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Arimatéa Souza

quinta-feira, 19/05/2016

O ´mago´ longe do ´V´

Caminho de volta

Como não lembrar do ex-governador e escritor paraibano José Américo de Almeida, que propagou entre os conterrâneos a famosa expressão “ninguém se perde na volta”?

Pois bem, o PPS que é comandado no Estado pelo vice-prefeito de João Pessoa, jornalista Nonato Bandeira, está de volta à base política do governador Ricardo Coutinho (PSB) por intermédio do anúncio, previsto para hoje, do apoio à prefeitável socialista Cida Ramos.

´Couvert´

Na véspera do apoio do PPS, Cida recebeu a adesão formal do PTdoB, legenda que é comandada no Estado pelo deputado Genival Matias.

´Mainha´

A ex-deputada Lúcia Braga (PDT) também anunciou ontem que vai de Cida Ramos na disputa pessoense.

Da boca de…

“… As universidades públicas continuam gratuitas. Qualquer informação diferente é falsa… (deputado Mendonça Filho, DEM/PE, novo ministro da Educação e Cultura.)

Resgate

Na estreia do programa ´Ideia Livre Política & Economia´ , anteontem, na TV Itararé (canal 18.1, digital, e 19, analógico, em Campina), o senador Cássio (líder do PSDB no Senado) abordou a complicada conjuntura nacional.

A seguir trechos de suas declarações.

Apoio a Temer

“Qualquer que fosse a posição do PSDB haveria riscos, indiscutivelmente (…) A expectativa é que se forme um governo de salvação nacional (…) Não houve nenhuma indicação formal do PSDB (para o ministério), mas também o partido não vetou nem proibiu a participação de filiados.

Incomum

“A crise não é comum. Não é banal. Não é uma crise qualquer. É a maior crise da história do País. É preciso, portanto, enxergá-la dessa forma, na sua magnitude e na sua extensão.

Poda

“Os primeiros sinais do governo que chegam são razoáveis. Acho que poderia ter ido mais fundo no corte dos ministérios. A mudança de status ajudou na contagem, mas não se diminuiu muito as estruturas. Apenas foi tirado o status de ministério de alguns órgãos.

Somar

“O momento é de contribuir e de colaborar, porque o Brasil precisa disso. É um esforço de salvação nacional que precisa ter a ajuda e a contribuição de todos.

Protagonistas

“Não há como se perder de vista que nós chegamos a esse ponto graças ao povo que foi para as ruas. São cidadãos e cidadãs desvinculadas de partidos políticos e desatreladas de governos e de máquinas estatais, que foram mostrar a sua indignação nas ruas do País afora. Além disso, a imprensa livre, que divulgou e mostrou.

Aprendizado

“É preciso que o presidente em exercício Michel Temer compreenda que não dá mais para fazer política nos moldes do passado. Quem não entender isso, acredito que vai cometer um grave erro.

Omissão

“O Congresso Nacional, por uma série de razões, se omitiu do debate de temas polêmicos. Os temas de maior complexidade junto à sociedade, o Congresso por uma posição de comodidade deixou o espaço vazio para o Poder Judiciário.

Pé na jaca

“Há sempre a argumentação de que se está tentando criminalizar a política. Eu discordo profundamente disso. O fato é que os políticos cometeram crimes, e crimes graves.

Ocupação

“O que se vê no Brasil, nesses últimos anos, é uma organização criminosa, que foi desbaratada, que não era do conhecimento do povo brasileiro, e que ocupou o Estado para construir, por práticas terríveis de corrupção, um projeto de poder permanente.

´Jejum´

“Se nada disso que foi revelado na Operação Lava Jato não fosse descoberto, talvez nós (da oposição) levássemos muito tempo para ganhar uma eleição. Foi um aparelhamento de tal ordem que tornou a disputa eleitoral desigual”.

O buraco…

“Cássio teve ontem – com outros senadores – uma reunião com Michel Temer.

À saída, revelou que “o déficit” atual do governo federal “é muito maior do que o pior sentido que imaginávamos”.

… É mais embaixo

Segundo ele, o déficit (despesas superiores às receitas) previsto atualmente de R$ 96 bilhões deve ser revisado para algo em torno de R$ 150 bilhões.

Avançar

Ricardo Coutinho comentou ontem em Campina, sobre a eleição local para prefeito, que o PSB percebeu “que na construção política é preciso dar um passo a mais e apresentar alternativas”, o que remete à necessidade de mais de uma candidatura a prefeito no âmbito das oposições.

Defasagem

RC disse, em entrevista à Rádio Campina FM, que é constatável que a cidade está “atrasada na produção de novas políticas públicas”.

Cutucada

O governador disse que a recente filiação do deputado Ricardo Marcelo (seu desafeto político) ao PMDB foi uma espécie de “provocação por tabela, e não apenas isso”.

Atalho

Ainda conforme RC, “se você tem um aliado, quando você trás adversários desse aliado, pessoas que tiveram e terão uma postura de confronto e de desconstrução, a população vê claramente que se busca outro caminho”.

O mistério…

Ricardo derivou ao ser perguntado, por este colunista, acerca do que planeja para 2018 – concluir o mandato ou disputar uma cadeira no Senado.

… Permanente

“Eu tenho um bom tempo”, observou, para acrescentar que “política sem combinar com o povo não dá mais certo. Não tem mais pactos das elites”.

Dubiedade

O socialista aprofundou o seu desapontamento com o PMDB, enfatizando que o partido “se coloca como aliado nosso, mas que efetivamente tem se constituído, em várias partes do Estado, como opositor do projeto do qual – teoricamente – ele faz parte. Eu lamento muito isso”.

Sem contrapartida

“Eu dei e dou ao PMDB espaços importantes dentro da gestão, e acho que tudo na vida tem que ter mão dupla”, acrescentou.

Dessa água…

O ´mago´ descartou completamente qualquer possibilidade de composição com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) nas eleições deste ano.

… Não beberei

“Vamos ganhar as eleições. Cida Ramos será a prefeita. A gestão da Capital é muito ruim”, fustigou.

A partida vai começar

“Ninguém joga sozinho o jogo. Se alguém não sabe disso, precisa se antenar. Vai chegar o momento que nós vamos jogar. E haveremos de jogar com quem queira estar com o projeto”, sublinhou Ricardo.

Recado claro

O governador afirmou que nas eleições deste ano em Campina apenas subirá no palanque do PSB, que tem como pré-candidato o deputado–presidente Adriano Galdino, descartando, por conseguinte, um apoio explícito ao ex-prefeito Veneziano (PMDB).

– Vou subir no palanque do meu candidato. Se eu botar uma perna num canto e a outra noutro, vou terminar ´abrindo escala´ – acentuou figurativamente RC.

O PMDB/CG mantém até a convenção a aliança com o ´mago´?...

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Palanque

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