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Arimatéa Souza

quinta-feira, 28/11/2019

João usa a caneta e o contraditório

Trava na acessibilidade

O governo federal anunciou ontem a limitação a 8% ao mês dos juros do cheque especial cobrados pelos bancos, com vigência a partir de 6 de janeiro próximo. É um corte substancial.

Mas foi facultada às instituições financeiras a cobrança de uma taxa mensal para que os clientes tenha acesso ao produto (cheque especial).

A ideia central é inibir o uso dessa modalidade de crédito, utilizada predominantemente por clientes de menor poder aquisitivo.

Ponto final

As comemorações relativas aos 70 anos da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP serão concluídas hoje, com a Assembleia Legislativa da Paraíba realizando no Teatro Armando Monteiro Neto (18h30), em João Pessoa, uma sessão solene especial para homenagear a data.

Celebração

Será às 18h30 de hoje, na capela do Instituto São Vicente de Paulo, em Campina Grande, a missa de 7º dia em sufrágio da alma do jornalista William Monteiro de Lima.

Aparência

A oposição na Paraíba entoou nos últimos tempos o argumento de que a crise no PSB era ´de fachada´, devido ao fato de aliados do ex-governador Ricardo Coutinho não terem sido afastados de seus cargos na administração estadual.

Atos

Na edição de ontem do Diário Oficial do Estado foram publicadas as exonerações de duas pessoas muito próximas a RC: Fábio Maia, secretário executivo de Planejamento, e o advogado Yuri Simpson Lobato, que presidia a PB-Prev.

Opções

Logo às primeiras horas do dia, Fábio publicou nas redes sociais a sua reação ao ato governamental, onde salienta que “a vida é feita de escolhas e de consequências decorrentes destas. Fiz a minha e faria de novo quantas vezes fossem necessárias”.

Esquecimento

Maia fez um breve histórico das conquistas e da caminhada do PSB no Estado na última década, salientando que “essa parte decisiva da história tornou-se uma amnésia daqueles que de fato defendem outros horizontes e, principalmente, interesses pessoais e não republicanos”.

“Lado certo”

“Nunca precisei de cargos para ter meus posicionamentos políticos e ideológicos (…) Prefiro a dúvida momentânea do que vivermos a certeza que ELES pensam que têm. Estou do lado certo e das pessoas corretas”, prosseguiu o ex-secretário.

Sem hesitar

Por fim, Fábio Maia afirma que “não teria como fazer outra escolha, pois preciso dormir tranquilo, andar com a espinha ereta, o peito aberto e a consciência tranquila”.

Fecho

No arremate, o trecho (invertido) de um poema do poeta Mário Quintana: “Eu passarinho, eles passarão”.

Sucessor

Francisco Petrônio de Oliveira Rolim sucede Fábio Luciano de Araújo Maia como secretário executivo do Planejamento.

Microfone

Ao comparecer numa solenidade, ontem, no Centro de Formação de Educadores, na Capital, o governador João Azevedo se permitiu falar sobre fatos que envolvem a sua pessoa e o seu governo.

Leia suas declarações, topicamente, a seguir.

Substituições

“Eu sempre digo que até o último dia da gestão será possível fazer mudança na equipe.

Exonerações…

“São mudanças necessárias, por mais que sejam vistas única e exclusivamente pelo lado político, mas têm uma justificativa técnica muito grande.

… De ontem

“No caso da Secretaria de Planejamento, eu preciso de um secretário que trabalhe muito mais com PPP (parceria público privada), que é o foco que nós vamos dar (…) E preciso de mais presença no próprio governo.

Convocou um…

“E com relação à PB-Prev, nós estamos vivendo um momento de transição, de mudança na legislação previdenciária, em que os Estados são obrigados a apresentar e encaminhar à Assembleia Legislativa uma proposta para mudança do sistema próprio de previdência estadual.

… Especialista

“Então, a escolha de doutor José Antonio (Coelho Cavalcanti) é porque é um dos maiores especialistas na área, professor de direito previdenciário. Para mim é uma honra muito grande recebê-lo na equipe.

Mix

“Então, as mudanças são ajustes necessários que se fazem. Evidente que tem um lado político, mas esse ato só é visto pela imprensa como sendo um ato político. Na verdade é um ato político e administrativo. E eu tenho essa tranquilidade em relação ao governo, porque o que me compete é fazer com que a Paraíba continue avançando.

Critério

“A partir do momento que eu identificar qualquer mudança no ritmo, eu farei as mudanças. É assim que funciona. Não tenho problema nenhum com relação a isso. Modificarei quantos (auxiliares) forem necessários.

Parâmetro

“Quem é secretário, só está no governo por dois motivos: por sua vontade própria e pela condição de minha análise sobre a sua atuação. Você não pode permanecer no governo sem produzir aquilo para que você foi designado.

Missão

“O que me move é fazer com que a equipe produza cada vez mais. Nós estamos aqui é para fazer gestão pública.

Cortejado

“A partir do problema que aconteceu no PSB, com a destituição da Executiva Estadual, eu tenho recebido contatos de diversos partidos, não só do Podemos. E isso é uma honra. Mas volto a dizer: isso não é o meu foco. Até o final do ano nós teremos a definição desse quadro.

Destino

“Parece que o PSB não tem muito interesse na minha permanência. Evidentemente que eu procurarei um partido que tenha uma linha, não só programática, mas, acima de tudo, conceitual, daquilo que eu acredito ser a melhor política – da justiça, da inclusão social, de fazer com que cada vez mais o Estado avance e a gente tenha riqueza distribuída com o maior número de pessoas.

Sem dono

“O governo vem mantendo uma política que foi implementada no Estado, como política de Estado, há muito tempo. Eu não abro mão disso. Agora, eu não sou dono de política, essa é a grande diferença. Algumas pessoas querem ser proprietárias dessa política.

Diferencial

“Essa política não foi construída exclusivamente por uma pessoa; essa política e esse esforço todo que o Estado tem hoje produzido para melhorar e requalificar a vida das pessoas, foi em função do esforço gigantesco de um conjunto de pessoas muito grande. Essa é a questão. Eu não sou adepto do personalismo, essa é a diferença.

Vai se desfiliar?

“Provavelmente”.

Indireta/direta

Ainda João Azevedo sobre a ´falta de ritmo´ no governo, criticada por Ricardo Coutinho: “Engraçado que eu era secretário de Infraestrutura e fazia o governo andar. Agora, eu sou o governador e será que eu não faço o governo andar?!”

Veneziano acompanha João na saída do PSB?
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