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Arimatéa Souza

quarta-feira, 22/07/2020

O ´novo anormal´

Pauta temática

O relator da reforma tributária no Congresso Nacional, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), prometeu ontem ajudar a bancada evangélica a “deixar mais clara na Constituição” a imunidade tributária das igrejas e evitar cobranças de impostos pelo Fisco.

“Quero dizer, de forma muito objetiva, que compreendendo a aflição de todos vocês (pastores/deputados). Entendo muito bem e sou muito sensível a isso. Vamos ter a oportunidade de construir um texto que possa ter essa clareza e essa segurança”, afirmou Aguinaldo.

Gargalos

Os evangélicos, segundo o jornal Valor Econômico, criticam a cobrança de IPTU dos templos e igrejas; de impostos sobre remessas para o exterior; e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Imposto de Renda sobre repasses para entidades e fundações vinculadas às igrejas.

Apêndice

A Câmara Federal aprovou a inclusão de mais três Estados na área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf): Rio Grande do Norte, Paraíba e no Amapá.

Desejo e…

Apesar da aposta do governador João Azevedo (Cidadania) acerca na unidade de seus aliados em Campina Grande ainda no primeiro turno das eleições, o presidente do Podemos no Estado, vereador campinense Galego do Leite, avalia noutra perspectiva.

… Realidade

“Eu respeito a candidatura de Inácio Falcão (PCdoB), é legítima. Ele tem prerrogativa para disponibilizar o nome à população. Não é que a candidatura de Ana Cláudia seja ‘prego batido e ponta virada’, mas está sendo dialogada desde 2017 e não há nenhum motivo para recuarmos”, assinalou o dirigente partidário.

Senha

Ato falho ou sutil sinalização, o fato é que o ´super´ secretário de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa, Zennedy Bezerra (Desenvolvimento Urbano), sinalizou ontem positivamente na direção da ex-secretária de Educação da PMJP para a sucessão municipal.

Incenso

“Edilma (Freire) é uma pessoa fantástica, que se transformou em uma gestora extremamente sensível, visionária e humanista. Na minha concepção, ela transformou a realidade educacional das nossas crianças da Capital, praticando, inclusive, uma revolução silenciosa na educação e em grande escala em termos de inclusão”, verbalizou.

Situando

Quatro auxiliares do prefeito Luciano Cartaxo (PV) deixaram os cargos em meados de abril para aguardar a escolha de qual deles encabeçará a chapa.

Quarteto

Estão em ´quarentena´: Edilma, Diego Tavares (ex-secretário de Planejamento), Socorro Gadelha (ex-secretária de Habitação) e Daniella Almeida Bandeira (ex-secretária de Planejamento).

Da boca de…

“… Se falharmos em fazer reformas em dois a quatro anos, teremos uma conta muito salgada…” (Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional).

Acomodação

A situação do coronavírus entre nós começa a assumir contornos preocupantes.

´Incorporada…

A sensação latente é que boa parte da população emite sinais e se comporta como se a pandemia fosse gradativamente uma página virada.

… À paisagem

Esse universo de pessoas começa a encarar a quantidade diária de mortes – em termos de Brasil média superior a 1 mil – como algo inteiramente normal, que já não sensibiliza muito menos atemoriza.

Analogia

“Todo dia caem quatro ou cinco Boeings”, compara o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta acerca da quantidade de óbitos.

Pulo

Num recorte de dois meses, a média diária de casos subiu de pouco mais de 9.600 para acima de 36 mil.

O número de óbitos acumulados fala por si: mais de 80 mil vidas já ficaram pela ´estrada da vida´ durante a pandemia.

Sacudida

Há poucos dias, de maneira atabalhoada, mas pertinente, o incontido ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, sacudiu as autoridades com relação à banalização que se estabelece sobre a Covid-19: “O Exército está se associando a esse genocídio”.

Impreciso

Gilmar pecou por generalizar a instituição, que tem atuado intensamente em áreas sofridas e distantes do País nessa batalha de saúde pública.

Interinidade

O seu foco era militares de patente alta que ocuparam postos de comando no Ministério da Saúde – que está há mais de dois meses sem titular -, sem a necessária capacitação técnica, condição ainda mais indispensável num instante agudo e crítico como o atual.

Inaptidão

“Não é a praia deles (militares). É como colocar médicos para comandar uma guerra. Ou como tirar os jogadores da seleção e escalar 11 coronéis numa Copa do Mundo”, observou Mandetta.

Desgaste

“Muitos militares também estão desconfortáveis com essa ocupação. Eles sabem que o fardo está pesado”, emendou.

Fatura

No tocante especificamente à frase do ministro do Supremo, o ex-titular da Saúde enfatizou que “desmanchar o SUS no meio de uma pandemia foi uma péssima ideia. Agora estão pagando o preço”.

´Nunca antes´

“Numa crise, sempre aparece gente que diz o que o chefe quer ouvir. Mas esta é a maior crise de saúde que o Brasil já enfrentou. O Gilmar colocou o dedo na ferida. É por isso que está doendo”, acrescentou.

Realidade

Em recente sessão da Câmara campinense, o vereador Olímpio Oliveira (PSL) se reportou a esse ´novo anormal´, citando que no começo deste mês “estávamos” atravessando “a fase mais letal da doença” em Campina Grande.

“Nós não estamos na normalidade”, bradou na ocasião.

Ostensiva

O vereador sugeriu ao Executivo “uma campanha midiática agressiva, direcionada às pessoas que estão se expondo”.

Risco grande

“É uma temeridade a realização das eleições este ano”, registrou o médico Antonio Henriques, da direção do Conselho Regional de Medicina, em participação numa sessão virtual do Legislativo/CG.

Incerto

Ao comentar sobre essa sensação coletiva de ´relaxamento´, o secretário de Saúde do Estado, médico Geraldo Medeiros, afirmou que “não é possível dizer que começamos a ´descer a ladeira´.”

Entre nós

“A população precisa entender que o vírus não foi embora, e que continuamos na vigência da pandemia”, apelou.

A perder de vista

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, acentuou que “o vírus continua sendo o inimigo público número um, embora as ações de muitos governos e pessoas não reflitam isso”.

E asseverou adicionalmente: “O mundo não vai recuperar a antiga normalidade em um futuro previsível”.

Eduardo Azeredo, Aécio Neves, José Serra... A Lava Jato mutilou também o PSDB...
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