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Arimatéa Souza

quinta-feira, 17/09/2020

João Pessoa ´vai pegar fogo´

Quem dá mais?

Quatro empresas já sinalizaram ao governo federal o interesse na compra dos Correios, quando do processo de privatização: Magazine Luiza, Amazon DHL e Fedex – as duas últimas atuam mundialmente no segmento de logística.

Resgate

Recordo um tópico da edição de ontem desta Coluna: “Dúvida no ar. No contato com a imprensa, o deputado Eduardo Carneiro foi evasivo acerca de sua pré-candidatura à Prefeitura de João Pessoa: “Estamos definindo ela 100% amanhã (ontem)”.

Jogou a…

Logo na manhã de ontem, o deputado anunciou a sua desistência e o consequente apoio ao ex-prefeito Cícero Lucena (Progressistas).

… Toalha

“Foi um ato pensado e repensado com o partido unido. Foi uma decisão coletiva onde pensamos e repensamos. Queremos o melhor para João Pessoa”, alegou.

Retrovisor

Coluna do último sábado: “Nos bastidores oposicionistas, o nome mais especulado para vice na chapa a ser encabeçada por Ana Claudia é o de um policial militar, conhecido como ´Wellington Cobra´.”

Confirmação

No começo da tarde desta quarta-feira, no local da realização da convenção do Democratas (edifício próximo ao complexo jurídico da Liberdade), a prefeitável campinense Ana Cláudia Vital do Rêgo (Podemos) relevou o nome do seu vice: policial militar Wellington Silva Barbosa – conhecido como ´Wellington Cobra´.

“Missão”

Na sua primeira fala como candidato, o PM declarou que trata-se de “uma nova missão, onde poderei continuar a fazer o trabalho que sempre fiz junto à sociedade, mas de forma mais dinâmica e completa, com a certeza de que terei total apoio da candidata Ana Claudia”.

Ampliação

“Fazer parte desse projeto é colaborar ainda mais para resolver os anseios da sociedade campinense”, emendou Wellington.

Ativo

Ele assinalou adicionalmente que “sendo eleito, pretendo trazer todo o conhecimento adquirido junto à sociedade e ser um vice atuante, como sempre fui. Não ser um vice de gabinete; não ser um vice que sequer as pessoas sabem o nome”.

Debilidade

A prefeitável Ana Claudia lembrou que a Guarda Civil Municipal da PMCG “está sucateada”, e que segurança pública é “uma questão de exercício pleno da cidadania”.

Encadeamento

Presente ao anúncio, o senador Veneziano Vital (PSB) disse que a escolha do vice de Ana representava “um sequenciamento de conquistas e de apoios significativos para a caminhada que ela está fazendo”, e que deverá resultar no apoio de aproximadamente 10 partidos e cerca de 120 candidatos à vereança.

Ao largo

“O assunto segurança não é tratado como devido” pelos governos municipais, frisou o senador, igualmente citando que a Guarda Municipal de CG, na prática, é uma “figura decorativa”, inexistindo “qualquer tipo de apreço” por parte da atual administração.

O detalhe

Wellington optou por se filiar ao DEM, uma vez que a legislação eleitoral estabelece um prazo diferenciado para militar que desejar disputar mandato eletivo.

Recuo

No final da tarde de ontem, o professor Fábio Maia comunicou que havia desistido de disputar a prefeitura campinense pelo PSB, e que apoiaria o advogado Olímpio Rocha, presidente do PSOL, como postulante ao cargo, com a advogada socialista Sheila Campos sendo a candidata a vice.

Genuína

“Entendemos que, como militante, poderia dar uma contribuição maior”, justificou Fábio.

O dirigente socialista disse que a chapa PSOL/PSB “representará, verdadeiramente, a esquerda e o campo progressista de nossa cidade”.

Vingou

Ao cabo de um dia de incertezas – e sob ameaça de intervenção da direção nacional -, o PT de João Pessoa fez a sua convenção na noite desta quarta-feira, consolidando a candidatura a prefeito do deputado Anísio Maia e massificando o slogan “aqui todo mundo é limpo”.

Sem imposição

Em seu discurso, Anísio disse que pretende “resgatar a hegemonia popular” na cidade, realçando que foi um candidato “escolhido num debate interpartidário”.

´No jantar´

“A maioria das chapas são familiares, como também os partidos que dão sustentação a essas chapas. São escolhas feitas na hora do jantar”, alfinetou.

Resistência

Ele disse que não pretende mudar a cidade de “forma personalista”, recordando que travou um “luta grande para demonstrar que esse partido não deveria se subordinar a nenhum esquema político”.

