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Arimatéa Souza

quarta-feira, 03/02/2021

João controla a ´orquestra´

Cifrado recado

“Um partido com 15 integrantes estar fora simplesmente da composição da Mesa é algo pouco entendível e compreensível até para o melhor funcionamento da casa”.

Foi o que afirmou o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), pouco antes da eleição na qual foi eleito 1º vice-presidente do Senado, tendo 40 votos, contra 33 conferidos ao seu colega Lucas Barreto PSD/AP.

Triscou

A disputa correu o risco de ´azedar´ as horas iniciais do mandato do novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

´Balão´

A complicação decorreu do fato de o principal ´padrinho´ da candidatura de Rodrigo, o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), ter prometido ao longo das últimas semanas o mesmo cargo para o MDB e o PSD.

´Operação´

Como a ´promessa´ ao PSD era a mais antiga, nas horas anteriores à eleição aliados de Davi tentaram deixar o MDB fora da nova mesa do Senado, apesar de ser a maior bancada, com 15 membros.

Alinhavando

Em sua edição de ontem, o jornal Folha de São Paulo sinalizou o favoritismo de Veneziano, apesar dessas pressões, salientando que “membros da bancada (do MDB) afirmam que Veneziano vinha articulando nos bastidores a candidatura de Pacheco, mesmo quando a bancada ainda estava com Tebet”, numa menção à minada candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à presidência.

O detalhe

Rodrigo Pacheco e Veneziano tornaram-se amigos quando ambos integraram a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal.

´Dogma´ parlamentar

Ao discursar no plenário antes do início da votação, o ´V´ afirmou que “o MDB reservou-me a incumbência de não apenas representar a ele, MDB, mas garantir a participação, garantir a proporcionalidade que todos nós desejamos e que todos nós patrocinamos. Isso é muito caro ao Parlamento! Isso penso ser fundamental e indispensável”.

Somatório

Proclamado o resultado da disputa e a sua vitória, Veneziano agradeceu aos colegas dizendo que “é mais uma honra que carrego. É mais um conjunto de responsabilidades que passo a ter”.

Nomeado

O Diário da Justiça, edição de ontem, publicou a designação do juiz Vandemberg de Freitas Rocha como novo diretor do Fórum Afonso Campos, em Campina Grande, conforme antecipou APARTE há alguns dias.

Em plenário

Com um expressivo atraso (1h50), o prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) fez um pronunciamento de improviso na sessão inaugural do ano legislativo ordinário da Câmara Municipal.

Leia trechos de sua fala a seguir.

Inadiável

“Não existem soluções prontas para os problemas que estamos atravessando (no mundo). Todas as métricas estão sendo colocadas em xeque (…) As soluções não podem mais ser adiadas.

Postergação

“O Brasil é um país que adia decisões (…) No dia em que (figurativamente) não matamos um leão, no seguinte são dois para serem mortos.

Mãos…

“A minha mensagem é de espírito desarmado, de pacificação e de compreensão do instante que estamos atravessando.

… Lançadas

“Que possamos oferecer uma trégua à cidade. Não é uma trégua a Bruno, porque sou um animal político e sei responder (…) O que proponho é união, não é uniformidade.

Aproximação

“As portas do governo estão abertas para os membros desta Casa (…) Os secretários estão disponíveis para prestar esclarecimentos, prestar contas e (detalhar) o que está sendo planejado.

Foco inicial

“Até esta semana tive dedicação exclusiva para conhecer os detalhes da prefeitura”.

Formalizado  

O Diário do Poder Legislativo publicou ontem a indicação do deputado Ricardo Barbosa (PSB) para liderar o ´blocão´ governista na Assembleia Legislativa.

O detalhe

O documento tem a assinatura de 20 deputados dos 26 que fazem parte da base situacionista na ALPB.

Rodízio

“O governador me disse que no segundo biênio (da legislatura) iria fazer o rodízio de líderes. O deputado Wilson Filho (PTB) passou dois anos como líder do blocão e eu como líder do governo. Agora ele (Wilson), passou à condição de líder do governo e hoje (ontem) houve a indicação do meu nome para liderar o blocão”, comentou Barbosa.

Mantida

A bancada do Progressistas no Senado decidiu manter a senadora paraibana Daniella Ribeiro na liderança.

´Canja´

Na festa da vitória do deputado Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara Federal, que ´varou´ a madrugada de ontem em Brasília e reuniu aproximadamente 300 pessoas – a grande maioria sem máscaras e aglomeradas -, o deputado paraibano Julian Lemos (PSL) tocou baixo em uma das bandas que animavam a farra.

O detalhe

Julian Lemos, há poucos dias, fez postagens nas redes sociais contra a candidatura de Lira.

Indicado

Os vereadores que integram o bloco de oposição no Legislativo campinense protocolaram ontem, na mesa diretora, o nome do vereador Anderson Almeida (Podemos) para ser o líder da bancada.

