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Arimatéa Souza

segunda-feira, 28/11/2016

Medição de forças

Sem descanso

No Brasil, a torrente de fatos políticos dos últimos tempos, quase sempre resvalando para o ambiente policial, não tem dado trégua nem mesmo nos finais de semana.

Diante da imensa e negativa repercussão da ´anistia´ que está sendo tramada pelo Congresso Nacional – ironicamente no bojo de um projeto popular que visa combater mais eficazmente a corrupção -, a habitual despovoada Brasília dos domingos contemplou ontem os presidentes de três instâncias de poder juntos, em entrevista coletiva conjunta, para anunciar que a iniciativa não prosperaria.

Trio

Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Mais (DEM-RJ) foram compelidos, pelas circunstâncias, ao constrangimento de vir a público avisar que a indecência em marcha seria estancada por força da irresignação popular.

Não se emenda

Do episódio, que comportará oportunamente outras reflexões, salta a constatação de que boa parte de nossa classe política não aprendeu – ou não quer aprender – o sopro dos novos tempos, nos quais a tolerância popular emite sucessivos sinais de saturação.

Balançados

Também no final de semana, em reportagem de capa, a revista Veja aponta que mais dois ministros do Governo Temer têm situações insustentáveis na administração pública.

Fermento

Eliseu Padilha – um dos ministros mais íntimos de Temer – autorizou o pagamento de uma desapropriação de terras no Estado de Goiás por R$ 469 milhões, quatro vezes acima do valor de mercado da área.

Lá e loa

Moreira Franco – outro membro da ´tropa de choque´ do presidente – é um dos políticos ´melados´ com a delação premiada da empreiteira Odebrecht.

Mais: teria recebido R$ 5 milhões de outra empreiteira: a OAS.

Fragilidade

“Os desencontros éticos e as investigações em curso insistem em saltar como fantasmas à frente do presidente”, assinala a revista.

No ninho

Veja também relata que a ´Lava Jato´ bate à porta de lideranças do PSDB, a começar pelos presidenciáveis José Serra (SP), Aécio Neves (MG) e Geraldo Alckmin (SP).

Financiadora

Sobre Serra, a reportagem cita que a delação da Odebrecht sinaliza que cerca de R$ 6,5 milhões dos gastos da campanha presidencial de 2010 do ´careca´ (como ele era identificado) foram bancados ´triangularmente´ pela empreiteira, sem passar pelo TSE transparentemente.

Robustez

Quanto a Aécio, ´Veja´ noticia que as provas das ligações dele com a Odebrecht “são robustas”, e que o dinheiro chegava através da empresa de publicidade de um de seus marqueteiros.

Consistência

“Em relação a Aécio, está tudo muito bem documentado”, disse um membro da ´força-tarefa´ da operação.

Tudo por…

No que concerne ao atual governador de São Paulo – identificado como ´santo´ -, a matéria enfatiza que não há registro de qualquer interlocução direta com ele, mas sim com assessores.

… Terceiros

A grana seria equivalente a 5% do valor do contrato para a construção da Rodovia Mogi-Dutra e a Linha 4 do metrô paulista.

Agenda

O governador Ricardo Coutinho (PSB) marcou para o dia 19 de dezembro a entrega da abertura da Avenida João Suassuna, em Campina Grande.

Supersalários

Reportagem publicada neste domingo pelo jornal O Globo (RJ) mostra que (pelo menos) dez senadores ganham acima do teto remuneratório fixado por lei – R$ 33.763,00, que é a remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Conterrâneos

São citados os paraibanos José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB, licenciado), ex-governadores.

Quebra de… 

Já era noite de sexta-feira, com a bela praia da Boa Viagem com a movimentação habitual de final de semana, quando os governadores do Nordeste reunidos na capital pernambucana se pintaram para a guerra, fazendo lembrar integrantes de maracatus ensaiando para o carnaval que se aproxima.

… Acordo

Os chefes dos executivos estaduais da região decidiram romper com o acordo que tinham acertado dias antes com o presidente Michel Temer para a liberação da parte que alegadamente cabe aos Estados no rateio da multa cobrada quando da repatriação de recursos que saíram ilegalmente do País.

Explicação à…

Coube ao anfitrião, governador Paulo Câmara (PSB-PE), o papel de porta-voz da inesperada decisão, a ser comunicada oficialmente hoje, através de carta, ao presidente da República.

… Sociedade

“O que nós temos muito claro é que estamos fazendo ajustes, temos esse compromisso, e que não vamos confundir ajuste com essa questão da repatriação. São assuntos distintos, está judicializado, se puder se chegar a um acordo, ótimo”, aviusou o socialista, adiantando que as ações protocoladas no Supremo Tribunal Federal sobre o impasse não serão retiradas.

Esperar

“Vamos aguardar a Justiça. Temos uma liminar que já garantiu o depósito em juízo e a gente entende que a multa tem que ser repartida entre estados e municípios incondicionalmente”, avisou Câmara.

Abaixo a “padronização”

Em entrevista, Ricardo Coutinho comentou que “no nosso entender existe um choque entre o que foi conversado pelos governadores com o presidente da República e o que está sendo encaminhado pelo Ministério da Fazenda. É preciso compreender que tem que existir uma limitação nas relações de uma federação, ou seja, os estados têm autonomia”.

– Não vamos aceitar abrir mão disso para que uma instância federal possa dizer o que vamos cortar, a discussão não é essa. Os Estados do Nordeste já vêm fazendo corte de gastos. Não se pode tratar o Brasil de uma mesma forma, padronizar as medidas – sublinhou o governador paraibano.

Sérgio Moro de braços abertos à espera de Geddel Vieira...

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