Farpa

“Queriam nos empurrar para uma proposta onde uma pessoa sozinha manda em tudo”, bradou Maia, numa referência velada ao ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

Polos

“Temos o desafio de evitar que o jogo sujo do uso da máquina pública interfira no resultado da eleição. Esse ano será uma disputa sobre quem fez e quem não fez por João Pessoa, mas também entre ficha limpa e os palanques da corrupção”, afirmou na convenção do PSDB/JP o candidato e deputado Ruy Carneiro.

´Fichados´

“Essa será a campanha mais diferente de João Pessoa. Serão candidatos de todos os tipos, muitos não tem preparo, outros tiveram experiência administrativa mas acabaram nas páginas policiais”, acentuou José de Paiva Gadelha (PSC), candidato a vice-prefeito na chapa de Ruy.

“Epíteto

Na convenção do Partido Verde, que homologou a candidatura de Edilma Freire à prefeitura pessoense, o prefeito Luciano Cartaxo qualificou a coligação que costurou como “a aliança da coragem, porque aqui ninguém baixou a cabeça para ninguém”.

Aptidão

“A gente não quer uma aventura na cidade de João Pessoa”, grifou Cartaxo.

Segundo ele, Edilma e Mariana Cartaxo (candidata a vice-prefeita) são “duas mulheres que sabem cuidar de gente”.

Adversidades

Luciano disse ao público presente que nos oito anos de sua gestão enfrentou “muitas turbulências econômicas e sociais” no país, e agora o desafio da pandemia.

Regresso

“Tem gente aí querendo voltar a ser prefeito de João Pessoa (…) Nós não vamos voltar para o passado, não vamos retroceder”, asseverou Cartaxo, lembrando em seguida que “quando assumimos a prefeitura, as creches eram depósitos de crianças”.

“É esse povo que quer voltar de novo!?” – fustigou.

Reforço

O prefeito da Capital insistiu que “não podemos correr risco de entrar numa incerteza”, até porque “o cenário que vem pela frente é desafiador”, com as consequências da pandemia.

Debandada

Cartaxo fez menção aos ex-secretários que chegaram à condição de prefeitáveis e depois romperam com ele, por não terem sido escolhidos.

Reconhecimento

“Muitos se afastaram dessa gestão porque queiram ser candidatos”, o que prova a aprovação do governo, interpretou ele.

Novos aliados

“Se tem uma coisa que Ligia e Damião sabem fazer é cuidar das pessoas: é de coração para coração”, disse o prefeito se reportando à vice-governadora e ao deputado Damião Feliciano, do PDT.

Fecho

Por fim, um recado do prefeito: “Não escolhemos adversários: venha quem vier!”

Ultrapassados

“Vamos dizer sim ao futuro de João Pessoa, porque não podemos cair no retrocesso. Muitos que aí estão já tiveram sua chance e não souberam cuidar da nossa gente. São pessoas com ideias do passado, que não entendem nossa cidade hoje. Outros não têm experiência em gestão, falam muito mas não têm trabalho a mostrar”, discursou Edilma.

Temerário

“Não podemos chegar num momento como este (pós-pandemia) e apostar no duvidoso, apostar no que não deu certo. Temos que entrar no próximo ano com segurança, confiando em quem já mostrou que sabe fazer”, disse ao público Mariana Feliciano.

Tudo em dia

“Junto com Edilma, vamos encontrar a ‘casa’ arrumada, uma gestão organizada e com equilíbrio para que a gente possa fazer mais e melhor”, completou a candidata a vice.

Começo

“Estamos dando o primeiro passo numa caminhada histórica, homologando a candidatura de duas mulheres que têm responsabilidade e sensibilidade”, discursou a vice-governadora Lígia Feliciano.

Da boca de…

“… Tenho certeza que nossa vitória não será de partidos e candidatos, mas do povo amado desta terra protegida por Nossa Senhora das Neves. Sou grato a cada companheiro de caminhada…” (Cicero Lucena, na convenção do Progressistas/JP, ontem, que homologou a sua candidatura a prefeito).

Senha

Primeiramente, uma sugestiva indicação por intermédio das redes sociais de Ricardo Coutinho: “Ninguém se perde na volta” – lendária frase do ex-governador e escritor paraibano José Américo de Almeida.

À moda antiga

Ao cair da tarde o mistério foi inteiramente desfeito, com um final bem ao seu estilo: Ricardo avisou que decidiu encarar a disputa pela prefeitura de JP e realizou uma convenção nos moldes – digamos – ´clássicos´ de seu agrupamento: numa área desocupada, sem palanque e com serviço de som improvisado.

Garimpo

A seguir trechos de seu longo pronunciamento.

