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Arimatéa Souza

segunda-feira, 03/05/2021

“Não tem rendição”

Subsídio contestado

O advogado e ex-prefeitável Olímpio Rocha (PSOL) ingressou na Justiça contra o subsídio aprovado pelo Poder Público para o sistema de transporte público de Campina Grande, da ordem de R$ 1,8 milhão.

Ele alega que as empresas concessionárias do serviço público “não dispuseram nenhum benefício à população”, e têm permanecido “a superlotação e a falta de fiscalização. Mais de 80 ônibus seguem sem circular na cidade”.

Mágoa…

O polêmico ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, reapareceu no final de semana, nas redes sociais, magoado com o governo que serviu até pouco tempo.

… Publicizada

“Um governo popular, audaz e visionário foi-se transformando numa administração tecnocrática sem alma nem ideal. Penhoraram o coração do povo ao sistema. O projeto de construir uma grande nação minguou no projeto de construir uma base parlamentar”, escreveu o ex-ministro.

Vem aí

A direção nacional do PT vai lançar, durante a CPI da Covid, a ´TV PT´.

A intenção é tentar ganhar terreno na internet, meio em que “adversários bolsonaristas” lideram desde 2018.

Tem…

Ao ser indagado sobre a ´desconexão´ dos aliados do Democratas na Paraíba (governador João Azevedo) e nacionalmente (presidente Bolsonaro), o deputado federal Efraim Filho respondeu que não se trata de uma particularidade de seu partido.

… Companhias

“O PP de Aguinaldo Ribeiro, o PL de Wellington Roberto, o PRB de Hugo Motta e o próprio MDB de Veneziano também são partidos que fazem parte da base do governo e compõem as forças de Centro dentro da conjuntura do Congresso Nacional. É nessa linha que a gente tem discutido e tratado, e que deverá também acontecer na Paraíba”, argumentou o demista.

Da boca de…

… (Bolsonaro) está obcecado pela reeleição… Se ele não ganhar, ele não vai aceitar. E, se ganhar, não sai nunca mais…” (deputado federal Julian Lemos, PSL/PB, ex ´escudeiro´ do ´capitão´).

2ª feira filosófica

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”.

Antropólogo Darcy Ribeiro, já falecido.

No ar

Permanecem ´poucas luzes´ sobre as motivações para a recente (e antecipada) saída do professor Homero Rodrigues da superintendência do Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande.

Quem chega

O seu sucessor é o médico Mário Oliveira.

Da boca de…

“… Um tema importante é o retorno às atividades letivas. Os alunos precisam retornar às aulas…” (Marcelo Queiroga, ministro da Saúde).

Garimpo

Alvo de muitas críticas nas últimas semanas, de recorrentes especulações acerca de sua saída do governo, e também de muitos ´deslizes retóricos´ nos últimos dias, o ministro da Economia, Paulo Guedes, concedeu uma longa entrevista no final de semana ao jornal O Globo.

Vale a pena ler alguns trechos. É o que segue.

Ingenuidade

“Eu só estou recalibrando. Eu tinha uma fé um pouco ingênua de que tudo seria muito mais rápido e de que as transformações seriam muito mais profundas. Eu estou só recalibrando tudo um pouquinho para baixo, mas sem mudar em nada a direção, a esperança.

Luta ampliada

“Só está me dando mais resiliência. Estou tendo que lutar dez vezes mais do que eu pensei que fosse lutar. Porque a aderência é um pouco menor do que eu pensei. Mas sem reclamação. É a democracia. Nas horas críticas, o presidente sempre nos apoiou. E o Congresso reformista tem nos ajudado também. Eu acredito na dinâmica de uma grande sociedade aberta.

´Espelho meu´

“Sem falsa modéstia, eu sei que fui crucial em momentos decisivos. Eu tenho um senso de responsabilidade muito grande. Não só com a pessoa que confiou em mim, que foi o presidente. Mas principalmente com quem ele representa, que são 200 milhões de brasileiros.

Centralização

“A nossa velocidade de resposta à crise, a nossa capacidade de fazer uma política econômica integrada, tudo isso só foi possível porque tinha esse comando único na economia.

O que pesa

“O senso de responsabilidade e o compromisso com os brasileiros que estão lá fora são muito maiores que a preocupação de ficar bem na fotografia. É muito simples falar.

Legado

“Se tem gente que diz que eu fui avalista, tenho que ter um compromisso de entregar isso na próxima eleição do jeito que peguei. Eu peguei uma democracia e entregarei uma democracia. Peguei uma inflação alta e entregarei uma inflação mais baixa. Peguei o país crescendo 1% e o entregarei crescendo 3%. Peguei o país com 12 milhões de desempregados e o entregarei com dez.

Sem resultados

“É um negacionismo dizer que não temos plano, que não estamos fazendo nada, que promete e não entrega. Isso dói. Isso é uma falta de reconhecimento ao trabalho, uma negação de coisas que são autoevidentes e empíricas.

´Virar o jogo´

“Nós jogamos dois anos na defesa. Agora nós vamos para o ataque. Quais foram os dois anos na defesa? Controle na dinâmica de gastos do governo.

CPI da Covid

“Estamos em meio à pandemia. Isso é equivalente a fazer um tribunal de guerra durante a guerra contra o vírus. Para mim, é inédito. Você acha que a classe política vai sair bem disso? Foi o que eu sempre falei: subir em cadáveres para fazer política numa hora dessas… Acho que a população brasileira não vai apreciar isso. Ela quer resolver o problema. Ela quer a preservação da vida e dos empregos”.

“Não desistimos”

Ainda Paulo Guedes: “Nós não recuamos na nossa política e não nos retiramos de combate (…) Nós podemos ser derrotados, mandados embora, aniquilados, vencidos. Mas não tem rendição. O lema do grupo é: ´Não desistimos´.”

A anunciada reforma administrativa na PMCG está ´andando´?...
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