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Arimatéa Souza

sábado, 26/11/2016

O ministro ´tagarela´

Lições da ´farra´

A agitação observada ontem entre os consumidores pelo País, com a anual promoção ´Black Friday´, permite algumas reflexões e constatações.

A primeira delas é que uma fatia ponderável de empresários tenta aproveitar o clima promocional para ludibriar os seus clientes.

Flagrantes

Nesse sentido, seis gerentes de lojas foram detidos e seis estabelecimentos autuados, ontem, em João Pessoa, diante da constatação da má-fé na manipulação dos preços (leia matéria neste site).

Outra época

Essa prática deplorável igualmente se repete, a cada ano, com a promoção ´Liquida Campina´, sem que a Câmara de Dirigentes Lojistas, sua realizadora, tenha conseguido estancar a estratégia, também nociva ao próprio segmento comercial.

Mercado

Mas considero importante, no momento, focar na questão das promoções.

O que se observa é que as pessoas são, natural e instintivamente, em sua grande maioria, ávidas pelo consumo, e que isso só não está ocorrendo devido à restrição de recursos e ao preço elevado.

Exorbitância

É possível deduzir, nessas promoções, de maneira enviesada, que os empresários estão praticando no dia a dia margens de lucro excessivas, notadamente para um ciclo de crise econômica.

Modulação

A ´avalanche´ de compras e serviços desta sexta-feira deveria servir para uma reavaliação dessa conduta, até porque os preços ontem praticados não significam prejuízo, mas sim encolhimento da margem de lucro, que pode ser compensada e até superada com o giro excessivo da demanda.

Aprendizado

É uma lição a ser aprendida, sob pena de o comércio continuar reclamando das vendas, de um lado, e o consumidor retraído, em parte, pela exorbitância no preço dos produtos.

Conselho

O poeta francês Jean de La Fontaine ensinava que “arriscamo-nos a perder quando queremos ganhar demais”.

Da boca de…

“… Tem que ser alguém que não esteja metido com nada de nada…” (presidente Michel Temer, sobre o nome que deverá suceder no governo ao ex-ministro Geddel Vieira Lima).

Notificação

Alguns proprietários de fazendas nos arredores de Campina Grande, por onde trafegam as águas do riacho de Bodocongó, estão sendo notificados para a demolição dos ´barramentos d´água´ construídos ao longo dos últimos anos.

A dúvida

Qual o uso dessa água represada, sabidamente contaminada?

`Afasta-me de…

”Juiz não pode falar fora dos autos”.

Essa máxima, tantas vezes proclamada, não encontra acolhida no ministro Gilmar Mendes (presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal).

… Mim este cálice´

Ele esteve ontem em São Paulo (evento na Federação das Indústrias) e em João Pessoa (palestra na Escola Superior da Magistratura), e deitou falação, sobre tudo o que foi perguntado.

Sem sentido

Em ´Sampa´, Mendes afirmou que existe exagero no noticiário sobre o já famoso ´caixa 2´ das campanhas políticas: “Isso é uma batalha de Itararé, um jogo de assimetria de informação. No que diz respeito ao caixa 2, em se reconhecendo que inicialmente não era crime, é claro que só existe crime daqui para frente. Agora, se houve corrupção, lavagem de dinheiro, estelionato, etc., não há que se falar em anistia”.

Panos…

Ele também identificou excesso no episódio envolvendo os ex-ministros da Cultura (Marcelo Calero) e da secretaria de Governo (Geddel Vieira Lima) de Michel Temer

… Quentes

“Parece que as coisas estão sendo magnificadas. Vejo algo inusitado nessa história de que o ministro teria gravado o presidente. Se isso ocorreu, vai para o Guiness (livro dos recordes). É uma coisa inusitada, absolutamente despropositada, que um ministro, ainda mais para um profissional do Itamaraty, tenha esse tipo de conduta. Realmente suscita preocupação”.

Factoide

Ainda em São Paulo, o ministro do STF disse que “temos crises maiores do que esse episódio relativo a um flat em uma longínqua praia da Bahia (caso Geddel)”.

Para ele, mudança de ministro “faz parte da rotina governamental”.

Pensando bem…

Nem o porta-voz do Governo Temer teria sido mais eficiente.

Sem prejuízo

Na Capital paraibana, Gilmar assinalou que a discussão sobre eventual anistia ao ´caixa 2´ não comprometeria a Operação Lava Jato, como se está sendo difundido.

Diferenciação

“Não acho que ela (anistia) possa inviabilizar a Lava Jato, porque o que está se falando é que se está buscando uma anistia dos fatos anteriores. Os fatos anteriores, na verdade, não eram relevantes, do ponto de vista jurídico, quanto ao caixa 2. Agora, se houve corrupção, se houve propina, lavagem de dinheiro, isso estava já caracterizado e, portanto, será perseguido judicialmente sem maiores problemas”, discorreu, renovando a argumentação expressada horas antes em SP.

Resíduos…

No tocante aos processos pendentes na Justiça Eleitoral acerca do pleito deste ano, o presidente do TSE argumentou que a Corte está “correndo” com a análise dos casos dos prefeitos eleitos e colocando toda semana os processos em pauta.

… Para 2017

“Muito difícil dizer que daremos conta de julgar todos até 19 de dezembro, pois houve uma redução do prazo de registro e também de campanha, para 45 dias, e as impugnações começaram a chegar agora no TSE. Muitos casos ainda estão sendo julgados nos TREs. Muito provável que tenhamos resíduos ainda para o ano que vem”, admitiu Mendes.

Solução única…

O ministro ressaltou uma recente modificação na legislação, segundo a qual não existe mais a possibilidade de o segundo lugar assumir em caso de indeferimento do registro de candidatura.

… É nova eleição

Com a alteração, existe a necessidade de que, se o vencedor da eleição for eliminado, se faça nova eleição.

Desdobramentos

“Essa é a opção que se adotou na legislação, mas isso terá consequências. Teremos que marcar data para novas eleições”, assinalou.

Vai demorar

Gilmar Mendes informou que muito provavelmente ficará para 2017 o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma/Temer, que será a primeira impugnação presidencial a ser julgada na Corte.

Fase atual

Ele frisou que o TSE “está na fase de ouvir as pessoas. Muitos dos delatores da Lava Jato estão reiterando depoimento agora à Justiça Eleitoral”.

Sem juntar

Ainda em João Pessoa, o ministro se posicionou contra a unificação das eleições no País: “Não sou favorável, porque as lógicas das eleições são diferentes. Nós votamos para prefeito e vereador com uma lógica e votamos para a eleição nacional com outra lógica. Então, a mim me parece que esses fundamentos devem ser levados em conta”.

Ser ministro de Temer virou porta de entrada para o seguro-desemprego...

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