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Arimatéa Souza

quarta-feira, 20/11/2019

O ´calo´ de Lula

Fronteira

Com a prudência habitual, a vice-governadora em exercício Lígia Feliciano (PDT) tem passado, renovadamente, ao largo da crise no PSB da Paraíba, que acaba resvalando inevitavelmente na administração estadual.

“Acho que temos que ter o respeito partidário, e sobre as questões políticas internas eu não me pronuncio, porque os assuntos partidários são de cada legenda. Temos todo o respeito quanto às questões partidárias do PSB”, lapidou Lígia.

 

Sem evolução

A vice registrou ainda, durante entrevista, que “ouvi da boca do governador (João Azevedo) de que ele era do PSB e continuaria lá, e que não tinha se pronunciado a respeito da mudança de partido. Da parte do PDT não houve nenhum diálogo a esse respeito”.

Adesões

De acordo com dados do governo federal, mais de 823 mil e 300 trabalhadores já optaram pela modalidade ´FGTS Aniversário´, que assegura um repasse anual de parte do saldo existente no Fundo, mas inviabiliza o saque total e imediato na eventualidade de demissão sem justa causa.

No ´encalço´

O deputado estadual Cabo Gilberto (PSL) tem se movimentado nos bastidores – inclusive brasilienses – para ficar com o comando na Paraíba do partido que está sendo criado pelo presidente Jair Bolsonaro (Aliança Para o Futuro).

Adiamento

Fico para a próxima 2ª feira a posse do deputado Tovar Correia Lima (PSDB) na Secretaria de Planejamento da prefeitura campinense.

Olha a fila

O deputado Doda de Tião (PTB) licenciou-se por 121 dias da Assembleia Legislativa, abrindo espaço para o suplente (e ex-deputado) Trócolli Júnior (Avante).

Reta final

A CPI dos Combustíveis da Câmara campinense está anunciando para a 1ª quinzena de dezembro a entrega de seu relatório final.

Garimpo

O ex-ministro e ex (?) presidenciável Ciro Gomes (PDT) – que esteve visitando esta semana a cidade de Cajazeiras (PB), para proferir palestra -, concedeu recentemente uma longa entrevista ao jornal espanhol El Pais.

Vale a pena destacar algumas de suas declarações. É o que segue.

Na surdina

“Por baixo da mesa, governadores do PT, sem exceção, trabalharam pela reforma da Previdência.

Petistas

“Eles viraram enganadores, sem escrúpulo de nenhuma natureza (…) Há uma tensão dentro do PT. Na medida em que Lula sai da cadeia, essa tensão fica um pouco mais clara. Lula é o dono do partido, é o caudilho. Agora solto, as pessoas cobram o custo dessas contradições.

Claque

“O que está corrompendo mais gravemente o Lula não foi deixar o poder subir à cabeça, lotear o Governo todo para subornar gente para seu projeto de poder. O que mais corrompe o Lula é a bajulação, falta absoluta de ´semancol´, de qualquer aconselhamento ou reparo de sua circunstância. Está cercado de bajuladores.

Injustificável

“O Brasil tem o sistema tributário mais regressivo do planeta. Se isso for verdade, como é que se mantém um sistema regressivo desta profundidade depois de 13 anos de Governo autorreferido de esquerda?

O ´pai da crise´

“A crise econômica mais grave da nossa história foi produzida pelo Bolsonaro? Foi produzida pelo Michel Temer? Foi pelo PT. A Dilma era escolha do Lula.

Interrogação

“Existiria o bolsonarismo sem as escolhas do Lula? A gente não pode ser contra o Bolsonaro sem entender as causas, porque o Bolsonaro é descartável.

Iguais

“O petista fanático não é racional. Ele é um bolsominion, de sinal trocado. Igualzinho, rigorosamente. Para eles, Lula pode andar pelado, bater na mãe, que eles defendem.

Sem respeito

“Que importa que eu tenha sido aliado por 21 anos, e Lula chorando dizer que fui o amigo mais leal a ele, no escândalo do mensalão. Sabe o que eles fazem? Recrutaram da escória da direita brasileira a serviço da esquerda para fazer esse trabalho, e trucidaram a dignidade da Marina Silva, do Plínio de Arruda Sampaio (ex-presidenciável do PSOL). Mas eles não vão me empurrar para a direita.

Cúpulas

“As elites empacotaram (Fernando) Collor de Mello, um corrupto ancestral, como um moralista. Culpa das elites. O mesmo que fizeram com Bolsonaro, que é um amoral, e corrupto, na dimensão que pôde.

O imponderável

“Nenhum de nós dava um centavo furado pela eleição do Bolsonaro. Representava o antipetismo tosco, uma persona política tão absurda. Achávamos que íamos triturá-lo no debate. Aí leva uma facada. Pronto.

Presságio

“Vejo que teremos uma crise tão grave – que já estamos na verdade – tão profunda e complexa, com poder de combustão tão grande, e com reviravoltas tão espetaculares, que quem fizer uma aposta no futuro do Brasil é um descuidado.

Aproximação

“Com Rodrigo Maia (DEM-RJ, presidente da Câmara Federal) só tenho tido alegrias, ele está fazendo história. A gente não precisa ter afinidade, precisamos ter confiança. Diferente do Lula.

Inconfiável

“Lula (o que promete) de manhã não serve de tarde, é um enganador profissional. Aí sistematizamos conversa com PSB, Rede e PV. Reunimos os líderes, todos os dirigentes e combinamos uma dinâmica. Onde um de nós quatro tiver mais chance os outros três apoiam.

Luciano Huck

“Eu sou contra estagiário na Presidência da República, não interessa se pela direita ou esquerda. Presidência da República é para profissional treinado.

Eduardo Bolsonaro

“Ele é um boçal, opinião dele e tolete de esterco é a mesma coisa.

Sai pra lá

“Com esta burocracia do PT não quero nem ir pro céu.

Marionete

“O coitado do (Fernando) Haddad é saco de pancada e matéria para qualquer uso. E se submete a esse tipo de coisa. O Lula está dando corda ao (Guilherme) Boulos (do PSOL). É um filme velho que eu conheço.

Retórica

“Quantas vezes ele (Lula) disse ‘você é meu candidato, o único cara que foi leal comigo. O resto só quer me explorar’… aos prantos com dona Marisa, Patrícia Pilar, minha ex-mulher, com os filhos, a gente jogando baralho.

Extremo

“Estou preocupado com o Brasil como nunca estive na minha longa vida pública”.

Reforma da Previdência

Ainda Ciro: “Quando eu disse que seria a maior ressaca brasileira ninguém ouviu. Ela é injusta, e não reforma. Ajuste muito transitório. Daqui a três anos o Brasil estará falando em reforma da Previdência de novo. O problema é o sistema, é o modelo (…) Quando nós montamos o sistema de Previdência no Brasil havia 8 trabalhadores ocupados para financiar um aposentado que tinha expectativa de vida de 60 anos. Hoje temos menos de 1,5 trabalhador para financiar um aposentado com expectativa de vida de 73.

– O mal que faz ao país é o pensamento de esquerda não olhar nada disso. Esse regime não funciona mais. Você tem de discutir um regime de capitalização. Mas não esse regime ao modo (Paulo) Guedes, de estabelecer uma experiência ruinosa que não funciona em nenhum lugar do mundo (…) Tem de ser um sistema público sob controle dos trabalhadores. Dado que a previdência tem um déficit, você tem a necessidade de não dispensar nenhum centavo – acrescentou.

O PT em Campina está com João Azevedo ou Ricardo Coutinho?...
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