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Arimatéa Souza

sábado, 31/08/2019

O ´mago´ detona ´fogo amigo

Cerimônia

A concorrida solenidade de posse do promotor de justiça Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho para o 2º mandato à frente da Procuradoria Geral de Justiça – noite de quinta-feira no Espaço Cultural, em João Pessoa – teve como primeiro orador o procurador de justiça Alcides Jansen.

Quase a…

Ele realçou, inicialmente, a “histórica aprovação” do escolhido perante o MP da Paraíba, com 90% de endosso para o novo mandato.

Unanimidade

“Talento é o segredo desse sucesso”, grifou, para emendar: “Talento para o diálogo, com a força do argumento; talento para despir-se de qualquer forma de arrogância”.

Comedido

Jansen observou para os presentes que Francisco emprega “cautela com as palavras e as suas consequências”.

Missão

O orador realçou que o MP tem “gigantescos compromissos sociais”, e que “retaliações, ameaças e até retrocessos” fazem parte de nossa atividade”, assim como “o combate sistemático” à corrupção.

Avançar

“Todos precisamos fazer ainda mais, tonificando as diversas áreas de nossa atuação, marcadamente a do combate à corrupção sistêmica que afronta os homens e mulheres de bem deste país”, afirmou Jansen.

Sem generalizar

Ainda nesse item do combate à corrupção e à improbidade administrativa, Alcides Jansen pontuou que, no caso da classe política, ”é preciso não estigmatizar nenhuma classe genericamente”.

Aclamado

Em nome da Associação dos Promotores e Procuradores de Justiça, Márcio Gondim do Nascimento acentuou que a recondução de Seráphico significou “uma aclamação rara dos demais colegas”.

Inoculação

O reconduzido procurador geral – avançou Márcio – “trouxe para o MP o espelho da dedicação”.

Pé no chão

“Seráphico – prosseguiu – é um ´realista esperançoso´, na invocação à célebre expressão do escritor paraibano Ariano Suassuna. É assim que ele se vê”.

Vidraça

Conforme o promotor, “o MP hoje em dia é muito mais atacado por seus acertos do que por seus erros”.

Dimensão

No seu discurso de posse para o novo mandato, Francisco Seráphico começou registrando que tinha “plena consciência da responsabilidade ampliada”.

Unidade

Ele citou que o referendo do governador João Azevedo ao resultado da eleição prévia feita dentro do Ministério Público “espelhou a vontade da classe”.

“Essa eleição traduziu um sentimento de união de nossa instituição”, adendou.

Antenado

Após atestar que “amadurecemos como instituição”, o procurador geral frisou que é preciso estar atento “às exigências do permanente aperfeiçoamento”.

Aproximação

Seráphico destacou que as novas tecnologias estão “repartindo o poder dos meios de comunicação de massa com os indivíduos”, e que o MP precisa “estar mais aberto à sociedade e menos burocrático”, o que requer “uma estrutura ainda mais aproximada” com a população.

Intermediador

“É preciso saber ouvir e saber analisar para construir as opções”, proclamou o procurador geral, para afirmar em seguida que “defendo com ênfase que o MP assuma de modo mais efetivo a função de mediador de conflitos, inclusive na área criminal”.

Razão de ser

Na parte final de seu discurso, Francisco Seráphico enfatizou que “há muito de humanidade nessa instituição”.

“O MP não é – e nem pode ser – um fim em si mesmo, mas um instrumento de cidadania”, arrematou.

Relevância

No último pronunciamento da solenidade, João Azevedo elogiou a atuação do MP, “um dos pilares de nosso sistema democrático”, que conquistou desde a Constituição Federal de 1988 “plena independência por sua atuação em favor do interesse público”.

Mão dupla

O governador citou que “o respeito mútuo tem conduzido nossas relações e decisões”.

