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Arimatéa Souza

sexta-feira, 18/09/2020

O ´balão´ do PDT em Campina

Passe livre

A assessoria jurídica do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciou o ingresso no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de habeas corpus para que sejam relaxadas as medidas restritivas impostas à sua locomoção pelo Judiciário da Paraíba e mantidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

´Isonomia´

O argumento é a necessidade de o socialista, agora na condição de candidato a prefeito, ter ´paridade´ de tempo na campanha em relação aos seus concorrentes.

Restrições

Entre as medidas vigentes, uma obriga que Ricardo, das 20 horas até as 5 horas da manhã do dia seguinte, esteja recolhido ao seu domicílio.

Horário nobre

Entre outras consequências, isso implica a não participação na maioria dos debates televisivos.

‘Pulo’

É importante salientar que a defesa de RC optou por ´queimar etapas´ no percurso Judiciário e decidiu recorrer diretamente ao STF, ao invés do caminho natural, que seria o STJ.

Destinatário

No STF, os seus recursos serão sempre julgados inicialmente pelo ministro Gilmar Mendes, que é o provento (receptor natural) de todas as demandas inerentes à Operação Calvário.

Desmonte

Enquanto sua assessoria busca que RC esteja ´livre, leve e solto´ na campanha, o ex-governador mergulhou numa pesada briga com setores do PT, por ter conseguido, através da cúpula nacional, uma intervenção no partido em João Pessoa, que implicou na reforma das deliberações da convenção municipal, na eliminação da candidatura a prefeito de Anísio Maia e na coligação com o próprio socialista.

Visibilidade

Na verdade, RC não tem a ingenuidade de esperar apoio e envolvimento da militância petista.

O seu objetivo é claro como o sol: o volumoso tempo do PT no guia eleitoral gratuito no rádio e na TV.

Embasamento

Com base numa Resolução partidária clássica da direção nacional do PT, praticamente reeditada a cada pleito, o diretório nacional atendeu às súplicas de Ricardo.

Última palavra

A normal aludida estabelece que nas cidades com mais de 200 mil eleitores, a palavra final das alianças será dada pela direção nacional.

Retrovisor

Há poucos dias, essa norma foi aplicada em Campina Grande: o diretório municipal deliberou em encontro pelo apoio ao deputado Inácio Falcão (PCdoB) e houve um recurso à direção nacional, que sustou a coalizão.

Permuta

A cúpula petista só referendou a decisão local do partido quando a direção do PCdoB garantiu, para JP, a reciprocidade do apoio recebido do PT em Campina.

Vai reagir

“Politicamente já vencemos. Temos toda a garantia e segurança de que estamos no caminho certo. Tenho uma história de luta e resistência, já enfrentei a ditadura, o autoritarismo e mil e uma dificuldades na minha vida”, comentou Anísio, que promete recorrer da decisão da instância partidária máxima, sem deixar explícita a contestação via Judiciário.

Protesto

Para o petista, “estão querendo nos substituir por um político totalmente desmoralizado (Ricardo). Não vamos aceitar essa arrogância. É um político fragilizado, sem coerência, sem legitimidade”.

Risco

Ainda conforme o deputado, “nós estamos sentindo que nossa legenda está sendo submetida a uma violência. Há uma possibilidade de tomarem a nossa legenda”.

Analogia

“Fizemos nossa convenção de forma democrática, bonita e, de repente, quando os jogadores já estão tomando banho no vestuário, vem o juiz mandar jogar de novo. Isso é uma violência”, protestou Maia, acusando o ex-governador de não gostar de debates, “de dividir responsabilidades, nem de ouvir as pessoas”.

´Ouvido de mercador´

Anísio recordou que o diretório do PT/JP “chamou várias vezes essa pessoa (RC) para debater o processo eleitoral e ele se recusou, ficou no escuro, fez chantagem ao diretório nacional”.

Invenção

“Ele (RC) inventou uma briga com João Azevêdo e quase destruiu o partido dele, o PSB, que hoje é fraco em João Pessoa e na Paraíba. Esses métodos autoritários, radicalizados, esquecendo os filiados, não levam nenhum partido de esquerda a crescer. A gente não ia passar a vida toda votando nele”, desabafou o candidato petista.

Resistência

Anísio afirmou enfaticamente que “nós vamos resistir. Não aceitamos um candidato imposto, não nos submeteremos. Acho muito difícil que haja uma liderança do PT que seja (candidato a) vice dessa forma impositiva”.

Enfrentamento

Quase simultaneamente aos desabafos do prefeitável, a presidente do PT/JP, Giucélia Figueiredo, divulgou uma Resolução assegurando a manutenção da chapa Anísio e Percival Henriques (PCdoB) a vice-prefeito.

Entre nós

Um Jair Bolsonaro ´paz e amor´ desembarcou ontem na Paraíba (Coremas), mas conservando a sua ´insubordinação sanitária´: sem o uso de máscara.

Número 1

Não fez declarações polêmicas, salvo uma escapada na área da ecologia: “O Brasil é o País que mais preserva o meio ambiente”.

Aposta

No rápido pronunciamento, o presidente registrou que “cada vez mais nosso governo acredita na iniciativa privada; não é fácil investir e empreender no Brasil ainda”.

Obviedade

Uma antológica (apesar de óbvia) frase do lendário ex-presidente do Corinthians, Vicente Mateus, virou uma máxima perene no universo do futebol: “O jogo só quando termina”.

Conversão

Adequada ao mundo movediço da política, a frase fica mais ou menos assim: apoio partidário decidido em convenção só é pra valer quando registrado na justiça eleitoral.

Só formalidade

Na tarde da última quarta-feira, o PDT em Campina Grande instalou a sua convenção para homologar algo amadurecido e até comunicado: a opção pelo prefeitável Inácio Falcão (PDT).

Migração

Pouco mais de 24 horas depois da convenção, eis que surgiu a informação, na noite de ontem, que a legenda comandada pelo deputado Damião Feliciano derivou em silêncio para apoiar a prefeitável Ana Cláudia (Podemos), a opção do governador na cidade.

Em domicílio

“Vim aqui (na casa do casal Veneziano/Ana Claudia) para, com muita satisfação e com muita alegria, comunicar a decisão que formalizamos na nossa convenção, de apoiar o melhor projeto para Campina, representado pela candidatura de Ana Claudia”, afirmou Gustavo Feliciano, que acumula a presidência municipal do partido com o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico no Estado.

Mobilização

A retórica pulsou ainda mais forte: “Vamos arregaçar as mangas, o deputado Damião, a vice-governadora Lígia, todos nós, para trabalharmos juntos e unidos em nome de uma Campina Grande melhor”, reforçou Feliciano.

Alcance

Na verdade, é um apoio meramente institucional, porque o PDT praticamente abriu mão da disputa majoritária na cidade.

Por conta própria

Ao PARAIBAONLINE, posteriormente, Gustavo explicou que o ´cavalo de pau´ eleitoral ocorreu “em nome do alinhamento com o governador João Azevedo”, opção feita unilateralmente pelo PDT.

Como o coronavírus 'conviveu' com as convenções?...
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