Sem temor

“Foi, com certeza, a decisão mais difícil que já tive de tomar na minha vida. Não por medo, porque eu não tenho medo nem ódio. Se tem alguém nessa Paraíba que acha que esse mago aqui vai ter medo de alguma coisa na vida, pode tirar o cavalo da chuva. Eu sei por onde eu caminhei, na vida inteira.

Caldeirão

“Eu sei qual é o meu patrimônio moral. Os hipócritas de lá, aqueles que estão dentro daquela aliança do ódio, que pega setores de tudo que é lado… se uniram. O que existe de mais atrasado na política com uma traição vergonhosa com gente que não tem vergonha na cara. São desqualificados.

Conluio

“(se uniram) Com setores de um órgão (Judiciário) que tinha que nos garantir direitos fundamentais das pessoas. Tinha que zelar o rito que precisa existir em qualquer tipo de investigação. E fizeram isso por uma razão muito simples. Eles sabem que no voto eles não nos derrotavam. Fizeram isso mesmo no Brasil.

Dar nomes

“É um orgulho, sinceramente, para mim, passar por tudo isso que passei, estou passando e passarei (…) Depois eu vou nominar cada um dos hipócritas, para desespero deles.

Pode vasculhar

“Não se encontra um xampu, um carrinho de brinquedo, na minha vida, que eu possa ter adquirido de uma forma não lícita. Esse é o desespero dele. Foram com sede, achando que encontrariam exatamente aquilo que eles veem nos parceiros deles.

Aposta errada

“É claro que eu fiz uma aposta desastrosa (em ficar no governo e não ser candidato a senador). Mas aí é uma questão de caráter – dele (João Azevedo) e não meu. O meu é bom. O dele não presta.

Tentativas…

“Durante todos esses meses, eu tentei de tudo para consagrar uma frente política que pudesse expressar um forte instrumento para derrotar a extrema direita dentro desta cidade.

… Em vão

“Cheguei ao cúmulo, inclusive, de ventilar o apoio a uma candidata insossa (Edilma Freire) de um governo insosso, como é o governo de Cartaxo.

Cartaxo

“Esse é insosso. Esse passou oito anos e não construiu absolutamente nada. Você olha para a cidade e diz aonde é que está esta cidade, que até 2010 sabia que o dinheiro do povo existia para fazer investimentos nas grandes obras de mobilidade urbana. Olhe para João Pessoa e não há uma obra de mobilidade urbana nesses últimos 10 anos (…) As periferias foram esquecidas nas mínimas coisas.

´Fênice´

“Não é possível imaginar que aquele esqueleto (alusão a Cícero Lucena) que nós derrotamos em 2004 vai ressuscitar, porque a elite política fez um pacto para repartir novamente o poder nos velhos moldes, com o dinheiro do povo.

Petardos

“Sei o quanto servi a cidade (…) João, aquele traidor que não teve o mínimo de coerência na vida; que perseguiu companheiros. Ruy Carneiro me disse que gastou R$ 5 milhões (na campanha de 2014, na qual foi derrotado por RC).

Testado

“João Pessoa não pode ser de político que não tem absolutamente nada a dizer (…) Não tenho vergonha de andar por nenhum lugar (…) Eu não preciso me apresentar em João Pessoa (…) Modéstia à parte, eu sei governar (…) Eu não preciso mais provar isso para ninguém.

Cutucada

“Alguém (alusão a outro prefeitável, presumivelmente Walber Virgolino – Patriota) que não tem coragem de contar as suas peripécias e as suas relações esquisitas com o crime organizado.

Fatura

“Fomos além do que essas oligarquias esperavam que a gente fosse. A gente mexeu na estrutura (…) Eu sabia que iria pagar um preço por isso.

Concorrentes

“É um monte de candidatos sem passado e sem futuro (…) Tudo querendo mamar nas tetas do governo Bolsonaro. Até o traidor fez acordo com Bolsonaro achando que vai retornar o seu processo.

Artilharia

“Aquele (menção ao prefeitável Nilvan Ferreira, MDB) que cuspia em microfone de uma concessão pública, é um esgoto de calúnias contra os que têm uma posição política contrária. Não tem o que dizer, não tem história”.

“Mal resolvidos”

Ainda Ricardo: “Essa campanha, para o desespero dos meus adversários, será feita no campo das ideias. Deixe eles vomitarem, dizerem impropérios, porque eles só têm isso a dizer. Eles não têm nada. Eles são mal resolvidos com a própria vida. Eu estou atropelando esses hipócritas que aí estão. Eu conheço essa cidade e tenho capacidade de governá-la para a grande maioria”.

Raoni Mendes pode ´entrar no time´ de Eduardo Carneiro´...
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