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Arimatéa Souza

quarta-feira, 03/08/2022

Lula ´zera´ a dúvida

Com reflexos eleitorais

O Supremo Tribunal Federal deverá começar a julgar hoje a retroatividade da nova Lei de Improbidade Administrativa.

Em pauta as mudanças feitas no novo texto e se elas são aplicadas a casos anteriores.

A discussão gira em torno – segundo o portal UOL – da nova exigência de que o ato de improbidade só poderá gerar a condenação se o dolo for caracterizado.

Reconciliação

A vice-governadora Lígia Feliciano (ainda no PDT) publicizou ontem o apoio à reeleição do governador João Azevedo: “Eu estive por mais de três anos junto com o governador e é natural que eu esteja novamente do seu lado para enfrentar esse novo desafio das próximas eleições. Estaremos juntos para continuar com esse projeto, que está dando certo para a Paraíba”, justificou a vice-governadora.

O detalhe

Provavelmente, o PDT não optará pelo apoio à reeleição de João Azevedo.

A recordação

Às vésperas do Natal do ano passado, Lígia Feliciano anunciou o seu afastamento do governador e proclamou num vídeo gravado uma mensagem marcante: “A Paraíba hoje é uma mulher sofrida”.

Resgate

Recorde-se o ´arremate´ da edição de ontem da Coluna: A visita de Lula poderá ser o ´apocalipse´ da disputa de João para se vincular ao petista?

Discursos

No evento promovido pelo PT e MDB com o ex-presidente Lula (Movimento Juntos pelo Brasil), na tarde/noite desta terça-feira em Campina Grande, no Parque do Povo, o primeiro orador foi o ex-senador paraibano (eleito pelo Rio de Janeiro) Lindbergh Farias (PT).

De primeira hora

Ele realçou a postura do senador Veneziano no processo eleitoral deste ano: “Você teve a coragem de ser o primeiro candidato a governador do MDB a apoiar Lula. Esse ato é muito simbólico”.

´Dilminha´

Farias prestou uma homenagem à ex-presidente Dilma Rousseff: “Se existe uma mulher digna e honrada, se chama Dilma”.

Sem muro

Igualmente, ele reverenciou o ex-governador Ricardo Coutinho (PT): “Sempre teve lado”.

SOS

O ex-senador petista também mencionou que Campina “tem água hoje porque Lula tomou a decisão de fazer a transposição (do Rio São Francisco)”.

Cadeia para ele

Na parte final de seu pronunciamento, Lindbergh atacou o que chamou de “canalha do ex-juiz Sérgio Moro”.

“Para se resgatar a democracia, este Moro tem que ir para a cadeia”, bradou o ex-senador, para concluir: “Estou com Veneziano e Ricardo até o final”.

Fustigada

Houve no intervalo entre os discursos uma crítica velada ao governador João Azevedo: “O cidadão que está aí é um incompetente, só sabe assinar ordens de serviço”.

Na largada

No mais inflamado discurso do evento, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ressaltou que Veneziano foi o primeiro postulante ao cargo de governador do MDB que externou apoio a Lula.

Expectativa

Ao se reportar ao ex-governador paraibano, Randolfe disse que “esperamos Ricardo no Senado como o vigia espera a aurora”.

Sem ter o que fazer

“Há um ´coisa ruim´ na Presidência (da República)”, bradou o senador do Amapá, que mais adiante criticou o “vagabundo” que anda pelo país “fazendo motociatas”.

Muito além

Para Randolfe, não é apenas uma eleição que está em disputa, “mas o destino de uma geração que está em jogo”.

E bradou que nada de recuar: “Passo atrás só para ganhar impulso. Pra cima do fascismo”.

Solidário

Presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) iniciou a sua participação registrando que Ricardo Coutinho “sempre foi uma pessoa firme. E nós momentos mais difíceis estava com a gente”.

“E foi um grade governador”, emendou.

Reação vigorosa

Gleisi citou que é “preciso um movimento grande para salvar o Brasil da tragédia que ele está passando”.

Ex-tucano

A dirigente petista se reportou à escolha de Geraldo Alckmin (PSB-SP) como companheiro de chapa (vice) de Lula: “Alckmin foi governador de São Paulo por quatro vezes. Tem experiência e é o que há de melhor que temos a oferecer para salvar o Brasil”.

Pauta principal

“Até a eleição não há nada mais importante nas nossas vidas”, alertou Gleisi, para arrematar: “O povo brasileiro não merece um segundo turno nesta eleição”.

Quem manda

O orador seguinte foi Ricardo Coutinho, que começou afirmando que “o Brasil está sendo governado pelo fascismo”.

Desagravo

Em seguida, RC enfatizou que “o país deve uma grande homenagem a Gleisi: “Ela foi uma guerreira, uma leoa. Ela defendeu a democracia como poucos. Ninguém mais neste país teve coragem e determinação para fazer o enfrentamento que todos precisávamos”.

Faz tempo

Ricardo sublinhou que “digo há UM ANO que Veneziano será o próximo governador da Paraíba”.

Reaquecimento

O ex-governador comentou que Campina “sempre foi” uma “cidade ´enxerida´ e ousada. Foi uma cidade que se industrializou contra todos os prognósticos”, e que é preciso retomar essa vertente industrial da cidade com o estímulo do governo central.

Mobilização

“Precisamos ocupar as ruas”, conclamou o ex-governador. Ele disse que “as elites olham para nós com nojo, uma característica dos covardes”.

RC finalizou com um lembrete: “O fascismo não dorme. É incansável para fazer o mal”.

