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Arimatéa Souza

segunda-feira, 28/10/2019

Na marca do pênalti

Conselho enfermo

É feia – muito feia! – a situação no Conselho Municipal de Saúde em Campina Grande, que na semana passada não conseguiu eleger o seu novo presidente – ao cabo da posse de novos conselheiros -, numa reunião que por pouco a polícia não foi acionada para amainar os ânimos.

Esta semana haverá uma nova tentativa de pacificação. Mas resta o exemplo de incivilidade e de inexistência da convivência entre pessoas (presumivelmente) esclarecidas e civilizadas, que personificam a representatividade de segmentos importantes da comunidade.

Diagnóstico

A saúde pública, por si só, já é um imensurável desafio, que requer foco, conhecimento de sua engrenagem e a reivindicação sistemática das atenções e prioridades governamentais.

Tudo isso requer um mínimo de unidade.

Repaginação

O Grupo Pão de Açúcar anunciou a revitalização de 10 supermercados nos estados de Pernambuco, Ceará, Piauí e Paraíba.

2ª feira filosófica

“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já não o tenho” (Fernando Pessoa, escritor).

Em queda…

A celeridade observada na decomposição do capital político do presidente Jair Bolsonaro começa a ficar assustadora.

… Livre

O seu ´voluntarismo´ em buscar preservar, no exercício da Presidência da República, o mesmo ímpeto que aplicou à campanha eleitoral, começa a apresentar uma fatura preserva, que gera perplexidade gradual até mesmo numa fatia do eleitorado que apostou no seu nome nas eleições do ano passado.

Barbas de molho

Outro corte do eleitorado nacional, que fez da opção em Bolsonaro um voto de protesto e/ou a personificação do único ´antipetista´ viável eleitoralmente, também começa a olhar enviesadamente para a crônica quase diária de gestos inconsequentes, postura incompatível para o cargo e propensão compulsiva ao embate político – até mesmo dentro de seu partido (PSL), quando não confrontado pela oposição.

Único remédio

As palavras acima não são um gratuito fatalismo, mas para realçar a dimensão que ganha o principal pilar de sustentação do governo: sua área econômica, que precisa apressar o passo no sentido de oferecer os resultados que o País e os aliados começam a cobrar de forma mais incisiva, até mesmo porque consciente de que somente a economia pode estancar e/ou reverter o malogro que se desenha precocemente no horizonte.

Definhou

Não custa lembrar que o outro pilar de sustentação foi tragado nos meses iniciais de gestão, ao sabor de revelações que vieram à tona por força de interceptações telefônicas: o ex-juiz e ministro Sérgio Moro (da Justiça) parece um ´zumbi´ perambulado pela Esplanada dos Ministérios, como se ainda não acreditasse que o seu desgaste pessoal torna ainda mais pálida a administração que integra.

Encaixe

Diante do lento, mas inexorável esfacelamento de seu propagado pacote ´anticrime´, a sensação aparente é que Moro aguarda apenas um bom pretexto para recomeçar a vida longe de Brasília.

Dentro de casa

Oportunamente, o jornalista Josias de Souza (UOL) observou que “o mais curioso é que são os próprios correligionários de Bolsonaro, não os oposicionistas, que avisam ao país que o rei está nu”.

Inexpressividade

O nível da crise que o PSL vive no momento, tendo como um dos pivôs o presidente da República, denota bem a falta de preparo da antiga ´nanica´ legenda para estar à altura do salto que deu no rastro do fenômeno ´do capitão´, pulando de acanhados 4 deputados na legislatura anterior na Câmara Federal para os atuais 52.

A disputa…

O PSL não cresceu, literalmente inchou. E está na ´fermentação´ dessa representação congressual a seiva da disputa interna: o partido terá no próximo ano entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões de recursos públicos (fundos eleitoral e partidário) para gastar nas eleições municipais.

… Pelos cifrões

Enquanto a cúpula tradicional do PSL – leia-se deputado pernambucano Luciano Bivar – entende ser da sua intransferível atribuição definir as prioridades em termos de candidaturas, Jair Bolsonaro considera que o PSL só tem o tamanho e o ´caixa´ que dispõe graças à sua candidatura no ano passado.

Encruzilhada

Ou os lados antagônicos internamente alinhavam algum tipo de composição – na verdade, de rateio -, ou a autofagia será rápida e inevitável.

Aprendizado

Do ponto de vista dos eleitores, em sua maioria, sobressaem duas constatações: votar por vingança ou por ódio é uma péssima opção, com pesadas (e prolongadas consequências).

Outra ilusão

De outra parte, é até incompreensível, sob a angulação histórica, que um País que há menos de três décadas se iludiu com um ´caçador de marajás´ na Presidência da República tenha embarcado em nova aventura sob a égide genérica da ´nova política´ e da solução mágica de problemas estruturais, como é o caso da segurança pública.

Ônus familiar

Noutra perspectiva, é fato incontroverso que os feitos dos três filhos do presidente que têm mandatos eletivos – ´no verão passado´ – levaram o pai a uma postura defensiva, arrefecendo o que (presumivelmente) havia pensado para os meses iniciais no exercício do mandato, em consonância com a imagem que modelou e propagou perante a opinião pública.

O tempo corre

Em resumo, cada vez Jair Messias Bolsonaro tem um cronômetro acionado para apresentar o quanto antes expressivos resultados na economia, até porque o ex-presidente Lula prepare-se para deixar a prisão e fazer o que sabe com perfeição: andar pelo País e interagir diretamente com a população, que vive dias de limitações no bolso e na mesa.

E, convenhamos, o ´cardápio da crise´ está um ´prato cheio´ para o petista.

Bruno Cunha Lima já definiu seu rumo?...
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