Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

sexta-feira, 27/05/2016

O impasse do vice

O ´DNA´ das nomeações

O PT, o PSDB e o PMDB lideram o número de filiados indicados para ocupar cargos de comissão no governo federal, segundo relatório aprovado pelo Tribunal de Contas da União, relativo ao ano passado e divulgado pelo jornal Folha de São Paulo.

O documento aponta que foram encontrados 2.444 filiados a partidos políticos em cargos de comissão do executivo federal.

O PT, que estava no governo no momento do levantamento, tinha 13,6% dos indicados políticos. PMDB com 10,98% e PSDB com 9,64% de filiados.

Inconclusiva

Não houve definições na reunião que dirigentes do PT em Campina Grande promoveram, anteontem, com o deputado e prefeitável Adriano Galdino (PSB).

Resgate

Para quem não assistiu a entrevista do deputado Rômulo Gouveia, presidente do PSD/PB, esta semana, ao programa ´Ideia Livre Política & Economia´ (às 22 horas das terças-feiras, na TV Itararé), segue uma síntese de suas declarações.

Câmara Federal

“A Câmara é o retrato da sociedade. Na verdade, nós vivemos num Brasil de vários brasis, com várias realidades (…) Estamos vivendo uma grave crise no parlamento.

Estancou

“A reforma política é uma decepção muito grande (…) O que se votou no Congresso Nacional foi extremamente decepcionante (…) Quando chega para votação, começam os interesses a serem contrariados. E aí termina não se votando absolutamente nada.

Flexibilidade

(o PSD deixou o Governo Dilma e entrou no Governo Temer num intervalo de poucas horas) “Não foi só o PSD. Aconteceu com o PP, com o PR e o próprio PMDB. Na verdade, é um momento diferente na política.

Rachado

“No caso do PSD, em que pese ter apoiado a reeleição da presidente Dilma e fazer parte do governo, uma boa parte do partido não acompanhava o governo. E se tentou buscar uma posição única do partido. O próprio Michel Temer buscou essa composição para garantir esse momento de transição.

Hesitou…

(na votação do impeachment?) “Pessoalmente não. Eu tive muita preocupação com a posição partidária. Tenho guardado uma lealdade muito grande, até por ser vice-líder e por minha ligação muito forte com o presidente (do PSD) Gilberto Kassab. O PSD dividido era ruim para todos (…) E a Paraíba toda sabe que eu nunca tive ligações políticas com o PT, sempre combati o seu modelo e práticas políticas (…) Não tive nenhuma dificuldade de me posicionar, com muita firmeza e coragem.

Base politica

“Nós só vamos ter a convicção da composição que Temer formou quando chegarem as reformas no Congresso Nacional. Vamos ver quem vai ter coragem, porque teremos matérias que vão contrariar interesses.

Duro na queda

“Eduardo Cunha é forte porque ele ocupava um cargo importante, conhece a Câmara e o regimento. Ele também tem uma base política. Ele criou um grupo de parlamentares que mata e morre pelo projeto de manutenção de Eduardo Cunha.

Secretário

(na PMJP) “Foi só especulação. O convite, obviamente, eu ficaria muito honrado. Num momento muito delicado para o País, seria muito constrangedor para mim deixar o mandato.

Ministro de Dilma

“Fui convidado para ser ministro do Turismo, e não aceitei. Não aceitei porque o momento político não era interessante, às vésperas do processo de afastamento da presidente.

Reaproximação

“Eu tenho o maior respeito pelo senador José Maranhão. Em 1998 eu defendi muito o apoio a Maranhão, que era a chapa Maranhão/Ivandro (Cunha Lima). Em 2014, eu fiz dobradinha com ele (JM disputou o Senado) em vários municípios. O que eu defendo é a união da Paraíba.

Com Veneziano?

(aproximação) “Eu acho que, a preço de hoje, não. Pelo enfrentamento local. Em relação a Veneziano a grande dificuldade é a questão local, e não pessoal (…) Ninguém sabe, diante de um contexto desse (aproximação do PMDB com o PSDB na Paraíba) se Veneziano continuará no PMDB. Ele não é obrigado a ficar no partido, se não concordar com a aliança. Ele é quem tem que responder (…) Nas eleições municipais não se concretizará esse aliança com o PMDB (em CG).

Tratamento

(já trata Maranhão como futuro aliado?) “Acho que sim, já.

Abrandamento

“Nunca houve nada no campo pessoal entre Cássio e Maranhão. Foi sempre um embate político.

O ´poeta´ aceitaria?

“Assimilaria. Ronaldo Cunha Lima, quem conheceu e conviveu com ele, sabe que ele não guardava mágoas. Eu tenho certeza de que Ronaldo não teria nenhuma dificuldade para uma reaproximação com o senador Maranhão”.

Aliança em JP

(com o PSDB) “Eu não participo desse processo na Capital, para não ter constrangimento. Eu sou eleitor em Campina. É muito melhor o prefeito Luciano e o presidente (municipal do PSD) Lucélio (Cartaxo) para conduzirem com autonomia, como eles têm.

Desvinculados

“O processo de João Pessoa não tem nada a ver com o de Campina. Nesse último caso, a coligação já está acertada com o PSDB (apoio a Romero Rodrigues).

Cartaxo com RC

(por hipótese, aliança do prefeito com o governador) “Não teria nenhum problema (…) A minha relação com Luciano é de muita confiança.

Sina

“Parece que a maioria dos governos (estaduais) não gosta de Campina. O próprio Cássio governador, ainda tinha auxiliares do governo que aqui e acolá preteriam determinados interesses da cidade.

Vice em Campina

“Existe a dúvida porque não é normal uma chapa ´puro sangue´ (prefeito e vice do mesmo partido).

 

O fardo da vice

(Ronaldo Filho se identificou com o cargo?)

“Vice não precisa se identificar. Vice é um eventual substituto. É um mandato fictício. Você só atua se for chamado, você não tem atribuição específica. Ronaldo Filho tem exercido (o mandato) com discrição; não tem atrapalhado o prefeito. Ele tem sido comedido. Se ele não ajudou, não tem atrapalhado”.

Gim Argello se socorre da Paraíba...
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