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Arimatéa Souza

terça-feira, 05/02/2019

O ´anestésico´ de João

´Atestado médico´

O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) informou à mesa diretora da Câmara campinense que não poderá comparecer hoje à abertura do ano legislativo, devido a problema de saúde (virose).

Ele acertou com a vereadora-presidente Ivonete Ludgério (PSD) que em breve comparecerá espontaneamente ao Legislativo par prestar contar do ano administrativo de 2018 e projetar o que será realizado no ano que começa.

Nem esquentou

Os trabalhos em plenário na Assembleia Legislativa foram suspensos ontem após a solene abertura do período ordinário, diante da cobrança da deputada Cida Ramos (PSB) para que seja assegurada a sua mobilidade em plenário.

Segregada

Segundo ela, a tribuna da Casa a impede de olhar para as pessoas presentes, como também é impraticável o seu deslocamento até esse local diante dos batentes existentes.

Previsível

A suspensão foi estimada em 15 dias. Não custa citar que Cida foi eleita na primeira semana de outubro do ano passado – ou seja, todos sabiam de sua presença em plenário.

Esquecimento

Por outro lado, faz poucas semanas que houve a inauguração festiva das amplas e milionárias reformas feitas na ALPB, inclusive, com a visita às obras da própria Cida.

Objetivo…

Parte da bancada de oposição entendeu que a parlamentar do PSB poderia temporariamente usar os microfones da bancada para se pronunciar ou que a Assembleia poderia funcionar provisoriamente noutro local.

… Oculto

E que a suspensão teria a finalidade de ´esfriar´ o ambiente político devido às denúncias feitas contra a administração estadual.

Devassa

Antes mesmo da solenidade de abertura do ano ordinário na ALPB, o bloco de oposição – que passa a ser liderado pelo deputado Raniery Paulino (MDB) – mostrou ´as suas garras´ através do deputado Walber Virgulino (PSL), que anunciou estar colhendo assinaturas para a instalação de uma CPI (comissão parlamentar de inquérito), com a finalidade de aprofundar a investigação que ronda a organização social Cruz Vermelha Brasileira, da região Sul.

Sair de cena

Walber também defendeu o afastamento dos dois secretários estaduais envolvidos nas denuncias contra a Cruz Vermelha (detalhes mais abaixo).

Nunca antes

“Na Paraíba nunca se instalou uma CPI com seriedade. E agora temos a oportunidade de passar a Paraíba a limpo. O povo da Paraíba reclama da saúde constantemente, e a gente sabia que tinha alguma coisa de errado, devido aos indícios de irregularidades”, justificou.

Conduta

“Temos que agir com coragem e responsabilidade. Ninguém está condenando por antecipação nem politizando a situação”, acrescentou Walber.

O detalhe

O deputado adiantou que conta com o endosso de 12 deputados para criar a CPI.

Colaboração

Na solenidade, o presidente da ALPB Adriano Galdino (PSB) enfatizou que o governador “pode ter absoluta certeza de que esta Casa será parceira” do Executivo.

Convergência

“Cada um de nós, com as nossas diferenças, com os nossos pontos de vista diferentes. Mas uma coisa nos une: o amor que temos à Paraíba”, adendou.

Sem delongas

Sabidamente não muito afeito às tribunas e aos discursos, João Azevedo (PSB) fez um discurso rápido para a tradição da cerimônia – cerca de 16 minutos –, limitando-se a repisar os feitos administrativos de oito anos da gestão socialista no Estado e pontificando a liderança desse processo do ex-governador Ricardo Coutinho.

 

Sem muita promessa

João foi comedido nos próximos passos do governo de ´continuidade´, dando ênfase às obras relacionadas aos recursos hídricos e à decisão de fazer com que o projeto Costa do Sol – infraestrutura turística para João Pessoa e outros municípios – “saia do papel”.

Versão

Discurso à parte, a grande motivação dos jornalistas era saber do governador a sua reação diante das denúncias contra a Cruz Vermelha (RS), que resvalam na administração estadual por força dos hospitais que ela administra.

Narrativa

“Na verdade, a investigação continua acontecendo. Primeiro, não se pode nem julgar nem condenar por antecipação. Os dois secretários citados na matéria (programa Fantástico do último domingo, com referências a Livânia Tavares, da Pasta da Administração, e Waldson Souza, do Planejamento) foram objeto de um mandado de busca para a recuperação de documentos que o Ministério (Público) entendeu fazer. Isso não significa, absolutamente, culpabilidade de quem quer que seja”, discorreu.

Contexto temporal

Segundo João, “não é dessa forma que se trata as coisas, até porque os fatos que levaram a essa decisão referem-se, por exemplo, ao fato de Waldson ter sido secretário de Saúde em 2011 e 2012. E ao fato de a secretária de Administração ter feito um trabalho de licitação à época da contratação. Ou seja, não se trata de dúvidas com relação ao trabalho feito pela Cruz com relação à Secretaria de Saúde”.

Ficam

Azevedo disse que “não há a pretensão” de afastar dos cargos os dois referidos secretários.

Interveniência

Ainda de acordo com o socialista, “o processo está sendo tratado como precisa ser tratado. O governo do estado não foi citado nem envolvido em nada. Nós tomamos providências, inclusive com a intervenção, para preservar o serviço que precisa ser prestado”.

Desvirtuamento

“Não está em discussão – sublinhou João – o modelo de contratação de OS (organização social), porque esse foi o modelo que tirou o Hospital de Trauma do caos que ele era em 2011 para a situação atual. É um hospital que presta, efetivamente, serviços à população de excelente qualidade. Feche aquele hospital que você vai ver o que vai acontecer com a saúde do Estado, principalmente da região metropolitana. A discussão não é essa. O modelo está correto”.

Dois…

Para o governador, “é preciso que se levantem algumas questões e a interventoria está levantando, para ver se há algum tipo de problema na relação entre a Cruz Vermelha e seus fornecedores. Não é a relação entre governo e Cruz vermelha”.

… Polos

“É entre a Cruz Vermelha e seus fornecedores, que o objeto dessa investigação que começou no Rio de Janeiro”, reforçou.

Afastamento

O governador disse que o servidor mostrado na reportagem recebendo uma caixa de embalagem de vinho (presumivelmente com dinheiro) pediu exoneração do cargo, “porque se sentiu incomodado diante da situação. E eu atendi prontamente”.

Sem temor

Sobre a eventual instalação de uma CPI, o socialista respondeu que “é uma decisão da Assembleia. O governo não tem nada com isso. Vejo com a maior tranquilidade”.

Falha na interpretação

João Azevedo concluiu que cabe ao Ministério Público, que conduz a investigação, “dar a devida resposta à sociedade. Eu nem ninguém pode antecipar resultado de investigação, que está acontecendo”.

– O governo não tem receio de qualquer tipo de investigação que se proceda de forma isenta. E não se pode confundir o valor que foi pago durante 8 anos a uma empresa prestadora de serviços como sendo o valor objeto de desvio – ressaltou.

O ´mago´ ainda não ´engoliu´ a eleição na ALPB...
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