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Arimatéa Souza

quinta-feira, 06/12/2018

Grito de alerta

Voz de comando

O governador Ricardo Coutinho (PSB), em sua passagem ontem por Campina Grande, mandou um direto recado aos que, em sua base política, têm criado zonas de atritos. Seria o caso, por exemplo, do deputado (reeleito) Ricardo Barbosa (PSB).

“Esses ruídos (na bancada) não fazem nenhum sentido, absolutamente. Na verdade, alguns tentam desestabilizar ou instabilizar a base, que está ciente de que todos nós somos produtos da grande vitória que tivemos. Elegemos na mesma aliança 22 deputados estaduais. Não tem sentido criar instabilidade, porque todos se beneficiaram do projeto. É preciso ter cuidado para que a gente não artificialize disputas”, discorreu RC.

´Caia fora´

O governador, em entrevista à TV Itararé, afirmou que “sou daquela época, daquela ideia, de que ninguém deve estar num local em que não esteja confortável. Ou seja, se tem alguém desconfortável dentro desse projeto, não tem qualquer problema. A amizade – se existir – é a mesma. E cada um tome o seu rumo. Agora, se estamos dentro do projeto, temos que respeitar os outros”.

“Não há motivo algum para rebeldia”, grifou.

Indócil

Por falar em Ricardo Barbosa, dentro da chamada ´comunidade girassol´ (o entorno político mais próximo do governador) tem crescido o grau de indisposição e de irritação com a postura belicosa do deputado.

Contraste

Membros do grupo consideram RB ´brabo´ nas investidas da tribuna na Assembleia Legislativa e desmedidamente manso nos pedidos de desculpa reservados e virtuais.

Efêmero

O deputado Bruno Cunha Lima sequer esquentou a cadeira no Solidariedade.

Ele ontem anunciou o seu desligamento da legenda, da qual era o presidente da comissão provisória estadual.

Alegação

“Eu não sou guiado por circunstâncias. Eu faço escolhas”, proclamou Bruno, que havia se filiado ao SD em abril último, sucedendo no comando partidário o deputado federal Benjamin Maranhão, que retornou ao MDB.

Motivação

Bruno decidiu migrar após tomar conhecimento de que o vice-prefeito pessoense Manoel Júnior estaria se filiado ao SD.

Nuvem

Também foi uma espécie de ´chuva de verão´ a passagem de Manoel Júnior pelo PSC, concretizada também em abril último.

Além do…

Seria natural o registro, neste espaço, da solidariedade ao empresário Vamberto Farias, do Grupo Rede Compras, em face da brutalidade perpetrada contra um de seus empreendimentos, no começo desta semana, no bairro da Liberdade.

… Protocolar

Na verdade, seria até mesmo um ato de justiça para com um vocacionado empreendedor pernambucano que fez de Campina Grande a sua razão de ser, uma adoção por simpatia recíproca e afinidades múltiplas.

Demarcação

Mas tenho a impressão de que o deplorável acontecimento com esse citado empreendimento (supermercado) estabelece uma nova e perigosa fronteira na desigual batalha que a sociedade e seu aparato de segurança pública travam com a bandidagem na Paraíba e, particularmente, em Campina Grande.

Agudização

Num rápido e aleatório histórico, identificamos a elevação do nível de ousadia dos bandidos e a gradual migração das antigas investidas contra instituições financeiras para uma temerária proximidade do cidadão comum e do empresariado nativo, que é sempre desafiado, quase que diariamente, a se mostrar criativo e combativo para se manter em sua atividade econômica.

Proliferação

Se num passado não muito distante, o que predominava eram planejadas investidas contra agências bancárias em grandes cidades, espaçadas no tempo, mais recentemente fomos ´apresentados´ à rotina quase diária de explosões e arrombamentos a agências de bancos e Correios pela Paraíba afora.

Escalada

A ´prodigiosidade´ campinense patenteou uma nova modalidade de roubo, fundada na truculência, para não dizer selvageria:  a cognominada ´gangue da marcha à ré´, a pavorosa invasão a estabelecimentos comerciais com o uso de veículos e com a marca da dilapidação das instalações, em muitos casos com avarias que superam monetariamente o valor das mercadorias e/ou numerários roubados, como foi o caso do fato já referido acima.

Acintoso

Nessa impensada cronologia de atentados à sociedade, testemunhamos o assassinato de um policial nas dependências de um quartel em João Pessoa, como também a invasão de um presídio na Capital para o resgate de detentos.

Analogia

É o ´camelo passando pelo fundo de uma agulha´, para tomar por empréstimo a citação bíblica no Evangelho de Mateus.

Desolador

Mas retomo o caso mais recente, do supermercado na Liberdade.

A busca pela apropriação dos numerários lá existentes levou os bandidos à completa destruição do empreendimento recém inaugurado (setembro último).

Inconsequência

E o que é pior: na sua localização existe em derredor dezenas de residências. Ou seja, os protagonistas desse crime ignoraram por completo o pânico e os riscos que iriam provocar na vizinhança.

“É mesmo que ter sido na nossa residência”, verbalizou uma moradora da área.

Colateralmente

Além das instalações e estoques, igualmente ficaram sumária e irresponsavelmente banidos, compulsoriamente, dezenas de postos de trabalho.

Transbordou

Creio que atingimos um patamar no qual é preciso reagir, no sentido de não assimilarmos a ousadia desses atos como algo já normal e que deve ser anexado ao nosso cotidiano, na perspectiva de conviver com esse estado de coisas.

Danos

A falta de limites da marginalidade está ameaçando a convivência social, fulminando patrimônios, dizimando a convivência interpessoal e, principal e irremediavelmente, ceifando vidas.

Aprisionados

Viramos (até justificadamente) reféns do nosso medo na até inconsciente adoção de novas rotinas, nas quais predominam o enclausuramento instintivo na crença de que minimizamos o risco de uma tragédia pessoal.

Miopia

Mas um povo guiado pelo medo não consegue divisar horizontes alentadores.

Viver em paz é uma atingível utopia humana.

1º passo

Resta-nos cobrar, o quanto antes, a inversão desse estado de coisas.

Nada pode ser feito num passe mágica, até porque foram sucessivos anos de tolerância com o crime e de impunidade que nos levaram a esse crítico estágio atual.

Descruzar os braços

Mas é imperioso que sintamos logo, pelo menos, uma inversão de expectativas; enxerguemos a execução de medidas que apontem para o enfrentamento ostensivo e intensivo da criminalidade, com o uso racional do aparato policial, carente de investimentos inadiáveis, e do instrumental disponível em nossas leis, muitas das quais com premente necessidade de revisão e aprimoramento.

Cada dia a mais de passividade significa a continua exposição ao imponderável.

Urge um grito de basta, antes que a voz da cidadania e da indignação dê lugar às lágrimas do protagonismo do sofrimento.

O deputado eleito Julian Lemos tem subestimado a consanguinidade...

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