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Arimatéa Souza

quinta-feira, 05/12/2019

João muda a ´batida do bombo´

Vendas nas alturas

A empresa aérea Gol informou ontem ao mercado que na campanha Black Friday deste ano (sexta-feira passada) vendeu 1 milhão e 100 mil passagens aéreas, o que proporcionou uma receita pouco superior a R$ 300 milhões.

Foi um volume 48% superior ao do mesmo período no ano passado.

Na ALPB

Por iniciativa da deputada Camila Toscano (PSDB), o empresário e chanceler da Unifacisa, Dalton Gadelha, receberá às 9h30 de hoje na Assembleia Legislativa a ´Medalha do Mérito Empresarial´, comenda que leva o nome de seu pai (já falecido), empresário José de Paiva Gadelha.

Da boca de…

“… A rede já está armada e com punhos bem fortes para receber o governador João Azevedo…” (deputado estadual Chió, do partido Rede de Sustentabilidade).

´Mosca azul´

Não dá mais para disfarçar. O médico e secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, está encantadíssimo com a possibilidade de ser o candidato a prefeito de Campina Grande, em 2020, com o apoio do governador João Azevedo (sem partido).

Evolução

“A lembrança do meu nome me envaidece e eu espero que, no início do ano, nós tenhamos o desenrolar desse quadro”, disse Geraldo, ontem, anunciando igualmente que deixa o PSB e que está (também eleitoralmente) à disposição do governador.

Em cima do lance

Outro prefeitável, deputado Inácio Falcão (PCdoB),´colou´ ontem em João Azevedo na visita a Campina Grande.

Pulsação das ruas

Inácio decidiu contratar, em breve, uma pesquisa de intenção de votos.

E, dependendo dos números, pretende presenteá-la ao governador até o Natal.

Escolha feita

Pela quantidade de aliados do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) na visita do governador a Campina, não restam dúvidas de que a opção por João é de ´100%´.

Conceito

Horácio, um filósofo romano, proclamou (muitos séculos atrás) que “a adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas”.

Tradução

A sabedoria popular ensina algo semelhante e de assimilação rápida: ´a dor ensina a gemer´.

Sem retração

O João Azevedo que desembarcou ontem em Campina, sacolejado na véspera por uma nota oficial do PSB/PB (seu partido) que busca colocar nele o figurino de traidor, parecia vir ´batizado´ definitivamente num mundo que na maior parte de sua vida apenas orbitava: o da política partidária.

Demarcação

No tom, nas palavras e até mesmo na ´exumação´ de fatos e acontecimentos pretéritos adversos – que a conveniência do instante em que ocorreram indicou ser preferível relativizá-los -, um novo João veio à ribalta, como a dizer que a fase das contenções era uma página virada.

Alívio

Foi com se João tivesse, com a desfiliação do PSB, tirado o fardo das concessões para se permitir uma espécie de catarse político-partidária, sob o incandescente sol do Planalto da Borborema.

Garimpo

Alguns trechos da entrevista que o governador concedeu emolduram e fundamentam esse raciocínio. É o que segue.

Nota do PSB

“(texto que o qualifica como traidor) É mais uma nota raivosa, que para mim não traz nenhum tipo de análise, até porque a minha carta diz exatamente os motivos pelos quais eu deixei o partido.

Sem polemizar

“Eu não tenho nenhuma preocupação de responder a quem quer que seja. Acho que o povo da Paraíba está fazendo a leitura de tudo o que aconteceu este ano.

Indignos

“Eu acho que muita gente se manteve no governo, mesmo boicotando o governo, e não teve a dignidade e a coragem de entregar os cargos. E essa era a exigência, a partir do momento que eu discordo da forma de alguém que está governando o Estado.

Iniciativa

“A primeira atitude, enquanto ser político, era dizer estão aqui os cargos e eu não participo mais do governo por isso e isso. Mas as pessoas se prendem muito a cargos e salários.

Recomeço

“Eu não tenho mágoa de ninguém. O meu coração não tem espaço para isso. Tem decepção. Decepção na vida a gente tem, mas a vida é assim: a cada momento você é solicitado a recomeçar. E quando você recomeça, tem que recomeçar com disposição e ânimo para a nova missão que se apresenta no momento.

Prosseguimento

“Saio do PSB com a consciência tranquila, absolutamente tranquilo de que tudo que nós construímos nos últimos anos – porque eu participei dessa construção – eu dei continuidade.

Intactos

“Eu não mudei sequer os nomes dos programas (governamentais), exatamente para mostrar ao povo que eu acreditava em tudo que dizia em 2018, em cada comício.

1º escalão

“Eu mantive praticamente toda a equipe do governo anterior. Se alguns saíram por outros problemas, não foram causados por mim nem por determinação de retirar pessoas.

Pecha

“Eu não me sinto traidor. Eu não faço essa leitura, até porque eu sei, exatamente, quais os motivos que me levaram a deixar o PSB.

Boicote

“Durante 1 ano, pessoas dos maiores cargos do PSB tentaram inviabilizar essa gestão, e não dá para entender. Afinal de contas, foi um governo construído com um objetivo.

Mandonismo

“Se, por acaso, alguém imaginava que ia continuar sendo governador do Estado a vida toda, aí é uma outra coisa. Essa é a diferença.

Sem retaliação

“Que caça às bruxas! Isso não faz parte do meu perfil.

Nova legenda

“A questão de partido está sendo discutida e analisada. E, brevemente, vocês (jornalistas) serão avisados do partido que eu irei compor. Essa é uma discussão que precisa ser feita com muito cuidado. Nós temos vários partidos aliados. Eu tive a honra de receber o convite de vários partidos.

Moderação

“Eu tenho hoje a condição de muita tranquilidade, que é o caminho que me norteia desde o primeiro dia que eu assumi o governo: é ter paciência e tomar as decisões no momento certo.

Vai à disputa

“Teremos (candidatos a prefeito em João Pessoa e Campina Grande)”.

Inspiração para o “golpe”

Ainda João Azevedo: “Eu nunca disse, em momento nenhum, que estaria colocando (a eleição de) 2022. Mas Maquiavel já ensina que a melhor maneira de você atacar alguém é você inverter a posição. Talvez as pessoas… Esse golpe foi dado no PSB exatamente porque desconfiassem de que em 2022 poderiam não ter legenda. Essa é a grande questão. E quiseram garantir isso hoje, em João Pessoa, e em 2022. E nunca foi colocado isso em discussão.

– Jamais eu coloquei 2022 na mesa, até porque nós estamos construindo esse projeto agora. Estamos iniciando a gestão. O processo de discussão para 2022 está muito longe. E isso foi o que norteou, evidentemente, a decisão de tirar Edvaldo Rosas da presidência do partido; de dissolver o diretório (estadual). E a forma que é colocada é a inversa. Mas Maquiavel (filósofo italiano, considerado como um dos fundadores da ciência política moderna) já ensina isso – concluiu João Azevedo.

Cadê o ex-deputado Luiz Couto?...
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