Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

segunda-feira, 12/09/2016

O olhar do ´príncipe´

´Tchau, querido´

Felizmente chega ao fim hoje a passagem do ministro Ricardo Lewandowski pela presidência do Supremo Tribunal Federal. Foi uma gestão marcada pelo corporativismo, pela quase obsessão em ampliar a fatia do Judiciário na arrecadação pública.

E tudo coroado com a sua ridicularizada participação no julgamento da ex-presidente Dilma, quando fez ´vista grossa´ à flagrante mudança arbitrária na Constituição Federal.

Em síntese, o presidente que só olhou para o ´umbigo´.

Blindagem

Não custa lembrar que em julho passado, em entrevista ao jornal Valor Econômico (SP), Lewandowski afirmou que “juízes não precisam informar os honorários recebidos por palestras que proferem.

“Nós não somos obrigados a revelar quanto recebemos nas atividades privadas”, argumentou.

Precedentes

E todos nós observamos os numerários envolvidos nessas palestras por autoridades (ou ex-autoridades) nacionais, com é o caso de Lula.

Da boca de…

“… Ricardo Lewandowski passou a Constituição num triturador de papel usado…” (Demétrio Magnoli, doutor em geografia humana e escritor).

Adesão

Um dos integrantes da ´linha de frente´ das campanhas passadas de Veneziano, e ex-secretário do PMDB campinense, o professor Júnior Flor deverá declarar voto este ano a Romero Rodrigues (PSDB) e a Teles Albuquerque (PTB) para vereador.

Agenda

Está é a semana do debate entre os candidatos a prefeito de Campina Grande na Rádio Campina FM.

16 horas da próxima sexta-feira.

Utopia

Por falar nos prefeitáveis campinenses, que bom seria se eles dedicassem com alguma regularidade o apreço cíclico (e eleitoral) que externam nas campanhas à feira central.

Da boca de…

“… Esse governo (Temer) não tem compromisso com o povo…” (deputada Luíza Erundina, PSOL-SP).

Protocolo

O deputado Wellington Roberto (PR-PB), da chamada ´linha de frente´ da ´tropa de choque´ do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentou outro mandado de segurança contra a evolução do processo de cassação do peemedebista, cujo desfecho poderá ocorrer hoje.

Da boca de…

“… Se a inflação é um abismo, nós já nos atiramos nele. Quando a sociedade não consegue resolver seus conflitos, acaba na inflação. Já tivemos hiperinflação no passado e no meu entender estamos voltando ao passado…” (Samuel Pessoa, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas).

Para reflexão

Reproduzo para os leitores trechos do artigo do ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso acerca do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Melancolia

“Viramos uma triste página. Melhor teria sido que o governo Dilma Rousseff tivesse competência política e administrativa para chegar ao final.

Resíduos

“O que sobrou? Ilusões perdidas de quem acreditou no modo PT de governar, economia em recessão, desemprego em massa, escândalos, uma onda de desencanto.

Incapacidade

“Será a ex-presidente a única responsável? Não. Mas ela foi incapaz de manter as rédeas do governo e deixou evaporar as condições de governabilidade.

Ressalva

“Diga-se em sua homenagem que, na parte lida do discurso perante o Senado e em boa parte da arguição, ela se mostrou “uma guerreira”. Se a guerrilheira do passado não era tão democrática como afirma, isso não apaga a nobreza de sua resistência ao arbítrio e à tortura.

Fatura

“A presidente Dilma Rousseff pagou com o impeachment o preço de sua teimosia e da visão voluntarista que se consubstanciou na “nova matriz econômica”. E pagou também pela má companhia. Se a presidente não foi autora dos malfeitos, foi beneficiária política deles.

Contaminação

“Foram tantos os implicados nesta rede que, aos olhos do povo, ficou condenada toda a “classe política”.

Falha conjunta

“A ruína do governo petista provoca o desabamento do atual sistema político. Os erros vêm desde quando os partidos social democratas (grosso modo, PSDB, PT, PSB e PPS) foram incapazes de inibir suas idiossincrasias e de conviver, divergindo quando fosse o caso.

Gênese

“A fatal decisão do primeiro governo Lula de se aliar aos ´pequenos partidos´ e não ao PMDB – que representava o “centro” – e transformar o PSDB em “partido inimigo”, deu origem ao mensalão, que posteriormente encontrou réplica mais ampla no petrolão.

Brecha

“O PT de Lula abriu assim espaço para o oportunismo, o corporativismo, dos vários ´centrões´.

´O atraso´

“O atual amálgama dos ultraconservadores em matéria comportamental com os oportunistas, clientelistas etc., forma o que eu denomino de ´o atraso´.

Inversão

“Meu governo e o de Lula, no início, ainda foram capazes de dar rumo ao país, o que forçou o atraso a jogar como coadjuvante.

Mais recentemente, entretanto, houve uma inversão: o atraso passou a comandar as ações políticas, tendo Eduardo Cunha como figura exponencial”.

Além do horizonte

Ainda FHC: “Ou bem seremos capazes de reinventar o rumo da política, ou novamente a insatisfação popular se manifestará nas ruas, sabe-se lá contra quem e a favor do quê”.

Está havendo ´entendimento´ entre a oposição em Campina?...
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