Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quinta-feira, 13/07/2017

O mito sentenciado

Última forma

Na noite de ontem, o site da revista Exame informou que as negociações (que tinham sido suspensas) foram retomadas e o grupo J&F (JBS/Friboi) vendeu o controle da empresa Alpargatas a um consórcio formado pela Itaúsa (setor de investimentos do Banco Itaú), Cambuhy Investimentos (fundo da família Moreira Salles, ex-Unibanco) e Warrant Administração de Bens e Empresas.

Valor da transação: R$ 3,5 bilhões.

Cutucada

O prefeito pessoense Luciano Cartaxo (PSD) bateu duro, ontem, na anunciada intenção do governador Ricardo Coutinho (PSB) de terceirizar – via uma OS (organização social) – a manutenção e preservação das escolas estaduais.

Na contramão

“Eu faço o contrário. Fiz concurso público para 1.300 vagas na Educação e dei posse a todos em uma única vez (…) A Prefeitura de João Pessoa não terceiriza a sua responsabilidade com a educação”, cravou Cartaxo.

Revide

“O prefeito é muito despreparado no contexto legal. A Lei da Terceirização é um ponto e a Lei de Gestão Pactuada é outro ponto completamente diferente. Ninguém está repassando nenhuma responsabilidade para quem quer que seja”, retrucou prontamente o secretário de Planejamento do Estado, Waldson Souza.

Cadeado

PMDB, PR, PP e PSD fecharam questão, determinando que os seus deputados votem pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Temer.

Dissidência

O deputado Veneziano já sinalizou que não obedecerá a orientação partidária, adubando ainda mais a sua esperada desfiliação do PMDB, por motivações essencialmente paroquiais.

Sem a estatal

Bruno Agra, presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Interior da Paraíba, disse ontem que alguns postos de abastecimento estão vendendo gasolina a preço inferior porque compram de revendedoras que importam o produto de outros países – sem passar pela Petrobras -, por preços mais em conta.

Parâmetro

O empresário destacou que a base de cálculo do governo estadual para a tributação do ICMS é de R$ 3,83 – o litro de gasolina.

Bom senso

O presidente da AESA, João Fernandes, ponderou ontem que “seria bom” para Campina Grande retardar “um pouco” a suspensão total do racionamento d´água, em razão da instabilidade do aporte d´água do Rio São Francisco para o açude de Boqueirão.

´Pinga-pinga´

Conforme a AESA, a vazão nos últimos dias tem sido de 3.170 litros por segundo, quando a capacidade instalada de bombeamento é de 9 mil litros por segundo.

Em testes

A TV Itararé noticiou na noite de ontem que o Ministério da Integração Nacional informou que a vazão limitada se deve à realização de obras de manutenção e de ajuste, e que a transposição ainda continua na fase de teste operacional, razão pela qual não está sendo cobrado o fornecimento da água.

 

Buraco

O prefeito de Queimadas José Carlos (Carlinhos de Tião, PSB) disse ontem na ´Campina FM´ que recebeu da gestão anterior (Jacó Maciel, PSD) o instituto de previdência municipal “sem reserva técnica” e com um débito superior a R$ 4 milhões.

Imponderável

“Não sei onde isso vai parar. Um dia vai estourar essa bomba”, prognosticou Carlinhos acerca desse passivo.

Enxugamento

O prefeito informou que assumiu a prefeitura com cerca de 1.480 ocupantes de cargos comissionados e prestadores de serviço, tendo reduzido na atualidade para 460.

Contestação

Por fim, o queimadense revelou que ingressou novamente na Justiça para tentar anular o ato que alterou os limites entre a sua cidade e Campina Grande, que tem como pano de fundo a discussão sobre a localização da termelétrica Borborema, que gera mensalmente uma boa receita de ICMS.

Enxurrada

Levantamento divulgado pela rádio CBN mostra que o Brasil tem uma média – diária – de 11 mil novas ações trabalhistas protocoladas.

Largada

Em sentença longa (238 páginas), o juiz Sérgio Moro deflagrou o encontro de contas do ex-presidente Lula com a Justiça.

Demarcação

É um marco histórico, ao mesmo tempo em que também significa a certificação de que um governo e um presidente oriundos de bases populares descambaram para a vala comum da política vulgar e predatória.

Dimensão

Não há o que comemorar ou bem dizer, mas temos uma sentença que poderá trazer em seu ventre a sinalização de que o País vive um novo tempo, apesar da sucessão de decepções e de revelações que nos envergonham e até nos revoltam.

Gênese

O magistrado sublinhou em sua decisão que é “lamentável que um ex-presidente da República seja condenado criminalmente, mas a causa disso são os crimes por ele praticados e a culpa não é da regular aplicação da lei”.

Percalços

São as dores inerentes à desejada depuração de práticas e de costumes.

Balizamento

Moro ressalvou que Lula “não foi julgado por sua opinião política e também não se encontra em avaliação as políticas por ele adotadas durante o período de seu governo”.

Duas faces

É uma fase nacional traumática e de desapontamentos, mas reveladora de um ciclo no qual um grupo político converteu um projeto de País ou de governo numa busca irracional e desregrada em favor da continuidade indefinida no poder.

O primado da lei

Que o produto final dessa ´hemodiálise´ coletiva, que envolve instituições, agentes públicos, empresários e eleitores seja um Brasil mais ético e de plena cidadania.

A máxima inserida pelo juiz Moro em sua sentença é emblemática: “Não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você”.

Lula é Temer "amanhã"...
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