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Arimatéa Souza

sexta-feira, 22/05/2020

Lockdown para JP e CG

Afinal, a trégua

Um sopro de racionalidade tomou conta de boa parte das autoridades brasileiras, ontem, na reunião promovida pelo presidente Jair Bolsonaro com os 27 anos governadores, e a participação adicional dos presidentes da Câmara Federal (Rodrigo Maia) e do Senado (Davi Alcolumbre).

Adversários partidários e até pessoais se comportaram civilizadamente e se concentraram no relevante: a busca de um mínimo de consenso num momento em que o país enfrenta uma crise quase ´esférica´, bafejada pelo coronavírus.

Arrumação

É fato que preliminarmente vários cuidados e antídotos foram aplicados, a exemplo de um contato individualizado de ministros com todos os governadores acerca do balizamento e fixação da pauta, bem como a limitação dos pronunciamentos.

Freio

Mas o fato concreto e consequente é que se estabeleceu uma armistício nesse relacionamento entre esferas diferentes de governo, cuja expectativa é que ela se alongue no viés administrativo.

Crédito

Pode até parecer uma certa ingenuidade, mas é preciso renovar as apostas nessa direção.

Largada

“Essa unidade vai criar, com certeza, todas as condições para que, em um segundo momento, possamos tratar a pós-pandemia, a nossa recuperação econômica e a recuperação dos empregos dos brasileiros”, avaliou após a reunião o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Hasteamento

“Chegou a hora de todos darmos as mãos, de levantarmos uma bandeira branca. Estamos vivendo um momento de guerra e na guerra todos perdem”, acentuou o senador Alcolumbre.

Aceno

“Defendo que haja a união de todos, deixando de lado divergências políticas e ideológicas. O mais importante é a proteção de todos brasileiros para superar a crise”, afirmou o governador cearense Camilo Santana (PT).

Meta

Principal desafeto no presente de Bolsonaro, o governador João Dória (PSDB-SP) grifou que “foco é proteger brasileiros. Ninguém ganha numa guerra e quem perde são os mais pobres”.

Sinalização

“A reunião do presidente com os governadores foi um sinal positivo. Espero que o diálogo institucional se mantenha como regra, e não exceção”, verbalizou Flávio Dino (PcdoB), governador do Maranhão, outro desafeto do presidente.

Crises sobrando

“O que nós, de fato, não precisamos é de uma crise política. A gente já está vivendo três crises, nós não precisamos de uma crise política. Por isso que eu saúdo o presidente por ter tomado a iniciativa de nos convidar”, assinalou Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo.

Abdicações

“É o momento da unidade nacional, (em) que todos nós estamos dando uma cota de sacrifício. É um momento ímpar na história do país”, enfatizou o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Fluxo

O governador João Azevedo (Cidadania) disse após a reunião que um dos apelos imediatos ao presidente foi que a liberação da ajuda emergencial a estados e municípios tenha o seu repasse iniciado ainda este mês.

“Isso faria uma diferença significativa”, grifou.

Delimitação

Azevedo avaliou que “a reunião foi extremamente propositiva, respeitosa e que poderá ser um marco para que a gente possa, a partir de agora, construir uma relação que permita que a gente enfrente essa crise”.

Evolução

Em entrevista veiculada na TV Itararé, o governador paraibano comentou que a reunião foi “tranquila”, e que poderá permitir o enfrentamento “dessa questão da pandemia, independente de ideologias e partidos políticos”, centrada “no foco principal, que é salvar vidas”.

Com resultados

“Tivemos uma reunião bastante producente”, realçou posteriormente o presidente, que também pontificou que “o governo federal faz o que é possível para atender o nosso povo numa situação em que vive com questão do coronavírus”.

Com redução

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o ministro Paulo Guedes (Economia) admite a possibilidade de estender a concessão do auxílio emergencial, voltado principalmente a trabalhadores informais, por mais um ou dois meses.

No entanto, o valor de R$ 600 seria cortado para R$ 200.

Na ´bica´

Está na ´linha de chegada´ o acerto entre a Cagepa e a prefeitura campinense para a renovação da concessão, por mais 30 anos, da exploração do serviço de água e esgoto na cidade.

Deu ré

O vereador Teles Albuquerque (PSD) retirou da pauta do Legislativo campinense um requerimento que solicitava ao Executivo um decreto para a reabertura das academias de ginástica.

Providências

O Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Nordeste recomendou, ontem, que os governadores da região ampliem medidas de isolamento social e adotem o lockdown (fechamento total) em grandes cidades nordestinas de quatro estados, devido à piora da epidemia e elevada utilização dos hospitais.

Localidade

A indicação de medidas mais restritivas é vista como necessária em João Pessoa e Campina Grande (Paraíba), além de Natal e Mossoró (Rio Grande do Norte), Arapiraca e São Miguel dos Campos (Alagoas).

Base técnica

“Esta é uma recomendação científica para os governadores e prefeitos dos estados e cidades supracitados, cabendo a esses gestores decidir pela sua implementação ou não”, informa o boletim do comitê, formado pelo Consórcio Nordeste, dos governadores da região.

Preocupante…

Noutro trecho, grifa-se que “a coincidência de outras doenças torna a situação ainda mais complicada”.

…Confluência

O comitê salienta, segundo o jornal O Globo, que a medida sugerida “se faz ainda mais urgente com a constatação do aumento de casos de dengue e chikungunya em toda a região Nordeste e no resto do país”.

É preciso cantar

“Aumente esse samba que o verso não para

Batuque mais forte e a tristeza se cala

E eu levo essa vida do jeito que ela me levar”.

(Benito di Paula, cantor e compositor)

Com quem tem conversado o vice-presidente Hamilton Mourão?...
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