho minhas dificuldades do lado pessoal. Não convenci a mim mesmo que devo ser candidato”, comentou Barbosa à saída dessa reunião partidária.

´Gelol´

“Nós temos meses pela frente. Uma candidatura não vai se dar só pelo fato de termos bons índices nas pesquisas”, amansou o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

Resistentes

Já os governadores socialistas apontaram que a preferência é pelo não lançamento de candidatura própria a presidente.

Aglutinação

Presente à reunião, Ricardo Coutinho renovou, nas entrelinhas, posteriormente, a sua pouca simpatia pela candidatura de Joaquim ao defender que o PSB coordene uma “ampla frente democrática”, que proponha “um programa mínimo” para que seja possível “efetivamente se juntar para disputar a eleição”.

Mais ampliada

“Não é uma frente de esquerda, e sim democrática. Mas uma frente depende de outros atores. Se outros atores não querem discutir em pé de igualdade, o PSB se sente no direito de ofertar uma candidatura própria”, explicou RC.

“Espero que haja discussão com outras mãos, mas sem hegemonia ou exclusivismo”, adendou.

 Indefinição

Ricardo Coutinho contextualizou o ambiente interno no PSB, ao ressaltar que “nem o próprio ministro Joaquim se disse disposto a fazer uma caminhada pelo Brasil defendendo a sua postulação”.

´Alô Brasília´

A decisão foi consolidada e a ex-primeira dama de Campina Grande, Ana Claudia Vital do Rêgo (Podemos) vai tentar este ano um mandato de deputada federal.

Mudar de novo

Ela apontou como uma de suas prioridades para a Câmara Federal a reformulação da reforma trabalhista, que está com poucos meses de vigência.

Autônoma

“Tenho minhas conquistas, avanços e trabalho, mesmo sem mandato eletivo”, pontuou ela, ontem, na Rádio Caturité.

Pouco provável

Ana Cláudia considerou uma “possibilidade remota” a sua escolha como candidata à vice-governadora na chapa a ser encabeçada pelo socialista João Azevedo.

Sem pressão

“Não faço a política do condicionamento”.

Foi o respondeu Romero Rodrigues (PSDB), ao ser indagado se havia vinculado o apoio ao pré-candidato a governador Lucélio Cartaxo (PV) à indicação de sua esposa (Micheline Rodrigues) como candidata a vice-governadora.

Condicionalidade

O prefeito enfatizou que “não foi uma ideia minha” essa alternativa do nome de sua esposa.

A postulação só poderá se consumar “se o conjunto da oposição entender que a presença dela contribuiria para a vitória”.

Não desistiu

“Não estou dando adeus à oportunidade de ser governador da Paraíba. Estou dando um até logo”, registrou Romero.

Em gestação

Em declarações dadas ontem à ´Arapuan FM´, o deputado Damião Feliciano (PDT) comentou que “as pesquisas que temos em mão mostram que Lígia (Feliciano) está bem nas pesquisas. Mas isso é uma construção que tem que ser feita, ninguém pode ser candidato de si próprio. Quem determina quem pode ser candidato é o povo”.

Expulsão

À mesma emissora, Lucélio Cartaxo ressaltou que “a maneira como a vice (Lígia) está sendo tratada é como se ela simplesmente estivesse sendo excluída do governo. Eu nunca vi isso na vida. Praticamente estão expulsando a vice, que foi eleita junto com o governador”.

“Esperamos que o diálogo (com ela) seja aberto”, emendou.

´PF´

Enivaldo Ribeiro (PP) reafirmou ontem que o seu partido não engoliu a forma de escolha de Lucélio Cartaxo para disputar o governo.

“Mandaram um prato feito”, bradou, acrescentando que “era preciso primeiro ouvir os partidos”.

Ampulheta

O vice-prefeito campinense disse que passado o período de desincompatibilização e de mudança de partido, o PP “não tem pressa” para fazer as suas escolhas.

Termômetro

A largada desse processo de definição é uma pesquisa (qualitativa e quantitativa) encomendada pelo deputado Aguinaldo Ribeiro.

Sem unidade

À ótica de Ribeiro, “é muito provável” que a oposição tenha, pelo menos, duas candidaturas a governador no 1º turno.

Depoimento

Por outro lado, ele observou que “é preciso reconhecer” que o candidato João Azevedo (PSB) “é muito preparado”.

Panos quentes

Enivaldo buscou, em entrevista a este colunista na ´Campina FM´, minimizar a zona de turbulência entre a deputada Daniella Ribeiro e o prefeito Romero: “A pessoa pode ser independente e ser correligionária”.

Convite

O vice campinense relatou a conversa que manteve há poucos dias com o senador José Maranhão (MDB), quando escutou de Zé que “seria muito bom que Daniella fosse a minha vice”.

A voz…

Com a inevitável preocupação, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, voltou a se pronunciar, ontem, sobre a crise política (e ética) que o País enfrenta na atualidade.

… Dos quartéis

“Não podemos ficar indiferentes aos mais de 60 mil homicídios por ano, à banalização da corrupção, à impunidade, e à insegurança ligada ao crescimento do crime organizado e à ideologização dos problemas nacionais. São essas as reais ameaças à nossa democracia”, verbalizou.

A força do voto

Prudentemente, o general afirmou em seguida que “nas eleições que se aproximam caberá à população definir, de forma livre, legítima, transparente e incontestável a vontade nacional”.

 

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