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Arimatéa Souza

segunda-feira, 29/10/2018

O mergulho no imponderável

O voo do tucano

Antes mesmo de o eleitor se reencontrar com a urna eletrônica, neste domingo, uma noticia impactou a política paraibana: a revista Veja noticiou que o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) decidiu fixar residência fora da Paraíba após a conclusão de seu mandato, no final de janeiro próximo. Habitará Brasília permanentemente.

“Durante 32 anos dediquei-me, com devoção e amor, ética e seriedade à causa pública. Começa um novo ciclo da minha vida, onde trabalharei, com igual empenho, na atividade privada. Qualquer que seja a minha trincheira de luta, estarei pronto para servir à Paraíba e aos paraibanos. Vida que segue” – declarou CCL à publicação.

Sem recomeço

O que não está explicitado nas declarações à ´Veja´, mas é plenamente dedutível: o senador descarta, por antecipação, concorrer à prefeitura campinense em 2020.

Fora do leme

Mais: está abdicando da liderança da oposição paraibana ao longo dos próximos quatro anos. Poderá ser um passo rumo à aposentadoria da busca por mandatos eletivos.

Anonimato

No domingo, o ´tucano´ literalmente driblou os jornalistas que tentaram acompanhar o seu voto no Colégio Estadual da Prata, em Campina Grande, com a divulgação de horário impreciso e a utilização de uma entrada pouco habitual para o acesso ao estabelecimento de ensino.

Nada a declarar

O senador José Maranhão, presidente do MDB/PB, também optou por se distanciar da imprensa no domingo.

Votou discretamente e logo em seguida se deslocou para a residência de veraneio no litoral paraibano.

Torcida

“Votei em Jair Bolsonaro e torço pela vitória do meu candidato. Mas torço, sobretudo, pelo Brasil”, afirmou o senador Raimundo Lira (PSC), ao exercer o voto em Campina Grande.

O detalhe

São consideráveis as chances de Lira ocupar um cargo na futura gestão Bolsonaro.

Dever de cada um

O suplente de senador Ney Suassuna (PRB), ao votar em João Pessoa – não declarou a sua opção – disse que “o Brasil precisa crescer, mas para isso temos que ter um País unificado, com o presidente exercendo bem o seu papel, a oposição apoiando o que for bom para o Brasil e os brasileiros também fazendo a sua parte”.

Avançar

O senador eleito Veneziano (PSB) – que votou com uma camisa com o número 13 (do Galo da Borborema e de Fernando Haddad, PT) – afirmou ao PARAIBAONLINE que “é preciso, a partir desta 2ª feira, que todos assumam o compromisso de uma nova missão” para com o Brasil.

Reunificação

‘É importante que nos reunamos em torno de um sentimento comum de brasilidade. Que, acima de tudo, estejamos comprometidos em reunificar o País, amainando os ânimos”, reforçou Veneziano.

PMCG

Em entrevista à Rádio Caturité, o ´V´ reafirmou a sua antecipada decisão de não postular a prefeitura campinense nas eleições de 2020.

“Eu não tenho pretensões na disputa majoritária de Campina. Não faltam nomes para a oposição”, sublinhou.

Sem holofote

O governador Ricardo Coutinho (PSB) também preferiu evitar o contato com os jornalistas pessoenses no dia da votação.

Reativação

A vice-governadora (reeleita) Lígia Feliciano (PDT) oficializou ontem, ao votar, que será recriado o Escritório de Representação do Estado em Campina.

Sem divisão

“Espero que a partir de amanhã (2ª feira) haja, acima de tudo, paz para o nosso país. Que a gente possa ter o processo de divisão tão forte deixado de lado e passemos para a reconstrução do país. Torço para que a democracia seja plenamente restabelecida”, verbalizou o governador eleito João Azevedo (PSB) ao votar.

Confirmação

Vestido com a camisa da seleção brasileira, o prefeito campinense Romero Rodrigues (PSDB) acentuou que “votei já no primeiro turno em Bolsonaro e confirmei minha opção, neste segundo turno, no presidenciável que encarna a alternativa que conquistou a maioria do eleitorado brasileiro”.

Esqueça

As indicações do ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) de que abandonaria a política caso não fosse eleito este ano, parece que estão sendo diluídas pelo tempo e pelo caminho.

Guerra…

Ao votar ontem, Ciro afirmou que os projetos do PT e do PSL “se antagonizam no Brasil, neste momento, e não respondem à necessidade de desarmar essa bomba de confrontação de ódio que vem destruindo a economia brasileira e agravando a condição social do povo brasileiro”.

… Sem fim

Ciro acrescentou que “o país precisa desesperadamente desarmar essa bomba. Por não acreditar que o vencedor possa desarmá-la, eu declaro que farei oposição a qualquer um que seja o vencedor”.

Decantação

Há muito tempo para se analisar e projetar a vitória de Jair Bolsonaro no pleito de ontem. Mas cabe hoje pinçar trechos de seu pronunciamento oficial após a confirmação da vitória.

Abrandamento

Nas entrelinhas, uma fala antagônica à desmedida belicosidade da campanha, como era de ser esperar de quem passa a ser o presidente de todos.

A ênfase na área econômica ficou evidente. É o que segue.

“Juramento”

“Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido. Não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus.

Garantia

“O compromisso que assumimos com os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o país e com o nosso povo. E eu garanto que assim será.

Postulado

“Liberdade é um princípio fundamental: Liberdade de ir e vir, de andar nas ruas, em todos os lugares deste país; liberdade de empreender; liberdade política e religiosa; liberdade de informar e ter opinião; liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas.

Atitude

“O governo federal dará um passo atrás – reduzindo a sua estrutura e a burocracia; cortando desperdícios e privilégios, para que as pessoas possam dar muitos passos à frente.

Demarcação

“Nosso governo vai quebrar paradigmas: vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro.

Vamos “desamarrar” o Brasil.

Descentralizar

“Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará, de verdade, a Federação. As pessoas vivem nos municípios; portanto, os recursos federais irão diretamente do governo central para os estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido é que repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília.

Visão

“Esse não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas. As reformas a que nos propomos serão para criar um novo futuro para os brasileiros.

Contas públicas

“Emprego, renda e equilíbrio fiscal: é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos. Quebraremos o círculo vicioso de crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos.

Nova geração

“Aos jovens uma palavra do fundo do meu coração: vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica. Vocês foram e estão sendo testados a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar. Esta é a nossa missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações, e não na próxima eleição”.

Dedicatória

Ainda Jair Bolsonaro: “Oferecemos a vocês um governo decente, que trabalhará, verdadeiramente, para todos os brasileiros”.

Lula ´plantou vento e colheu tempestade´...
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