Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

sábado, 14/01/2017

Lira parte ´pra cima´ de Zé

Para reflexão

Oportunas observações do renomado advogado, professor, jornalista e cientista político Murillo de Aragão, comentarista regular sobre política no programa Globo News Painel no canal Globonews.

Amargas

“O estado em que o Brasil se encontra demanda medidas que dificilmente serão populares (…) Ninguém acredita que uma Previdência Social tecnicamente quebrada possa ser reformada sem dor.

Em falta

“No Brasil rasteiro, falta pudor às nossas celebridades e juízo aos comunicadores, que se encarregam de propagar as besteiras ditas em favor da popularidade. Assassina-se, diariamente, uma das maiores conquistas do século passado: a reflexividade.

Apelação

“O mais grave não é apenas o desejo doentio do reconhecimento. É o fato de que a verdade deixou de fazer sentido. São tempos de pós-verdade. Era de factoides. Fatos que parecem mas não são verdades, assim como os julgamentos indignados sobre o porquê das coisas”.

Estreia

A boa notícia: Murillo de Aragão passa a integrar o elenco de colunistas regulares do PARAIBAONLINE.

Pressa

A ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, fixou até a próxima terça-feira o prazo para que os Tribunais de Justiça de todo o Brasil informem quantos processos penais estão à espera de julgamento.

Avanço

Técnicos da distribuidora Shell fizeram uma inspeção e aprovaram as instalações do posto de abastecimento instalado no Aeroporto João Suassuna, em Campina Grande.

Repasse

O atual dono da concessão do posto deverá transferir a sua operação para a Raízen/Shell, o que possibilitará o abastecimento de aeronaves na cidade, reduzindo o custo de operação no aeródromo campinense.

´Melou´

A troca de comando na Cagepa – Hélio Cunha Lima (ex-diretor de Operações do DER) sucedendo a Marcos Vinícius (que assume a superintendência da Caixa Econômica Federal na Paraíba) – pegou de surpresa o comando do Democratas na Paraíba.

A legenda sonhava com o posto para o ex-senador Efraim Morais.

Realismo

Na famosa música ´Como nossos pais´, o compositor cearense Belchior diz num verso “as aparências não enganam não”.

Armistício

Aplique-se o verso ao PMDB paraibano. Até pouco tempo, as correntes que orbitam o governador Ricardo Coutinho (PSB), de um lado, e as que pavimentam, desde o ano passado, a união das oposições para 2018, conviviam numa aparente trégua.

Fatos novos

Mas aí veio o tal do imponderável: a proeminência do senador Raimundo Lira em escala nacional, a partir da condução do processo de impeachment da ex-presidente Dilma (PT); e a derrocada da legenda em Campina Grande, amargando uma derrota fulminante – e histórica.

Torada

Esta semana, a corda arrebentou. Ou melhor, lideranças do PMDB agiram para que ele arrebentasse, desencadeando uma espécie de ´cabo-de-guerra´ para a medição de força e de farpas, que poderá desaguar no ´colo´ da direção nacional peemedebista.

Atração

O tempero adicional para que as aparências desmoronassem veio com a adubada possibilidade – originária do grupo de Ricardo Coutinho – de converter Lira no candidato a governador em 2018. Ou em nome robusto para a disputa da reeleição no mesmo ano, na hipótese de o governador optar por concluir o mandato ou concorrer a uma vaga na Câmara Federal.

´Soldados´

Anteontem, o senador colocou à mesa – e deu escancarada publicização – a sua ´infantaria´ nessa batalha interna: deputados Veneziano, Hugo Motta, André Amaral e Nabor Wanderley (esse último estadual).

Unidade

Ao final da conversa, foi comunicada a “ação parlamentar unificada” do grupo.

Cartada

“Eu tenho dito e repito que, apesar de algumas pessoas de escalões subalternos, que gostam de tocar fogo na tranquilidade do PMDB, no final encontraremos um caminho e não haverá necessidade desse assunto chegar a Brasília”, declarou Lira em conversa com jornalistas, semeando nas entrelinhas a hipótese de ser necessária a intermediação da direção nacional.

Ação

Como numa espécie de ´sinfonia´, Veneziano também ocupou a mídia para registrar que “não dá para continuar vendo o PMDB em contrastável e incontestável queda. Não podemos nos omitir à responsabilidade, como integrantes peemedebistas”.

Destruição

Dito em português compreensível – ao contrário do estilo do ex-prefeito -, Veneziano acusa Maranhão de estar levar o PMDB local para o buraco.

Engrossando

Ontem, no seu ´quartel´ paraibano – um apartamento na praia Ponta de Campina -, Lira agregou à ´dissidência´ do PMDB o deputado estadual licenciado, Ricardo Marcelo.

“O nosso grupo do PMDB formado ficou mais forte”, exultou o senador.

Despenhadeiro

Em outro ´acorde sinfônico´, nesta sexta-feira, Lira ressaltou que “o PMDB nacional cresceu, aumentou o número de prefeituras. Mas teve uma queda grande na Paraíba. Tinhas 54 prefeitos e agora 17”.

´Meu heroi´

O senador acusou a direção estadual do PMDB – ou seja, José Maranhão – de não ter dado apoio e condições que viabilizassem a candidatura de Veneziano a prefeito de Campina.

“Veneziano é um grande herói porque ele não precisava competir nessas eleições de 2016 e foi para o sacrifício”, proclamou Raimundo Lira.

PSB abre os braços para Lira e Veneziano...
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