Com rumo

Azevedo aproveitou a ocasião para falar sobre a sua administração: “A Paraíba se mantém firme em sua gestão fiscal e de pessoal (…) Sabemos onde estamos e para onde vamos”.

Sábado é dia de poesia

“… O céu da ilusão que não se acaba/ A música do vento que não para/ Será que a luz do meu destino/ Vai te encontrar…” (Fagner, que esta semana concedeu uma longa e intimista entrevista à TV Itararé, no programa Ideia Livre, que será reapresentado às 15 horas deste domingo).

Estilo

Ricardo Vieira Coutinho, via de regra, não fala por impulso. Escolhe a conveniência do instante para dar relevo ao que pensa ou ao que pretende propagar.

Alocução

No dia de ontem, RC falou à ´Correio FM´ de Campina Grande, a pretexto de convidar o público para o evento ´SOS Transposição´, marcado para este domingo na cidade de Monteiro.

Réplicas

O espaço radiofônico serviu também – ou principalmente – para ele responder, sem verbalizar nomes, às declarações e comentários de duas lideranças proeminentes de seu partido no Estado – João Azevedo e o deputado-presidente Adriano Galdino -, que, por antecipação, avisaram o não comparecimento ao evento acima referido.

Leia trechos do que RC disse.

Transposição…

“Obra paralisada há quatro anos, faltando menos de 10 quilômetros de canal (Eixo Norte). É um prejuízo enorme.

… Parada

“Eu não falo de água só para beber, mas desenvolver economicamente a região e mudar o perfil econômico das comunidades.

Evento

“Esse grito (em Monteiro) parte dessa necessidade. Não é um ato convocado por Ricardo Coutinho, mas por inúmeras pessoas e movimentos sociais. Eu apenas estou no meio porque acredito que o Nordeste precisa se unir.

Calamidade

“Todos os açudes do Cariri – Poções, Camalaú, Sumé e Congo – estão no ´volume morto´, entre 4% e 6%. O racionamento d´água voltará nos próximos dias ao Cariri. As bombas estão desligadas desde fevereiro.

Regularidade hídrica

“Temos que transformar a transposição num cotidiano, para o desenvolvimento das regiões.

Ausências

“Cabe a cada um definir se participa ou não. Quem sou eu para dizer a um deputado, senador ou governador se vai ou deixa de ir?!

“Aguado”

“O ato é daqueles que acreditam na luta do povo pela transposição. Tem gente que não acredita e prefere não ir. Tem gente que prefere vir com um discurso aguado, azedo, amorfo, questionando se é um ato técnico ou político. A transposição não tem problema técnico, mas político.

Ir ou não

“Essa discussão, sinceramente, é conversa para boi dormir; conversa de quem não quer ir.

Disfarce

“Como é que alguém é político e renega a política? Não age com seriedade quando faz dessa forma. Ao mesmo tempo, você busca toda forma de argumentos para esvaziar o ato.

A que se destina?

“Tem gente que prefere que o povo seja escravo de uma lata d´água; de uma ´carrada´ d´água, que dá muito voto, e permanentemente. Dentro da política tem isso.

Inconsistências

“Estão criando teorias conspiratórias e diversionistas.

Ida do governador

“A pergunta tem que ser feita ao governador, se ele vai ou não vai. O convite é público (…) É preciso coragem para defender a Paraíba.

Relação com João

“Das vezes que o governador me chamou, eu me fiz presente.

Bolsonaro

“Governo que todo dia produz bizarrices e esquece de governar.

O que faz?

“Eu voltei a ser um militante. Eu disse isso várias vezes, que é o que eu sempre fui.

Crise no PSB/PB

“Vou esperar que o presidente nacional do partido (Carlos Siqueira) possa definir essa situação”.

´Meu erro´

Ainda Ricardo Coutinho: “Se as eleições fossem hoje, eu iria disputá-las (para o Senado). Não é uma questão de arrependimento”.

Qual a distância atual entre João e Cartaxo?...
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