Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

sexta-feira, 14/04/2017

O ´lava pés´ profano

´Peixes menores´

Os executivos da empreiteira Odebrecht contaram ter pago valores menores, na casa de R$ 100 mil, como doação de campanha para deputados estaduais e prefeitos, para garantir que poderiam ingressar no setor de saneamento, em Estados como Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Paraíba, conforme destaca o ´Estadão´.

Intransigência

Na sua pregação na missa dos ´Santos Óleos´, na manhã de ontem, o arcebispo eleito da Paraíba (ainda respondendo como administrador diocesano de Campina Grande), Dom Manoel Delson, observou que “estamos vivendo uma época de intolerância religiosa”.

Por aqui

“Não precisamos ir ao Oriente para saber disso. No Brasil, as ameaças ainda são brandas, mas são constrangedoras. Não podemos aceitar que a nossa fé seja desfeita”, avançou o arcebispo.

Cruz

Dom Delson apelou para que “não fujamos da cruz de Cristo, a cruz do serviço. Ela nos liberta, abrindo caminhos para a ressurreição”.

O detalhe

Essa referida celebração serve para a renovação dos compromissos sacerdotais de todos os padres diocesanos.

Conclamação

O arcebispo apelou aos padres por “mais compromisso, mais reflexão. Precisamos corresponder às expectativas do nosso tempo. Atendendo bem às pessoas que nos procuram”.

Agenda

A despedida de Dom Delson da Diocese campinense foi marcada para o dia 18 de maio, às 19h30, em celebração na catedral.

Sem presunção

Já em Roma, o papa Francisco afirmou que “a evangelização não pode ser presunçosa. Não pode ser rígida a integridade da verdade. Esta integridade suave dá alegria aos pobres e reanima os pecadores”.

Fala Temer

“Eu não tenho medo dos fatos. Nunca tive. O que me causa repulsa é a mentira”.

Sobre as delações de ex-executivos do Grupo Odebrecht, que envolvem o seu nome.

Sem precedentes

Nunca tinha participado, em meus já longos anos de atividade jornalística, de uma solenidade tão tosca como a ocorrida ontem, na cidade de Barra de São Miguel (distrito de Riacho Fundo), em torno do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.

Sem luar

Em função do atraso na chegada do ministro, e da falta de qualquer estrutura e/ou organização no local, a visita à passagem das águas aconteceu já à noite e no escuro, com a água já tomando conta do local (em terra firme) escolhido.

Um ´lava pés´ caricato.

Como é possível

Somente os caprichos da política e a compulsão midiática dos que a protagonizam podem imaginar – e vivenciar – as grotescas cenas de ontem.

 

Ao Deus dará

Quem se apegou ao horário anunciado pela assessoria ministerial e chegou um pouco antes ao local pode registrar o abandono ao qual está relegado o leito do Rio Paraíba: incontáveis árvores, bancos de areia e detrimentos de toda ordem em profusão.

Sem concretude

Ao que tudo indica, o compromisso do Estado de providenciar a limpeza do Rio – alinhavado pelo Ministério Público Federal – ficou no terreno das promessas.

Ah sim

Para não profanar ainda mais a Sexta-feira Santa, o noticiário político da visita do ministro fica para a edição de amanhã.

Dilma

“É mentira quaisquer situações ilegais que pudessem envolver a Odebrecht e seus dirigentes, além dos integrantes do próprio governo ou mesmo daqueles que atuaram na campanha da reeleição”.

Ex-presidente, em nota.

Reeleição

O TRE/PB pautou para a sessão da próxima 2ª feira a apreciação do processo eleitoral remanescente de 2014, e que diz respeito às denúncias contra o então candidato a governador Ricardo Coutinho (PSB), envolvendo a PB-Prev.

A relatoria está com o desembargador Romero Marcelo da Fonseca.

Escancarou

“No tempo da reeleição se abriu as comportas da previdência estadual”, grifou ontem o advogado Harrison Targino, da coligação oposicionista, liderada pelo então candidato a governador Cássio Cunha Lima.

Agora é Lula

“Não sei o que vai acontecer comigo, mas estou na disputa e vou provar que este País pode voltar a ser feliz”.

Sobre as delações de pessoas do Grupo Odebrecht.

Preço salgado

É curiosa – para não dizer capciosa – uma recente licitação promovida pelo DNIT (antigo DNER) para renovar a mobília de algumas de suas unidades.

As cadeiras de escritório adquiridas (foram 133) custam individualmente R$ 8.200.

Descrição

Eis a especificação exigida para a cadeira: “Apoia-cabeça injetado em espuma de poliuretano flexível, no mesmo revestimento do assento, e com encosto com regulagem de movimento angular. Braços reguláveis na altura, liberado por alavanca deslizante, e na abertura através de manípulo”.

´Taxa de participação´

No turbilhão de denúncias decorrentes da divulgação das delações do Grupo Odebrecht existe 76 inquéritos abertos, sendo que 31 tratam de cobrança de propinas (40%).

Esses pedidos de propinas somariam, por baixo, R$ 190 milhões.

E ainda faltam as delações das demais empreiteiras...