Sentimento

Veneziano começou (sob chuva) a falar ao público ressaltando que na sua passagem pela Presidência Lula “mudou a vida de milhões e milhões de pessoas”.

“A sua presença entre nós – prosseguiu o ´V´ – contagia e traz esperança”.

Casas

Como ex-prefeito, Veneziano recordou a ajuda do governo Lula para que Campina ganhasse a primeira UPA (unidade de pronto atendimento) da Paraíba, assim como pesados investimentos em habitação popular.

Ele frisou que, se for eleito governador, habitação popular “será uma prioridade”.

Adversidades

O senador pontuou os “momentos difíceis e tortuosos que a realidade está a nos impor”.

Sintonia

Ao se referir a Ricardo Coutinho, Veneziano o qualificou como “meu amigo do peito e futuro senador”.

Resistir

“Ninguém aqui na Paraíba é feito de açúcar e vai derreter”, iniciou Lula o seu discurso, convocando a todos para que permanecessem no local, apesar da chuva.

Alcance

Ele acentuou que “nós não estamos disputando uma eleição comum. Estamos disputando contra o fascismo, os milicianos, com pessoas que não têm sentimento, não têm amor, disputamos com pessoas que não choraram nenhuma lágrima por quase 700 mil pessoas que morreram por conta da Covid”.

Aparência

O ex-presidente se referiu em seguida ao que considerou inconsequentes mudanças, em consagrados programas governamentais, por parte do atual presidente.

Perguntas ao ar

“Quero saber quem está trabalhando com a ´carteira de trabalho verde e amarela´ que foi criada? Cadê as casas do programa ´verde e amarelo´ (de moradia)?”.

Gratidão

Lula fez um “agradecimento” ao senador Veneziano, “que resolveu nos apoiar aqui na Paraíba. Agradeço, de coração, o gesto de coragem e de determinação”.

Afago

Ao se reportar ao ex-governador, Lula comentou que Ricardo “continua sendo o mesmo Ricardo: decente e digno”.

´Fênice´

Após recordar o período de prisão por conta da Operação Lava Jato, Lula afirmou: “Cá estou eu, forte e bonito. Eles nunca poderiam imaginar que eu fosse voltar como estou voltando”.

“Nenhum homem ou mulher fica velho quando luta por uma causa”, filosofou.

Apropriação

O ex-presidente criticou a gestão atual pelo uso retórico da obra da transposição: “Eles resolveram dizer que fizeram a obra”.

“Falta de vergonha”

“A seca é um fenômeno da natureza, mas a fome é falta de vergonha de quem governa esse país, não tem nada a ver com a seca. É por isso que nós vamos voltar a governar esse país. É humanamente impossível imaginar que, em país que é o terceiro produtor de alimentos do mundo, o primeiro de proteína animal, uma criança vá dormir com fome”, enfatizou o petista.

Isolamento

Em ataque direto a Bolsonaro, Lula afirmou que “este genocida que governa este país não é recebido por ninguém no exterior”.

Temor

“Ele (Bolsonaro) não está com medo da urna eletrônica. O que ele tem medo é do povo brasileiro”.

Jogo pesado

No que se refere à introdução do Auxílio Brasil e à elevação deste benefício mensal para 600 reais, o petista destacou que a ajuda governamental só vai até dezembro, e que no desespero para vencer Bolsonaro está transformando o pleito deste ano “nas eleições mais caras do planeta Terra”.

“Cuidar”

“Eu quero cuidar do povo brasileiro. O país precisa de cuidado e de respeito”, pontuou o ex-presidente.

Retomada

Lula enveredou nesse momento pelo campo das promessas econômicas: “No meu governo o salário mínimo voltará a aumentar todo ano; todas as categorias profissionais terão aumento acima da inflação; o gás de cozinha vai fazer parte da cesta básica”.

Reversão

O petista avisou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal “não serão privatizados. E vamos retomar o controle da Petrobras. A Petrobras não pode ficar mandando dinheiro para os acionistas americanos”.

“Nós vãos ganhar as eleições. Vocês vão ganhar as eleições”, exclamou.

Indicações

O ex-presidente pediu que a Paraíba escolha “quatro obras de infraestrutura importantes” para que sejam asseguradas por ele, caso eleito em outubro próximo.

Desfrutar

Lula afirmou que “a gente vai voltar a reunir a família no final de semana e comer um churrasco (…) Quero o povo brasileiro viajando novamente de avião’.

Conserto

“Quando a gente acredita numa coisa, a gente não sente a idade passar. Casei com 76 anos para mostrar que sou sério. Se não fosse, iria só ´ficar´. Quero casar com o povo brasileiro. Quero provar que um torneiro mecânico é capaz de consertar este país. Estou nessa porque acredito que neste momento o país precisa”, discorreu o petista.

Aprendizado

Lula invocou uma frase do educador Paulo Freire (já falecido) para justificar a aliança com o outrora adversário Geraldo Alckmin (PSB-SP), que é o seu candidato a vice-presidente: “Você precisa juntar os divergentes para vencer os antagônicos”.

Elementar

“É mais barato fazer escola do que cadeia; é mais barato distribuir livro do que arma”, verbalizou Lula.

Para não deixar dúvidas

A conclusão do pronunciamento de Lula dirimiu categoricamente qualquer dúvida acerca de suas escolhas na Paraíba: “Neste Estado, eu tenho um candidato a governador. E ele é Veneziano. Eu tenho um candidato a senador, que é Ricardo Coutinho”.

Quem não tem Lula ´caça´ com Alckmin...
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