Incógnita

Bruno Cunha Lima sinalizou que ainda esta semana anunciará o líder do governo na Câmara campinense.

O inocente

“(Os) parlamentares, no meu entender, escolheram bons candidatos. Eu apenas fiquei na torcida”.

Presidente Bolsonaro acerca das eleições para as presidências do Senado e da Câmara Federal.

Deferência

Na abertura remota do ano legislativo ordinário, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino (PSB), disse se sentir “honrado e feliz de fazer parte da base de um governo (João Azevedo) que pensa e planeja a Paraíba, e constrói a cada dia um Estado melhor e mais justo para todos”.

Traço pessoal

Diante da presença remota do governador, Galdino pontuou que “a sua fala muito firme e muito forte mostra o compromisso que Vossa Excelência tem com a Paraíba e com os paraibanos”.

Garimpo

O ponto alto, como é próprio e habitual nessa sessão inaugural, foi o pronunciamento do chefe do Executivo estadual.

Um resumo do que ele disse, é o que segue.

Conquista

“É maravilhoso termos chegado até aqui, após as batalhas travadas em benefício da vida, nesse tenebroso e desafiador 2020.

Inapagável

“A nossa geração não poderá jamais, em tempo algum no futuro, esquecer esse ano repleto de sacrifício, aprendizado e dor.

Tensão

“Um ano eloquente, sem dúvidas. Horas, dias e meses que ativaram a prontidão humana, deixando pessoas, famílias e nações em permanente estado de alerta, num exaustivo trabalho em defesa da sobrevivência ameaçada.

Construção coletiva

“Seria esse esforço de muitos – a despeito da inércia de uns poucos – a possibilitar nossa presença aqui hoje, ainda que em formato virtual, abraçando a esperança revigorada e entrelaçando a perda atroz.

´Freio de…

“Nesse emaranhado de sensações e perspectivas, portanto, impõe-se a necessidade inequívoca de um reordenamento social, econômico e sanitário. Nada será como antes e já sabemos disso.

… Arrumação´

Aos que sobreviverem – a nós, neste momento – é reservada a tarefa de rever conceitos, reprogramar posturas e repensar modelos.

Custo salgado

“É chegada a hora de reinventarmos o próprio exercício da política e das governanças resultantes. Sabemos hoje, com estrondoso sacrifício, o elevado preço a ser pago quando divergências ideológicas e personalismos mesquinho abocanham o debate coletivo.

Banidos

“Não há mais espaço para os inconsequentes, os aventureiros e os oportunistas travestidos de benfeitores, heróis ou mitos de barro.

Realismo

“Fizemos o que foi humanamente possível, dentro do cenário de crise e circunstâncias geopolíticas.

Protagonismo

“O grande saldo dessa agonia planetária será o ajustamento de condutas. Derrubemos as barreiras da intolerância, desintegremos as estacas do preconceito, descosturemos as máscaras do racismo, fissuremos o escudo do fanatismo, combatamos o negacionismo científico, inibamos o egocentrismo político.

Relativização

“Os adversários, as querelas e as incompreensões de ontem, devem ficar lá atrás, no limbo. Os inimigos do passado foram ultrapassados por outro, mais furioso e letal.

“Efêmera”

“Compreendamos o significado pleno e incorporemos definitivamente ao nosso repertório a elucidativa e didática palavra “efêmera”. A existência é um sopro. A vida é fugaz e os cargos representativos são meteóricos. O poder é volátil, senhoras e senhores

Ação…

“Nenhum cidadão, nenhum representante de setor, nenhum prefeito ou político dissonante encontrou as portas da gestão fechadas ou entreabertas. Passamos incólumes pelo processo eleitoral.

… Isonômica

“Aliados e antagonistas foram abastecidos com as mesmas orientações e civilidade, sem privilégios ou admoestações. Concluídas as escolhas, somos todos Paraíba, de novo e sempre.

Conclamação

“Deixemos 2022 para o próximo ano. Não atropelemos o calendário nem alteremos a agenda da emergência sanitária e do desenvolvimento econômico e social.

“Nocivo”

”Antecipar discussões em torno das próximas eleições – creiam, senhoras e os senhores – é quase um crime de lesa pátria. É nocivo, é supérfluo. O foco do trabalho dirige-se ao alcançável, ao previsível, ao factual.

Dever de casa

“Nada de achismos ou premonições. Nunca antes, em qualquer época, planejar, antever, programar e executar se fizeram tão necessários, incisivos e esclarecedores”.

Não ´deletar´

Fecho de João Azevedo: “Passemos a página de 2020, mas guardemos o livro com carinho, podendo voltar a consultá-la sempre que nos sentirmos ameaçados ou titubeantes”.

Olhos para o Judiciário...

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