Fechar

logo

Fechar

Arimatéa Souza

sábado, 29/12/2018

Gosto amargo no final

Doses ponderadas

A equipe de governo do governador diplomado João Azevedo (PSB) é uma equilibrada mistura de três pilares de sua futura administração: nomes referenciados pelo atual governador Ricardo Coutinho; arranjos e/ou acomodações político-partidárias; e sua intransferível e indeclinável ´cota pessoal´, notadamente em áreas que entende como estratégicas.

Demarcação

No próximo dia 3, quando deseja realizar uma ampla reunião com todos os auxiliares, Azevedo deverá dar o tom e o ritmo próprios de sua gestão, e grifar que o modelo administrativo vai ter sequenciamento, mas com “mudanças de estilo”, como acentuou em seu discurso na recente solenidade de posse perante a Justiça Eleitoral.

Acesse

Todos os nomes ontem anunciados estão disponíveis aqui.

Aposta pessoal

Talvez a simbologia dessa ´chegada´ de João à chefia do Executivo seja a mudança na Pasta da Segurança Pública, com a opção por um nome genuíno dos quadros da SSP: delegado Jean Francisco Bezerra Nunes.

Três…

Nesse mês de janeiro o prefeito Romero Rodrigues (PSDB-CG) poderá ser obrigado a promover mudanças em seu secretariado.

… Pendências

Os secretários Paulo Roberto Diniz (Administração), Félix Neto (STTP) e Iolanda Barbosa (Educação) são originários de outros órgãos públicos (como professores) e existe uma cobrança do Ministério Público para que a questão do vínculo seja equacionada.

´Batismo´

Deverá ser anunciada na próxima semana a nova denominação do programa ´Bolsa Família´ do governo federal.

Sábado é dia de poesia

“Quando a luz dos olhos meus/ E a luz dos olhos teus/ Resolvem se encontrar/ Ai, que bom que isso é meu Deus/ Que frio que me dá o encontro desse olhar/ Mas se a luz dos olhos teus/ Resiste aos olhos meus/ Só pra me provocar/ Meu amor juro por Deus/ Me sinto incendiar…” (música de Tom Jobim, imortalizada na voz da cantora Miúcha, que morreu esta semana).

Barba…

Ricardo Vieira Coutinho aproximou-se muito do que poderíamos chamar de plena realização pessoal e política no ano que chega ao fim.

… Cabelo

Sai do ´Palácio da Redenção´ ao cabo de 8 anos com uma gestão bem avaliada e na condição incontestável de maior liderança política do Estado na atualidade.

… Triscou

Para atingir o estado de ´êxtase´ ficou faltando (por pouco) eleger a chapa majoritária completa – leia-se fazer o deputado Luiz Couto (PT) senador.

Intromissão

Mas o seu espírito e ímpeto de ´animal político´ o levou a se envolver aberta e intensamente no processo interno da Assembleia Legislativa de escolha na nova mesa diretora, não apenas na discussão de nomes dentro da futura base governista, como também nas regras desse processo de escolha.

Derrapagem

Na última sessão do ano (e da legislatura), RC recolheu, ontem, um desnecessário sabor amargo de derrota, ao não conseguir aprovar um projeto de resolução apresentado por seu líder da Casa, deputado Hervázio Bezerra (PSB), qual seja a instituição do voto aberto para a eleição dos membros da mesa diretora.

Rede de arrasto

Recorde-se a expressão criada pelo próprio Hervázio na véspera e publicada em APARTE, na defesa do voto ´de cara limpa´: “Cada um que venha e mostre a sua cara. Fim dos traíras!”

Não ´fisgou´

Quando a matéria foi colocada ontem em votação, a folgada base situacionista mostrou que o alinhamento com o Executivo tem limite e a proposta rumou para o arquivo.

Privacidade

Somados os votos de todo o colegiado (21 a 9), o placar retrata a inconveniência (para a maioria dos parlamentares) da publicização de escolhas no mesmo agrupamento político.

Sobrevida

“Traíram têm vida longa”, atestou posteriormente um Hervázio indisfarçavelmente chateado, mas que não abdicou publicamente da obediência e respeito aos votos majoritários, mesmo sublinhando que havia sido consumado “um retrocesso”.

Inferências

E o que deduzir dessa recusa do bloco governista de aceitar o ´voto às claras´ para a mesa diretora?

Simplicidade solar: não há consenso acerca do candidato a presidente para o 2º biênio da próxima legislatura, a suceder o consensual nome de Adriano Galdino (PSB) para o biênio 2019/2020.

Sem coesão

Dito de outro jeito: os nomes governistas que são ´apadrinhados´ por Ricardo Coutinho não estão sendo acolhidos por boa parte da bancada.

Sem recolhimento

Volto ao começo do raciocínio para concluir. Ricardo deixa o governo na próxima semana, mas sinaliza que não cogita abrir mão do comando político de seu agrupamento.

Ele teve tudo para sair sem nenhum arranhão político nessa reta final de governo.

Mas optou por ser coerente com o seu perfil.

Cabe até invocar uma máxima do filósofo alemão Nietzsche: “Um líder político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”.

Começo de ano com duas ´loterias´: mega sena da virada e o Governo Bolsonaro...
Share this page to Telegram

Arquivo da Coluna

Arquivo 2019 Arquivo 2018 Arquivo 2017

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube